Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Estudando o Evangelho


Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições


Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, itens 1 a 3.

O Espiritista

domingo, 27 de dezembro de 2009

Não sabem como convém saber

Desde a época, do seu aparecimento no mundo, o Espiritismo enfrenta grandes dificuldades para se expandir, em virtude de seus opositores usarem de métodos escusos para difundi-lo de forma covarde e propositadamente desvirtuada de sua realidade, incutindo no ignorante a falsa idéia de feitiçaria, magia negra etc.., com que têm até os dias de hoje influenciado, incontáveis criaturas, que ainda não despertaram para uma análise raciocinada de tudo o que lhes é passado por quem também nada sabe a respeito deste assunto.

Desconhecem, que o Espiritismo tem por objetivo o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, e que por isso mesmo toca forçosamente na maior parte das ciências; só podia portanto, vir depois da elaboração delas; nasceu pela força mesmo das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o auxílio apenas das leis da matéria.

Por isso mesmo, nada poderia sem a permissão do Pai criador da vida, que a tudo preside, e que permitiu sua chegada ao mundo, no momento mais oportuno; com a finalidade de tirar o véu que cobria de mistério os fatos que eram tidos até então como sobrenaturais, maravilhosos, místicos etc., dando-lhes uma explicação racional, perfeitamente compreensível, que só não aceita aquele que tem acima de qualquer fundamento lógico o pré-conceito intocável, a presunção de possuir o conhecimento de toda a verdade, não admitindo sequer analisar sob outra ótica, fazendo-se cego perante a realidade comprovada até mesmo em laboratórios por cientistas de outras correntes religiosas que tiveram que se renderem às evidências.

Allan Kardec, o magistral codificador dessa doutrina de fé raciocinada, concede excelente oportunidade para todos aqueles que sinceramente quiserem uma explicação sobre os equívocos da comparação do Espiritismo com outras práticas que ele mesmo condena e que por isso mesmo não poderia usá-las, no texto que segue; extraído do Capítulo I da Gênese, CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 19. ¹

“Acusam-no de parentesco com a magia e a feitiçaria; porém, esquecem que a Astronomia tem por irmã mais velha a Astrologia judiciária, ainda não muito distante de nós; que a Química é filha da Alquimia, com a qual nenhum homem sensato ousaria hoje ocupar-se. Ninguém nega, entretanto, que na Astrologia e na Alquimia estivesse o gérmen das verdades de que saíram as ciências atuais. Apesar das suas ridículas fórmulas, a Alquimia encaminhou a descoberta dos corpos simples e da lei das afinidades. A Astrologia se apoiava na posição e no movimento dos astros, que ela estudara; mas, na ignorância das verdadeiras leis que regem o mecanismo do Universo, os astros eram, para o vulgo, seres misteriosos, aos quais a superstição atribuía uma influência moral e um sentido revelador. Quando Galileu, Newton e Kepler tornaram conhecidas essas leis, quando o telescópio rasgou o véu e mergulhou nas profundezas do espaço um olhar que algumas criaturas acharam indiscreto, os planetas apareceram como simples mundos semelhantes ao nosso e todo o castelo do maravilhoso desmoronou.

O mesmo se dá com o Espiritismo, relativamente à magia e à feitiçaria, que se apoiavam também na manifestação dos Espíritos, como a Astrologia no movimento dos astros; mas, ignorantes das leis que regem o mundo espiritual, misturavam, com essas relações, práticas e crenças ridículas, com as quais o moderno Espiritismo, fruto da experiência e da observação, acabou. Certamente, a distância que separa o Espiritismo da magia e da feitiçaria é maior do que a que existe entre a Astronomia e a Astrologia, a Química e a Alquimia. Confundi-las é provar que de nenhuma se sabe patavina”.

Nós espíritas, não temos a pretensão de nos auto-proclamar os donos da verdade, mas temos absoluta certeza de que o mundo espiritual é uma realidade incontestável, que podemos nos comunicar com os que nos precederam na viagem de volta à nossa verdadeira pátria, que os que deixaram o corpo de carne estão vivos na vida espiritual, que voltarão a este planeta para continuarem sua depuração através de uma série de existências sucessivas, e que só através da bênção da reencarnação pode o espírito imortal se reajustar com a justiça divina; e que as práticas de que utilizamos, são o constante estudo das obras espíritas que nos ensinam a proceder com bom-senso no desenvolvimento das virtudes do nosso espírito imortal no trabalho da caridade em prol do bem, visando a nossa reforma íntima, e contribuindo positivamente no crescimento moral de toda a humanidade.

1) Capítulo I da Gênese, CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 19

Francisco Rebouças.

O Espiritista

sábado, 26 de dezembro de 2009

Mensagem de Bezerra de Menezes

Caros amigos, vejam a mensagem que o publicitário e consultor de empresas, Frederico Menezes, que  é um dos mais queridos e requisitados expositores espíritas brasileiros, radicado em Pernambuco onde realiza trabalhos mediúnicos, além de dirigir a Sociedade Espírita Casa do Caminho onde desenvolve um belíssimo trabalho com crianças. Médium e escritor, Fred, como é carinhosamente chamado esteve em Fortaleza para proferir o seminário “Transformando-se com Jesus – Os vícios e os desvios de conduta”.


O Espiritista

Faz tua parte pelo progresso da Terra!

A terra espera pelo seu auxílio.

Ela lhe dá o ar para respirar, desde que nasceu, a água para dessedentá-lo, o alimento para sustentá-lo, a residência para protegê-lo, e você, que é que dá em retribuição?

Está contribuindo para a prosperidade da terra que o recebe de braços abertos permitindo-lhe a evolução e o aprendizado?

Não se esqueça de que a terra espera pelo seu auxílio!

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

O Espiritista

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O HOMEM

Nossa mensagem para todos está na letra dessa música!

Feliz Natal!!!!!!!!!

Ouça no endereço abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=fPixROZr7Fw&feature=related

O Espiritista

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Parábolas

Parábola do joio e do trigo


“O reino dos céus — disse o Cristo — é semelhante a. um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas, enquanto os servos dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se.

Quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio.

Chegando os servos ao dono do campo, disseram-lhe:

— Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? donde, pois, vem o joio?

E ele lhes disse:

- Homem inimigo é que fêz isso.

Os servos continuaram:

- Queres, então, que o arranquemos?

— Não — respondeu ele —, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros:

- Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Mat. 13:24-30)

A significação dessa parábola parece-nos de uma nitidez meridiana.

O campo somos nós, a Humanidade; o semeador é Jesus; a semente de trigo — o Evangelho; a erva má — as interpretações capelosas de seus textos; e o inimigo — aqueles que as têm lançado de permeio com a lídima doutrina cristã.

Mas o Divino Mestre fizera a boa semeadura, pregando e exemplificando o amor entre os homens, como condição indispensável ao advento de um clima de entendimento fraterno no mundo, eis que os supostos herdeiros de seu apostolado, açulados pelo egoísmo e pelo orgulho, começam a criar questiúnculas e diasensões.

A Religião do Bem, objeto de sua missão terrena, de uma simplicidade incomparável, fragmenta-se em dezenas de religiões mais ou menos aparatosas, com sacerdócio organizado, sustentando dogmas ininteligíveis, preconizando e mantendo cultos pagãos, exterioridades grotescas...

Surgem facções e subfacções, incriminando-se reciprocamente de heréticas, heterodoxas, etc., e as que se tornam mais poderosas procuram eliminar as outras, afogando-as em sangue, aniquilando-as nas torturas e nas chamas das fogueiras..

E assim, em nome daquele que fora a personificação da tolerância, da bondade e da doçura, séculos pós séculos a discórdia lavra pela Terra, os filhos do mesmo Deus empenham-se em lutas fratricidas, e milhares de vítimas sucumbem, aos golpes da mais estúpida e feroz odiosidade que há incendiado os corações humanos!

Como pôde esse joio nascer e crescer de mistura com o bom trigo? E’ que, segundo a palavra de Jesus, os servos “dormiram”, isto é, deixaram de “orar e vigiar”, permitindo, assim, que o erro ganhasse raízes.

Contemplando essa confusão religiosa, muitos se admiram de que a Providência não na tenha eliminado do globo. Esse dia, entretanto, chegará.

O joio, ao brotar, é muito parecido com o trigo e arrancá-lo antes de estar bem crescido seria inconveniente, por motivos óbvios. Na hora da produção dos frutos, em que será perfeita a distinção entre ambos, já não haverá perigo de equívoco: será ele, então, atado em feixes para ser queimado.

Coisa semelhante irá ocorrer com a Humanidade.

Aproxima-se a época em que a Terra deve passar por profundas modificações, física e socialmente, a fim de transformar-se num mundo regenerador, mais pacífico e, consequentemente, mais feliz.

Quando os tempos forem chegados, todos os sistemas religiosos, que se hajam revelado intolerantes e opressores, cairão reduzidos a. nada, e todos quantos não se afinem, com a nova ordem de coisas, conhecerão o “fogo” da expiação em mundos inferiores, mais de conformidade com o caráter de cada um.

Por outro lado, as almas avessas à guerra, à maldade, ao despotismo, enfim a tudo quanto tem impedido o estabelecimento da fraternidade cristã entre os homens de todas as pátrias e de todas as raças, estas hão-de merecer o futuro lar terrestre, higienizado em sua aura astral e equilibrado em suas condições climáticas, gozando, finalmente, a paz, a doce e alegre paz, de há muito prometida às criaturas de boa vontade.

Livro: Parábolas Evangélicas
Rodolfo Calligaris
 
Francisco Rebouças

Mensagens espirituais

MEDICAÇÃO PREVENTIVA


Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado.
Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente.
Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veículos de perturbação e desânimo.
Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.
Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes.
Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.
Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que consignamos por desassombro, muita vez é loucura.
Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico.
Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.
Atenda à afabilidade e à doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.

Livro: Agenda Cristã
Chico Xavier/André Luiz
 
O Espiritista

Página da semana

40-ANTE O OBJETIVO


"Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição." - Paulo. (FILIPENSES, 3 :11.)

Alcançaremos o alvo que mantemos em mira:

O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte.

O malfeitor comumente ocupa largo tempo, planificando a ação perturbadora, e comete o delito.

O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre.

A mulher desprevenida, que concentra as idéias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes.

E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.

O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz.

O delinqüente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome.

O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.

A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser feliz.

Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?

O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição.

Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo.

através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.

Se desejas,. por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Estudando o espiritismo - E.S.E.

Sacrifício da própria vida



– Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?

Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação. — São Luís. (Paris, 1860)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, item 29.

O Espiritista

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mensagem da semana

39-FÉ INOPERANTE

“Assim também a fé., se não tiver as obras, é morta em si mesma.” - (TIAGO,2:17.)

A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.

Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? de uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? de uma luz que não se irradie?

Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em simples inutilidade? Sustentaremos absoluta esperança nas obras que a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente, a caminho da desintegração.

A crença religiosa é o meio.

O apostolado é o fim.

A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria, engrandecimento e sublimação.

Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum.

A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa a viver.

Guardar, pois, o êxtase religioso no coração! sem qualquer atividade nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor, consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado entre as flores inúteis das promessas brilhantes.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

O Espiritismo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Casos do Chico

CHICO E OS ANIMAIS

Chico Xavier tinha uma singular estima pelos animais; aqueles que frequentavam seu modesto lar sabiam que o médium vivia cercado por algum animal doméstico.

Chico tinha um cão que atendia pelo nome de Lorde, o qual conhecia as pessoas que visitavam seu dono, identificando quais eram as amigas, as curiosas e as maliciosas.

Chico dizia:

"- Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fez-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração.

Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigiame ao quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida.

Punha as patas sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento orando comigo.

Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.

Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhos meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se ao meu coração.

Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa..."

Um dia certo visitante lhe perguntou se animais têm alma, Chico respondeu rápido: "- Ah! sim, os animais têm alma e valem pelos melhores amigos..."

Possuímos provas pessoais destas verdades, querido Irmão Chico!...

DO LIVRO: Chico Xavier – “O Homem, o Médium, o Missionário”

AUTOR: Antônio Matte Noroefé
 
 
O Espiritista

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SELO DA ANESPB


Caros amigos, a AGÊNCIA DE NOTÍCIAS ESPIRITAS DA PARAÍBA Acaba de Criar um selo para destacar a QUALIDADE E A EXCELÊNCIA do trabalho de jornalismo e comunicação dos diversos sites e blogs espíritas conforme informação abaixo dcriador do Selo.

"O selo será enviado para os blogs e sites ANESPB pela selecionados, nossos parceiros de Intercâmbio durante todo o ano de 2009.


É um singelo e sincero reconhecimento ao trabalho dos jornalistas e divulgadores espíritas da Paraíba e do Brasil.


Esperamos que seja do agrado de todos.


Segue nossos Selos em ANESPB Reconhecimento à excelência do seu trabalho Através dos sites que administra.


Não esqueça de inseri-lo na página".


Carlos Barros.

Aproveitamos para parabenizar o amigo Carlos Barros, por mais essa iniciativa, e agradecer pela inclusão dos nossos blogs na lista dos escolhidos para receberem tão grata distinção e reconhecimento.


Grande abraço,
Francisco Rebouças

domingo, 6 de dezembro de 2009

Estudando o evangelho

Benefícios pagos com a ingratidão


Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?

Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.

Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.

E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.

Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele. — Guia protetor. (Sens, 1862.)


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII, item 19.

O Espiritista

sábado, 5 de dezembro de 2009

Página da semana

38-SE SOUBÉSSEMOS

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.. ." - Jesus. (LUCAS, 23 :34.)

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o, sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.

Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.

Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.

Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.

Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.

Perdoa, pois, a quem te fere e calunia.

Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Estudando o evangelho

O que se deve entender por pobres de espírito


Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, Cap. V, v. 3.)

A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, itens 1 e 2.


O Espiritista

sábado, 28 de novembro de 2009

Página da semana

37 - NA OBRA REGENERATIVA


“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa. vós, que sois espirituaiS, orientai-O com espírito de mansidão, velando por vós mesmos para que não se­jais igualmente tentados.” - Paulo (GÁLATAS, capítulo 6, versículo 1.)

Se tentamos orientar o irmão perdido nos cipoais do erro, com aguilhões de cólera, nada mais fazemos que lhe despertar a ira contra nós mesmos.

Se lhe impusermos golpes, revidará com outros tantos.

Se lhe destacamos as falhas, poderá salientar os nossos gestos menos felizes.

Se opinamos para que sofra o mesmo mal com que feriu a outrem, apenas aumentamos a percenta­gem do mal, em derredor de nós.

Se lhe aplaudimos a conduta errônea, aprova­mos o crime.

Se permanecemos indiferentes, sustentamos a perturbação.

Mas se tratarmos o erro do semelhante, como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa.

Nas horas difíceis, em que vemos um compa­nheiro despenhar-se nas sombras interiores, não olvi­demos que, para auxiliá-lo, é tão desaconselhável a condenação, quanto o elogio.

Se não é justo atirar petróleo às chamas, com o propósito de apagar a fogueira, ninguém cura chagas com a projeção de perfume.

Sejamos humanos, antes de tudo.

Abeiremo-nos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade.

Ninguém perderá, exercendo o respeito que de­vemos a todas as criaturas e a todas as coisas.

Situemo-nos na posição do acusado e reflitamos se, nas condições dele, teríamos resistido às suges­tões do mal. Relacionemos as nossas vantagens e os prejuízos do próximo, com imparcialidade e boa intenção.

Toda vez que assim procedermos, o quadro se modifica nos mínimos aspectos.

De outro modo será sempre fácil zurzir e con­denar, para cairmos, com certeza, nos mesmos deli­tos, quando formos, por nossa vez, visitados pela tentação.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
O Espiritista

sábado, 21 de novembro de 2009

Parábola dos Talentos

O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. — Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. — Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. — O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. — Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. — Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. — Respondeu-lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. — O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; — por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. — O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, — devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. — Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; — porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 14 a 30.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, item 6.
O Espiritista

Página da semana

36-AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA
"E não quereis vir a mim para terdes vida." - Jesus. (JOÃO, 5:40.)
Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.

Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os
poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.

Crêem e descrêem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...

É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.

Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes. Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos. Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem. Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma. Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.

Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.
Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.

Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.
Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou; regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
O Espiritista

sábado, 14 de novembro de 2009

Página da semana

35-ESTENDAMOS O BEM

"Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem." - Paulo. (ROMANOS, 12 :21.)

Repara que, em plena casa da Natureza, todos os elementos, em face do mal, oferecem o melhor que possuem para o reajustamento da harmonia e para a vitória do bem.

Quando o temporal parece haver destruído toda a paisagem, congregam-se as forças divinas da vida para a obra do refazimento.

O Sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão.

O vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos.

O cântico das aves substitui a voz do trovão.

A planície recebe a enxurrada, sem revoltar-se, e converte-a em adubo precioso.

O ar que suporta o peso das nuvens e o choque da faísca destruidora, torna à leveza e à suavidade.

A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio, a fim de produzir novas flores e novos frutos.

A terra, nossa mãe comum, sofre a chuva de granizos e o banho de Iodo, periodicamente, mas nem por isso deixa de engrandecer o bem cada vez mais.

Por que conservaremos, por nossa vez, o fel e o azedume do mal, na intimidade do coração?

Aprendamos a receber a visita da adversidade, educando-lhe as energias para proveito da vida.
A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar ao sol da sabedoria.

Usa o tesouro de teu amor, em todas as direções, e estendamos o bem por toda parte.

A fonte, quando tocada de lama, jamais se dá por vencida. Acolhe os detritos no próprio seio e, continuando a fluir, transforma-os em bênçãos, no curso de suas águas que prosseguem correndo, com brandura e humildade, para benefício de todos.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
O Espiritista

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não seja hipócrita!

Seja o mesmo, dentro e fora do lar.

O lar é a sociedade em miniatura!

A sociedade é o lar ampliado.

Num e noutra, seja o mesmo: firme em sua palavra, seguro em seu pensamento, honesto em seus atos, calmo na confiança em si mesmo.

O homem é o que é.

E a manifestação externa reflete o estado íntimo de nossa alma.
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
O Espiritista

sábado, 7 de novembro de 2009

Página da semana

34-GUARDEMOS O CUIDADO

"...mas nada é puro para os contaminados e infiéis." - Paulo. (TITO, 1: 15.)

O homem enxerga sempre, através da visão interior.

Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.

Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.

Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.

Dai, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.

Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.

Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.

Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade.

Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política.

Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.

Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.

Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.

Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas.

Os males, contudo, sobram sempre.

Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.

Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.

Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Reflexão

Objetivos da Vida Humana


Inúmeras vezes nos deparamos pensando no sentido de existir em razão das nossas próprias experiências pessoais, por vezes de muitos desafios. Comumente a incerteza surge em nossa mente, abalando as estruturas internas, em razão da estreiteza espiritual em que ainda nos encontramos que não nos permite vislumbrar além da matéria.

A célebre frase dita pelos materialistas, e até por quem se diz “religioso”, de que vivemos para sofrer merece reflexão mais profunda, notadamente porque destituída de lógica e bom senso. Admitir tal hipótese seria negar a própria existência de Deus e de seus atributos, daí o Espírito Joanna de Ângelis, na obra Vida: Desafios e Soluções, psicografia de Divaldo Pereira Franco, Cap. 2, dizer-nos que:

“Ninguém se encontraria reencarnado na Terra, não tivesse a existência física finalidade superior. O ser é produto de um largo processo de desenvolvimento dos infinitos valores que lhe dormem em latência, aguardando os meios propiciatórios à sua manifestação. Etapa a etapa, passo a passo, são realizados progressos que se fixam mediante os hábitos que se incorporam à individualidade, que resulta do somatório das vivências das multifárias reencarnações.”

Ratifica este entendimento a Doutrina Espírita, quando na questão 166 e 166a, do título Da Pluralidade das Existências, em o Livro dos Espíritos, ensina-nos que:

“Questão 166. Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se ?

R. Sofrendo a prova de uma nova existência.

a) Como realiza essa nova existência ? Será pela sua transformação como Espírito ?

R. Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”

É inquestionável que a existência física tem um valor inestimável que precisa ser percebido por todos nós que displicentes, desatentos, “passamos” pela vida, sem atender os objetivos reais que nos fizeram aqui voltar.

Este processo de crescimento interior, proposta primeira que deve ser observada por nós, se faz em processo lento, continuado, exigindo do aprendiz perseverança, vontade firme, esperança, fé e amor. Não há outro caminho.

A compreensão da finalidade superior de que se reveste a vida, tem relação direta com o estudo que, indiscutivelmente, alarga o nosso pensamento, leva-nos a profundas reflexões que culminarão com a vivência prática de sua interiorização.

Ocorre que, comumente, diante dos desafios da vida, nos desesperamos, achamo-nos sem condições de superar os conflitos diários e nos posicionamos de forma negativa, fulminando todas as possibilidades internas que, de fato, possuímos para vencer. Erros e acertos fazem parte de nosso aprendizado, como nos informa Joanna de Ângelis:

“Erros e acertos constituem recursos de desdobramento da consciência para os logros mais grandiosos da sua destinação, que é a de natureza cósmica, quando em perfeita sintonia com os planos e programas do Universo. (...).
A saga da evolução é longa e, por vezes, dolorosa, deixando-lhe sulcos profundos, que noutras fases, sob estímulos inesperados dos sofrimentos, ressurgem como angústia ou violência, desespero ou amargura que não consegue explicar. (...).
Avançando lenta e seguramente, aprendendo com as forças vivas do Universo, entesoura os recursos preciosos do conhecimento que lhe custou sacrifícios inumeráveis no longo curso das experiências e agora se interroga a respeito da finalidade de todo esse curso de crescimento, descobrindo, por fim, que se encontra no limiar das realizações realmente plenificadoras e profundas, porque são as que significam libertação dos atavismos remanescentes, ampliando as aspirações na área das emoções mais nobres, portanto, menos afligentes, aquelas que não deixam as seqüelas do cansaço, da amargura ou do desânimo.”


Se o sofrimento ainda faz parte de nossa vida, não é por Criação Divina mas, unicamente, porque estamos incursos nas leis perfeitas que regem a vida. Sempre semeamos o que plantamos, inevitavelmente. A história que escrevemos hoje para nós, recebe as interferências, se assim podemos nos expressar, do passado de delitos e flagrante transgressão às leis de Deus que não passa incólume. Eis o desafio a vencer, sem trégua, sem desânimo. Muitos velam por nós. Não estamos a sós nessa empreitada cujo objetivo final é o triunfo espiritual. A conquista da luz interior.

Continua Joanna em seu texto:

“A criatura está fadada à felicidade, à conquista do Infinito, além das expressões do espaço.
A dor que hoje a comprime é camartelo de estimulação para que saia da situação que propicia esse desagradável fator de perturbação.
Compreendendo, por fim, a grandeza do amor, alça-se às cumeadas do trabalho pelo bem geral, empenhando-se na conquista de si mesma, do seu próximo, da vida em geral.
Tudo quanto pulsa e vibra interessa-a, retira-a da pequenez e conduz à grandeza, trabalhando-lhe o íntimo que se expande e se harmoniza em um hino de confraternização com tudo e com todos, passando a fazer parte vibrante da Vida.
Esse significado existencial somente é descoberto quando atinge um grau de elevada percepção da realidade, que transcende o limite da forma física, transitória e experimental que, todavia, pode e deve ser cultivada com alegria e saúde integral.”


Assim, a vida física para todos nós, espíritos encarnados, não se resume simplesmente no amealhar recursos financeiros, em juntar bens materiais, que são instrumentos proporcionados por Deus para o nosso conforto e progresso mas que não se constituem na finalidade primeira de existir. Devemos lembrar, todos os dias, da fugacidade do tempo e da impermanência da vida física. Um dia retornaremos a Pátria Espiritual, nosso verdadeiro lar.

“Não se creia, portanto, equivocadamente, que a finalidade primeira da conjuntura existencial seja viver bem, no sentido de acumular recursos, fruir comodidades, gozar sensações que se renovam e exaurem, alcançando o pódio da glória competitiva e todos esses equivalentes anelos do pensamento mágico, partindo para as aspirações fenomênicas e miraculosas dos privilégios e das regalias que não harmonizam o indivíduo com ele mesmo.
Certamente, na pauta dos objetivos e do sentido existencial, constam as realizações sociais, econômicas, artísticas, culturais, religiosas, todas aquelas que fazem parte do mundo de relações interpessoais. Entretanto, não são exclusivas – metas finais das buscas e das lutas – desde que o ser transpõe os umbrais do túmulo e continua a viver, levando os seus programas de elevação gravados no imo profundo.”

Ao final da leitura do texto sob análise, Joanna de Ângelis, nos convida à busca infatigável pela conquista dos valores reais da alma que nos farão seres melhores no mundo, mais capazes de enfrentar as lutas da jornada, com estrutura, equilíbrio e uma correta visão da vida e seus conflitos que a cada dia se apresentam mais desafiadores.

“Lutar sem fadigas exaustivas por conquistar-se, superando-se quanto possível, enfrentando os desafios com alegria e compreendendo que são os degraus de ascensão diante dos seus passos – eis como incorporará ao cotidiano os objetivos essenciais do seu aprimoramento físico, emocional e mental.”
Que sigamos as recomendações desse Espírito de luz para que alcancemos a vitória espiritual que, muitas vezes, significa insucesso para o mundo material.
Texto de Nadja Cruz Abreu
O Espiritista

sábado, 31 de outubro de 2009

Página da semana

33-ERGUER E AJUDAR


"E ele, dando-lhe a mão, a levantou,. ," - (ATOS, 9:41.)
Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a irmã Dorcas para a vida.

Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.

Dá-lhe as mãos para que se levante.

O ensinamento é dos mais simbólicos.

Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento, para a alegria e para a virtude, banhados pela divina claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas para a Esfera Superior.

Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples. o sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.

Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância, e que hoje, por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro aos demais.

Não nos desincumbiremos, porém, da. Tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis.

É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem.

Esforço dos braços significa atividade pessoal.

Sem o empenho de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em torno das preciosidades da Boa Nova ou das
necessidades da redenção humana.

Encontrando o nosso irmão, caído na estrada, façamos o possível por despertá-lo com os recursos do verbo transformador, mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva, será
indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-lhe fraternalmente as nossas mãos.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
O Espiritista

sábado, 24 de outubro de 2009

Página da semana

32-A BOA PARTE
"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." - Jesus. (LUCAS, 10:42.)
Não te esqueças da "boa parte" que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.

O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador.

A pedra é contundente, mas consolida a segurança.

A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.

A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à sementeira vitoriosa.

Assim também há criaturas que, em se revelando negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros.

A apreciação unilateral é sempre ruinosa.

A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em que evoluímos.

O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende o copo d.água.

O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o irmão sublimado que te convida ao bom exemplo.

A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das horas que vamos viver.

Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas.

"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada" - disse-nos o Senhor.

Assimilemos a essência da divina lição.

Quem procura a "boa parte" e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
O Espiritista

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Evento espírita

Caros amigos, a Aliança Municipal Espírita de Lavras, estará realizando a 3ª Mostra de Arte Espírita, sob o título O Bem e o Belo.
Data: 7 de novembro de 2009 - Sábado;
Horário: às 18h.
Local do Evento: Centro Espírita Augusto Silva
Endereço: Rua Misseno de Pádua 390 Lavras MG
Realização: AME Lavras - Aliança Municipal Espírita de Lavras.
Prestigie comparenendo, divulgue!
O Espiritista.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fora da Caridade não há salvação!

Caros amigos, vejam o interessante depoimento de um irmão de uma das Igrejas Reformadas, sobre o atendimento que recebeu na Seara Espírita. Que nos sirva de exemplo, parta continuarmos a trabalhar pela implantação do Evangelho de Jesus nos corações dos homens, da forma como Ele mesmo nos ensinou no "Consolador Prometido".
(Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo),
INTERESSANTE DEPOIMENTO QUE REPASSO PRA REFLEXÃO DE TODOS.
**Minha mãe foi à um congresso da igreja a qual ela congrega. Na viagem junto com os irmãos, ela caiu e quebrou o pé onde foi tomada todas as providencias necessárias pelos líderes. Quando a minha mãe voltou para casa é que começou o problema, pois ela já está com oitenta anos de idade e precisou de uma cadeira de rodas tanto para o banho, como uma cadeira de rodas para se locomover. Procurei ajuda entre os da família, junto a instituições do governo e junto aos irmãos tanto da igreja que ela congrega quanto da igreja que eu congrego sem êxito nenhum. Diante dos sofrimentos da minha mãe fui informado que uma instituição *"CAMINHOS PARA JESUS "* que é ESPÍRITA tem um sistema bem organizado de empréstimo das cadeiras que eu precisava de graça. Então procurei o órgão responsável onde fui muito bem atendido e sai dali com as cadeiras a pronto entrega. Estou estarrecido e me perguntando:
Que cristianismo reformista é este ???????? Que só pensa em ganhar, ganhar, ganhar, e ganhar. Que cristianismo reformista é este que não está preparado para acolher os próprios membros ????? Não temos um asilo preparado para crentes, não temos um orfanato preparados para crentes, não temos uma escola para crentes e quando precisamos de um lugar especializado em socorrer drogados é uma verdadeira luta para acharmos. QUE REFORMA CRISTÃ É ESTA ??????
Onde está o lucro milionário ???? Na construção de templos ??????? Eu estou falando é do geral, o que está fazendo os cristãos líderes honestos deste pais em prol dos cristãos ????? A salvação eterna ??????? é caro salvar uma alma ?????? Todo o dinheiro arrecadado das igrejas evangélicas é para que ?????? Minha fé não está abalada, mas estou indignado com um sistema que era para ser uma potencia econômica em prol dos cristãos e entretanto é uma vergonha em organização e justiça. O que está fazendo as convenções, onde estão os líderes cristãos e o que eles estão defendendo. *Como posso pregar amor e justiça e salvação para aquelas pessoas espíritas ali do CAMINHOS PARA JESUS ??????????*
Sou grato a eles pelo acolhimento a minha mãe".
"Não me assusta o grito dos violentos. O que me preocupa é o silêncio dos bons"
Reverendo Martin Luther King Jr.

O Espiritista


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Eventos espíritas

PINTURA MEDIÚNICA EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP
Caros amigos, o Centro Espírita Joana D"Arc, convida a todos para assistirem a "Pintura Medipunica", que será realizada pelo Médium Marcos Bazoti.
Local: Centro Espírita Joana D'Arc
Rua: Alan Kardec, 828
Rancharia/SP.
Data: 24/10/2009 - sábado
Horário: 20:00h.
O Espiritista

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ainda eles, os iludidos...!

Prezados companheiros de idela espírita, é incrível como nossos irmãos "evangélicos" se dedicam a combater, difamar, desrespeitar as convicções dos seu semelhantes, quando deveriam cuidar de seguir o Mestre de quem eles se dizem seguidores e fazer o que o Jesus nos preceituou a todos: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ou próximo como a sí mesmo", isso eles não procuram fazer, mas sim, causar polêmicas, tentar forçar a quem já encontrou a paz com o Cristo a seguir suas interpretações e seus conceitos arcaicos, dogmáticos e equivocados a cerca dos ensinos do evangelho de Jesus.
Vejam a seguir:
Resposta a internauta: hipocrisia kardecista
Os incapazes de atacar um pensamento atacam o pensador. (Paul Valery)

Sempre encontramos pela frente fanáticos que sempre estão querendo demonstrar que sabem mais de Bíblia do que nós espíritas. Talvez, inconscientemente, eles julgam ser mais inteligentes ou quiçá mais iluminados que todos nós, uns pobres coitados, que não seguimos a estreita maneira deles de interpretar a Bíblia, especialmente, por estarem atolados até o pescoço nos dogmas fabricados pela liderança religiosa de antanho, cujo objetivo era o de apenas dominar os incautos fiéis, uma vez que não lhes movia o interesse do aperfeiçoamento moral deles.

Vejamos mais um, cuja fala iremos comentar, pois se ficarmos calados pensará que não temos argumentos, reforçando-lhe a crença, que certamente negará, de ser mais inteligente que todos nós. Como não nos interessa a pessoa em si, mas os seus argumentos, omitiremos propositalmente o seu nome. Faremos isso, pois o que ela coloca é bem o pensamento de muitos outros, sabemos disso.

---- Mensagem encaminhada ----
De: xxxxxxxxxxxxxxx
Para: apologia_gae@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 6 de Maio de 2008 16:05:45
Assunto: Hipocrisia kardecista
A prática kardecista de utilizar a Bíblia de acordo com a própria conveniência chega a ser nojenta. Se a Bíblia não é a Palavra de Deus para os homens, os espíritas não deveriam utilizá-la, já que nela não crêem como tal. Falam de Jesus de acordo com a própria conveniência, naquilo que lhe agrada. Quando Jesus fala que João Batista era o Elias que havia de vir, utilizam isto para respaldar a reencarnação, porém quando Jesus fala sobre condenação eterna, Jesus não presta mais. Engraçado que o professor francês que se auto intitulava um druida, que hoje dá nome a um perna de pau do Vasco da Gama, disse que Jesus era o espírito mais puro já existente, o próprio espírito divino. Poderia o próprio espírito divino mentir quando fala sobre condenação eterna? Quando fala sobre a ressurreição dos mortos? Quando fala sobre a teologia do Pai, Filho e Espírito Santo, do derramamento de sangue para remissão de pecados e não na teologia da libertação? Os espíritas kardecistas utilizam-se das palavras de Jesus assim como um motel se utilizou para fazer propaganda. O motel colocou um cartaz na porta dizendo: amai-vos uns aos outros. Deste mesmo modo o espírita faz com as palavras de Jesus para fazer propaganda da falsa doutrina do pedagogo francês, que se contradiz muito em seus escritos. Esquecem que Jesus falou ao povo de Israel: Ouve ó Israel! O Senhor Teu Deus é o único Deus. Engraçado que o Deus de Israel condena quem consulta os mortos. Mas esta palavra de Jesus não serve à conveniência kardecista. criaram um deus conforme suas conveniências, possibilitando o reino dos céus a qualquer um que se esforce, como se fosse por mérito próprio e não pela remissão dos pecados como Jesus disse. Se vocês quiserem, eu dou todas as referências Bíblicas disto que eu falei. Só mostrem para o Paulo da Silva Neto Sobrinho. Eu quero que explique baseado no contexto, e não isoladamente (conforme no motel). Eu quero saber se dentro do kardecismo há algum espírito mais evoluído que Jesus? Se não há, parem de contradizê-lo.

É comum aos que sentem a fraqueza de seus próprios argumentos iniciarem atacando a integridade ou honradez das pessoas ou coisas que desejam combater, esse, que se nos apresenta agora, não foge a esse fado.

Com hipocrisia é o que nos acusam de agir. Certamente que, seguindo Jesus, lhe perdoaremos, pois, indubitavelmente, como acontece com todos os nossos detratores, não conhece absolutamente nada de Espiritismo, no íntimo, teme-nos, pois acha que somos um “perigo” a ele, quando na verdade pouco nos importa a sua maneira de crer, não no sentido de menosprezo, mas por respeitar-lhe a forma de pensar. O Espiritismo, como bem disse Kardec, não veio para aqueles que tem uma religião e nela crêem, veio, isso sim, para os que não tem ou os que negam os valores espirituais, por viverem no materialismo exacerbado.

Considera nojento a prática espírita de utilizar a Bíblia, certo é direito dele. Podemos até ser acusados de não praticar o que consta em Mateus 5,22, mesmo correndo esse risco, diremos, por nossa vez, que mais nojento que isso é atacar as pessoas em suas crenças sem lhes dar o direito de defesa. Deveria saber que usamos a Bíblia apenas porque os fanáticos intolerantes, como é o caso dele, a utilizam para nos atacar. É o que estamos sempre a dizer: “Não faça da sua Bíblia uma arma, pois a vítima pode ser você”. Não só desejamos, mas até mesmo imploramos, que ninguém mais a use com o pretexto de demonstrar que nós espíritas estamos errados na forma de expressar nossa religiosidade, como se fossemos obrigados a ver pela bitolada ótica deles. Caso isso fosse verdadeiro tornaria sem sentido algum a parábola do bom samaritano, na qual Jesus recomenda-nos seguir o procedimento daquele que era, à época, considerado um herético, talvez, na visão desse nosso contraditor, agindo com hipocrisia.

Aos que afirmam ser a Bíblia a palavra de Deus somente podemos considerar que ou realmente não a leram, ou se leram não a entenderam, apenas seguem seus líderes que lhes incutem suas próprias idiossincrasias, merecem nossa comiseração. Muito bem disse o Huberto Rohden (1893-1981), que foi um filósofo, educador e teólogo, que se a Bíblia for mesmo a palavra de Deus devemos convir que Ele tenha colocado na “porta do céu” uma placa com os dizeres “Expediente fechado”, pois, a partir do ano 100 E.C., aproximadamente, nada mais revelou aos homens. Se isso não aconteceu, então, são os fanáticos que “fecham os olhos” para não ver as carnificinas, contradições, coisas anticientíficas, lendas, mitologias etc, como se vê a mancheias em suas páginas. Apenas nos reservamos no direito de não a considerarmos como sendo a palavra de Deus, deixando essa opção aos que assim a acharem melhor conduzir suas vidas. Entretanto, isso não significa que nela não venhamos a encontrar alguma coisa que podemos considerar como sendo mesmo a palavra de Deus, sabemos separar o joio do trigo, não agindo como bibliólatras fanáticos.

Quando falamos do “Jesus que presta”, falamos do Deus que ele nos apresenta, um Deus-Pai, não um deus-carrasco que nos condena eternamente, sem chance de redimirmos dos nossos erros, que aliás, são cometidos por ainda não entendermos plenamente as leis de Deus, portanto deveríamos ser orientados e não castigados, coisa que, sem dúvida, até mesmo um pai humano faria assim.

Se buscamos textos à nossa própria conveniência, não fazemos nada mais do que esse crítico faz, estaremos diante de “dois pesos e duas medidas”? Ademais, é evidente que temos de escolher os textos que nos são favoráveis, aliás, não a nós, mas às Leis divinas, pois aceitar matanças e até indução ao estupro, é evidente que não podemos aceitá-los como inspiração divina, sendo totalmente excluídos de nosso conceito. Que tal se entendesse que todos seremos salvos (Mt 18,12-14), que Deus não pode ser pior que um pai humano (Mt 7,11), que devemos sim pagar pelos nossos erros, entretanto, não eternamente (Mt 5,26). Se deixasse se levar pelo nobre sentimento de amor veria que condenação eterna não existe nas leis de Deus, uma vez que até os cobradores de impostos e as prostitutas, considerados gentes de má vida, entrarão no reino dos céus (Mt 21,31). Por outro lado, o conceito bíblico de eterno é um tempo do qual não se sabia o término, pois nem mesmo a falha legislação humana tem atualmente aplicado pena perpétua aos criminosos, justamente para lhes dar oportunidade de reconciliarem-se com a sociedade.

Os que se ojerizam com a idéia da reencarnação, são, normalmente, aqueles que acreditam na condenação eterna no “fogo do inferno”, entretanto, nenhum entendido de Bíblia, tal e qual esse crítico se posa, foi capaz de provar que Deus o tenha criado. Todos nós temos os Dez Mandamentos como de origem divina, sendo assim, perguntamos: existe a pena de “assar no fogo do inferno” para quem não cumpre algum deles? Seria bom ler o Sl 103,8-10, antes da tentativa, certamente inepta, de responder-nos essa questão.

Quanto ao ser druida, leiamos o que o biógrafo Henri Sausse disse a respeito:

Uma noite, seu Espírito protetor, Z., deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. Ele se chamava, então, Allan Kardec e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo. (SAUSSE, H. Biografia de Allan Kardec in KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2007, p. 19).

Portanto, pode se ver claramente que Kardec não “se auto intitulava um druida”, obteve essa informação de um espírito, o que é bem diferente do que foi afirmado pelo crítico com o objetivo de denegrir a imagem do Codificador, por absoluta falta de argumentos para contestar-lhe os pensamentos.

Percebe-se que o contraditor sabe o que Kardec disse a respeito de Jesus (pergunta 625, de O Livro dos Espíritos), então, deveria também saber que ele é o nosso guia e modelo, não o próprio Espírito Divino, mas que este o animava. Certamente, que, por isso mesmo, não poderia mentir. E já que nos reunimos em nome dele, confiamos plenamente que ele está em nosso meio (Mt 18,20). Entretanto, mentem os que interpretam seus ensinamentos à sua conveniência, dando-lhes significado totalmente estranho para um Deus de Amor, como acontece, por exemplo, ao afirmarem da ressurreição dos mortos como algo físico, uma vez que Jesus pregou a ressurreição do espírito, até mesmo porque, como afirmou Paulo, “a carne e o sangue não podem herdar o reino dos céus” (1Cor 15,50). Mas já que falamos em mentir, poderia, nosso crítico, ler os passos 2Sm 12,13-14 e 1Rs 21,19 visando classificá-los com o teor de Dt 24,16.

Um dos grandes problemas que nos leva o fanatismo é que os que assim agem acreditam em tudo que está escrito, sem ao menos se darem ao trabalho de questionar se o que está lá é verdade ou não. Deveriam pesquisar mais e veriam que a expressão “batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19), somente constante dos textos após o ano de 325, foi adicionada pelos dogmáticos teólogos católicos, conforme já apontamos em nosso texto “O Ritual do Batismo”, do qual transcrevemos:

Analisemos a primeira passagem em que aparecem as orientações de Jesus, ressurreto, aos discípulos (ver tb Mc 16,14-18):

Mt 28,16-20: Os onze discípulos foram para a Galiléia,.. Então Jesus se aproximou, e falou: "... Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês...”.

Essa passagem é o que, por último, encontramos no evangelho de Mateus e somente nele é que se recomenda batizar “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”, ou seja, em toda a Bíblia é o único passo que diz isso. Chama-nos atenção para o fato de que, naquela época, não se acreditava na Trindade, provando que isso é uma vergonhosa interpolação para justificar práticas ritualísticas criadas posteriormente à morte de Jesus. Agiram dessa forma para transparecer que era coisa comum no período em que Ele ainda vivia entre os discípulos.

Léon Denis, em Cristianismo e Espiritismo, disse:

Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas (Ver João I, 5,7). “Vimos, diz Leblois (145), na Biblioteca Nacional, na de Santa Genoveva, na do mosteiro de Saint-Gall, manuscritos em que o dogma da Trindade está apenas acrescentado à margem. Mais tarde foi intercalado no texto, onde se encontra ainda”.
__________
(145) “As bíblias e os iniciadores religiosos da humanidade”, por Leblois, pastor de Strasburgo.

(DENIS, 1987, p. 272). (grifo nosso).

Grifamos apenas para ressaltar que a origem dessa informação foi tirada da fala de um pastor; isto é importante para demonstrar a imparcialidade de quem dá a notícia.

Entretanto, para nossa própria grata surpresa, conseguimos também provar essa interpolação, ao lermos Orígenes(185-254), considerado como um dos “Pais da Igreja”, que viveu na Antiguidade cristã. Na sua obra apologética intitulada Contra Celso (cerca de 248), ele, refutando as críticas deste filósofo pagão contra os cristãos, transcreve, em seu discurso, muitas passagens bíblicas, e, entre elas, cita Mt 28,19 com o seguinte teor: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (ORÍGENES, 2004, p. 154). O que atesta que a expressão “batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” foi mesmo colocada, posteriormente, para se justificar o dogma da Trindade.

O historiador e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, David Flusser (1917-2000), que lecionou no Departamento de Religião Comparada por mais de 50 anos, nascido na Áustria, foi estudioso da literatura clássica e talmúdica, conhecia 26 idiomas, informa que:

De acordo com os manuscritos de Mateus que foram preservados, o Jesus ressuscitado ordenou aos seus discípulos batizar todas as nações “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. A fórmula trinitária franca, aqui, é de fato notável, mas já foi mostrado que a ordem para batizar e a fórmula trinitária faltam em todas as citações das passagens de Mateus nos escritos de Eusébio anteriores ao Concílio de Nicéia. O texto de Eusébio de Mt 28:19-20 antes de Nicéia era o seguinte: “Ide e tornai todas as nações discípulas em meu nome, ensinando-as a observar tudo o que vos ordenei”. Parece que Eusébio encontrou essa forma do texto nos códices da famosa biblioteca cristã em Cesaréia. 75 Esse texto mais curto está completo e coerente. Seu sentido é claro e tem seus méritos óbvios: diz que o Jesus ressuscitado ordenou que seus discípulos instruíssem todas as nações em seu nome, o que significa que os discípulos deveriam ensinar a doutrina de seu mestre, depois de sua morte, tal como a receberam dele. (FLUSSER, 2001, p. 156).

É importante transcrevermos também a nota 75 em que Flusser coloca sua base de informação:

75. Ver D. Flusser, "The Conclusion of Matthew in a New Jewish Christian Source", Annual of the Swedish Theological lnstitute, vol. V, 1967, Leiden, 1967, pp. 110-20; Benjamin J. Hubbard, “The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning", SBL, Dissertation Series 19, Montana, 1974. Mais testemunho da conclusão não-trinitária de Mateus está preservado num texto copta (ver E. Budge, Miscelleaneous Coptic Texts, Londres, 1915, pp. 58 e seguintes, 628 e 636), onde é descrita uma controvérsia entre Cirilo de Jerusalém e um monge herético. "E o patriarca Cirilo disse ao monge: 'Quem te mandou pregar essas coisas?' E o monge lhe disse: 'O Cristo disse: Ide a todo o mundo e pregai a todas as nações em Meu nome em cada lugar". O texto é citado por Morcon Smith, Clement of Alexandria and a Secret Cospel of Mark, Harvard University Press, Cambridge, Mass, 1973, p. 342-6. (FLUSSER, 2001, p. 170).

Na seqüência, Flusser diz que...

“um testemunho adicional das versões mais curtas de Mt 28:19-20a foi descoberto há pouco tempo numa fonte judeu-cristã...” (FLUSSER, 2001, p. 156), citando como fonte: Sh. Pinès, “The Jewish Christians of the Early Centuries of Christianity According to a New Source”, The Israel Academy of Sciences and Humanities Proceedings, vol. II, nº 13, Jerusalém, 1966, p. 25. (FLUSSER, 2001, p. 170).

Para corroborar tudo isso iremos apresentar a opinião de Geza Vermes, um dos maiores especialistas sobre a história do cristianismo, que, falando sobre esse passo, disse:

[...] Nos programas missionários anteriores, não houve questão quanto ao batismo, e menos ainda quanto a batizar nações inteiras. Além disso, o batismo administrado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo não tem precedente não só nos Evangelhos, mas também em qualquer lugar de todo o Novo Testamento. A fórmula que ocorre em Atos dos Apóstolos é batismo “em nome de” Jesus (At 2,38; 8,16; 10,48; 19,5) e, em Paulo, batismo “em Cristo” (Rm 6,3; Gl 3,27). Fora de Mateus, a fórmula trinitária, Pai, Filho e Espírito Santo ocorre pela primeira vez no manual litúrgico da igreja primitiva intitulado Didaqué ou Instrução dos Doze Apóstolos, que é datado da primeira metade do século II d.C. Tudo isso aponta para uma origem tardia de Mt 28,18-20.[...] (VERMES, 2006, p. 377-378). (grifo nosso).

Podemos colocar dois argumentos para contradizer essa passagem de Mateus: 1º) é que Jesus, quando vivo, não recomendou o batismo de água, mas um outro, o que veremos mais à frente; 2º) em Atos (2,38; 8,16; 10,48 e 19,5) temos a prova de que se batizava somente “em nome de Jesus”, evidenciando falta grave de quem fez a interpolação por não ter percebido esse pequeno detalhe. Eh!... Não há mesmo crime perfeito!

Mas esse fato não passou despercebido pelos tradutores da Bíblia de Jerusalém, que o minimizam dizendo:

É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar “no nome de Jesus” (cf. At 1,5+; 2,38+). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade. Quaisquer que tenham sido as variações nesse ponto, a realidade profunda permanece a mesma. O batismo une à pessoa de Jesus Salvador; ora, toda a sua obra salvífica procede do amor do Pai e se completa pela efusão do Espírito. (explicação para Mt 28,19, p. 1758). (grifo nosso)

Eis aí acima a que se pode chegar, quando se busca a verdade, não aquilo que dizem ser, pena que fanáticos não conseguem fazer isso.

Sobre a teologia “do derramamento de sangue para remissão de pecados”, há coisas interessantes: João Batista pregava “o batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Mc 1,4; Lc 3,3), ficando claro que a remissão de pecados não decorria do derramamento de sangue. Por outro lado, esses dois evangelistas mantêm uma outra idéia ao registrar os acontecimentos durante a ceia, que passou a ser a forma de selar o pacto da Nova Aliança (Mc 14,24; Lc 22,20). João (13) não diz coisa alguma relacionada a sangue, só Mateus (26,28) é onde se encontra essa afirmação, entretanto, cabe-nos questionar o porquê Jesus afirmara que o julgamento seria na base do “a cada um segundo as suas obras” (Mt 16,27); qual o sentido dele ter dito que a nossa “salvação” estaria nos atos de caridade aplicados a favor do próximo, conforme se deduz da parábola do juízo final (Mt 25,31-46) e, por fim, se essas obras não valem nada, por qual razão recomendou-nos seguir o exemplo do bom samaritano que cuidou do homem semimorto à beira da estrada (Lc 10,29-36), como forma de entrarmos no reino dos céus?

É para nós uma grande novidade saber que pregamos a “teologia da libertação”, mas, no fundo, acreditamos que sim: queremos libertar as pessoas do julgo da liderança religiosa que só quer o dízimo delas, como também, lutamos para libertar todos da prisão mental a qual submetem seus fiéis, justamente para arrancar-lhes o dízimo. Há uma frase lapidar de Paulo: “O Senhor é o Espírito; e onde se acha o Espírito do Senhor aí existe a liberdade” (2Cor 3,17), o que significa dizer, em outras palavras, que onde não há liberdade o Espírito do Senhor não existe, ou seja, não se encontra. Ganha um doce quem adivinhar onde?

Em relação à comparação da placa de motel, quem sabe foi de tanto ver as igrejas usando tal expediente para “pelar” seus fiéis, dizendo: “Dê todo o seu dinheiro, que Deus lhe dará em dobro”. (Os pobres coitados não percebem que se deram todo o seu dinheiro ficarão sem nada e o dobro de nada é nada mesmo!!!). Sabemos muito bem que as pessoas acabam transferindo para as outras aquilo que são intimamente, é o que os psicólogos afirmam, é por esse motivo que devemos compreender nosso contraditor, quando adjetiva-nos de “falsa doutrina”.

Nem ao menos sabe separar as coisas, pois Jesus nunca disse “Ouve ó Israel!”, parece-nos mais o que falava Moisés (Dt 5,1; 6,4; 9,1; 27,9). Exato, o nosso crítico está absolutamente certo “O Deus de Israel” condena quem consulta os mortos, porém, o Deus de Jesus não condenou absolutamente nada, inclusive, ele próprio, conversou com os Espíritos de Moisés e Elias, justamente para demonstrar que essa proibição não provem de Deus. É completamente fora de lógica imaginar que Deus tenha criado uma maneira de comunicarmos com os mortos para depois afirmar que fazendo isso estaríamos praticando coisa abominável a Ele, convenhamos que seria muito mais racional que não criasse essa possibilidade. Assim, a “conveniência kardecista” é usar a razão e a lógica para pautar as coisas que devemos fazer ou não, a ficar apegado a um livro que nem mesmo sabemos exatamente quais foram os seus autores.

Quanto às referências bíblicas a respeito da salvação “grátis” (pela remissão dos pecados), não precisa citar, temos pleno conhecimento delas e já demonstramos como erroneamente as interpretam, e, certamente, a sua conveniência faria você buscar somente o que lhe interessa para justificar o que pensa. Lembramos aqui de que se o derramamento do sangue de Jesus fosse para remissão dos pecados, então estaremos todos salvos, de um lado, ou então teremos que arrumar um outro Cristo para morrer pelos pecados dos homens que foram cometidos depois de sua morte até agora, pois a prática pagã de expiação de pecados por sangue, no caso de animais, só valia para os pecados cometidos, não para pecados futuros. Sem falar que estamos esperando o resultado prático até hoje, pois, a rigor, o homem continua pecando. Uma outra coisinha: por que o pecado de Adão e Eva não foi remido já que nascemos com o pecado original (que é bem “original”, isso é mesmo!)?
Parabéns Paulo Neto, eles querem é aprender com você e com o espiritismo, mas deveriam fazer o certo que é procurar uma casa espírita para isso, seriam muito bem recebidos como vários que hoje são espíritas convíctos por assimilarem a fé raciocinada e por sentirem o benéfico prazer da liberdade de pensar por si mesmos, sem necessitarem de terceiros para lhes fazer a "cabeça" com interpretações facciosas e equivocadas.
O Espiritista.