Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A visão de Deus - A Gênese


31. - Se Deus está em toda parte, por que não o vemos? Vê-lo-emos quando deixarmos a Terra? Tais as perguntas que se formulam todos os dias.

À primeira é fácil responder. Por serem limitadas as percepções dos nossos órgãos visuais, elas os tornam inaptos à visão de certas coisas, mesmo materiais. Alguns fluidos nos fogem totalmente à visão e aos instrumentos de análise; entretanto, não duvidamos da existência deles. Vemos os efeitos da peste, mas não vemos o fluido que a transporta (1); vemos os corpos em movimento sob a influência da força de gravitação, mas não vemos essa força.

(1) Nota da Editora: Kardec escreveu de acordo com os conhecimentos da época, antes de 1894.


32. - Os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual é que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo imaterial. Somente a nossa alma, portanto, pode ter a percepção de Deus. Dar-se-á que ela o veja logo após a morte? A esse respeito, só as comunicações de além-túmulo nos podem instruir. Por elas sabemos que a visão de Deus constitui privilégio das mais purificadas almas e que bem poucas, ao deixarem o envoltório terrestre, se encontram no grau de desmaterialização necessária a tal efeito. Uma comparação vulgar o tornará facilmente compreensível.

33. - Uma pessoa que se ache no fundo de um vale, envolvido por densa bruma, não vê o Sol. Entretanto, pela luz difusa, percebe que está fazendo sol. Se entra a subir a montanha, à medida que for ascendendo, o nevoeiro se irá tornando mais claro, a luz cada vez mais viva. Contudo, ainda não verá o Sol. Só depois que se haja elevado acima da camada brumosa e chegado a um ponto onde o ar esteja perfeitamente límpido, ela o contemplará em todo o seu esplendor.

O mesmo se dá com a alma. O envoltório perispirítico, conquanto nos seja invisível e impalpável, é, com relação a ela, verdadeira matéria, ainda grosseira demais para certas percepções. Ele, porém, se espiritualiza, à proporção que a alma se eleva em moralidade. As imperfeições da alma são quais camadas nevoentas que lhe obscurecem a visão. Cada imperfeição de que ela se desfaz é uma mácula a menos; todavia, só depois de se haver depurado completamente é que goza da plenitude das suas faculdades.

34. - Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz. O que há é que as imperfeições daqueles Espíritos são vapores que os impedem de vê-lo. Quando o nevoeiro se dissipar, vê-lo-ão resplandecer. Para isso, não lhes é preciso subir, nem procurá-lo nas profundezas do infinito. Desimpedida a visão espiritual das belidas que a obscureciam, eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porquanto Deus esta em toda parte.

35. - O Espírito só se depura com o tempo, sendo as diversas encarnações o alambique em cujo fundo deixa de cada vez algumas impurezas. Com o abandonar o seu invólucro corpóreo, os Espíritos não se despojam instantaneamente de suas imperfeições, razão por que, depois da morte, não vêem a Deus mais do que o viam quando vivos; mas, à medida que se depuram, têm dele uma intuição mais clara. Não o vêem, mas compreendem-no melhor; a luz é menos difusa. Quando, pois, alguns Espíritos dizem que Deus lhes proíbe respondam a uma dada pergunta não é que Deus lhes apareça, ou dirija a palavra, para lhes ordenar ou proibir isto ou aquilo, não; eles, porém, o sentem; recebem os eflúvios do seu pensamento, como nos sucede com relação aos Espíritos que nos envolvem em seus fluidos, embora não os vejamos.

36. - Nenhum homem, conseguintemente, pode ver a Deus com os olhos da carne. Se essa graça fosse concedida a alguns, só o seria no estado de êxtase, quando a alma se acha tão desprendida dos laços da matéria que torna possível o fato durante a encarnação. Tal privilégio, aliás, exclusivamente pertenceria a almas de eleição, encarnadas em missão, que não em expiação. Mas, como os Espíritos da mais elevada categoria refulgem de ofuscante brilho, pode dar-se que Espíritos menos elevados, encarnados ou desencarnados, maravilhados com o esplendor de que aqueles se mostram cercados, suponham estar vendo o próprio Deus. É como quem vê um ministro e o toma pelo seu soberano.

37. - Sob que aparência se apresenta Deus aos que se tornaram dignos de vê-lo? Será sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana, ou como um foco de resplendente luz? A linguagem humana é impotente para dizê-lo, porque não existe para nós nenhum ponto de comparação capaz de nos facultar uma idéia de tal coisa. Somos quais cegos de nascença a quem procurassem inutilmente fazer compreendessem o brilho do Sol. A nossa linguagem é limitada pelas nossas necessidades e pelo círculo das nossas idéias; a dos selvagens não poderia descrever as maravilhas da civilização; a dos povos mais civilizados é extremamente pobre para descrever os esplendores dos céus, a nossa inteligência muito restrita para os compreender e a nossa vista, por muito fraca, ficaria deslumbrada.

Livro: A Gênese - Cap. II, A Visão de Deus. Itens 31 a 37.
 
Francisco Rebouças 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

APRENDAMOS, ENSINANDO


Qual acontece ao valor do grande esforço que é lastro fecundo na garantia da caridade, lembremo-nos dos pequeninos sacrifícios que podemos realizar, cada hora, contra os arrastamentos de nossa própria natureza inferior, trabalhando em auxílio dos portadores de necessidades maiores do que as nossas.

Muitos companheiros encarnados desistem da colaboração nas obras do bem, declarando-se imperfeitos e endividados, quando, nessa condição, mais valioso se nos faz o trabalho de formação da própria disciplina.

Antes do berço, porém, quando a necessidade de redenção ou de melhoria nos desvela ao espírito sequioso de progresso o campo educativo que a experiência física nos oferta, solicitamos, com empenho, as situações que nos contrariem o modo de proceder e de ser, a fim de que o internato terrestre nos supra dos valores reais de que nos achamos carentes.

É por isso, que quase sempre na Terra, quando impulsivos e impacientes, somos constrangidos a exaltar a serenidade; enfermos, surpreendemo-nos induzidos a amparar a saúde alheia; fracos, sentimo-nos na obrigação de sustentar a fortaleza dos outros; atormentados pelas nossas chagas íntimas de aflição ou desencanto, reconhecemo-nos intimados a nutrir a tranqüilidade e a esperança naqueles que desfalecem; e tentados, em muitas circunstâncias, à falência e à desordem, no imo de nossa casa, vemo-nos convocados a evitar o desequilíbrio e o desastre no instituto doméstico em que respiram corações queridos do nosso painel de ação.

Não desprezes auxiliar sempre, na construção do bem, ainda mesmo quando te sintas de todo ausente dele, porqüanto ensinando o melhor aos outros, somos impelidos a procurar o melhor em favor de nós mesmos e, disciplinando a existência em torno de nossa estrada, acabamos fatalmente disciplinados por ela.

Livro: Nascer e Renascer
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Saja alegre e Otimista!

SEJA alegre e otimista!

Quando se dirigir a seu trabalho, faça-o de coração alegre.

O trabalho que você executa é digno de sua pessoa.

Por menor que pareça, é de suma responsabilidade para você e para o mundo.

Não se esqueça jamais de agradecer a Deus o trabalho que lhe proporciona o pão de cada dia.

Chegue ao local do trabalho com o coração feliz, e o trabalho se tornará um passatempo, um estimulante, que lhe trará, cada novo dia, imensas alegrias e felicidades incalculáveis.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

terça-feira, 20 de abril de 2010

Estudando o evangelho

Fazer o bem sem ostentação

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. — Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. — Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; — a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. — Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.

As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII, itens 1 a 3.

O Espiritista

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ANESPB com nova filosofia!

Caros amigos, enviamos ao amigo Carlos Barros nossos sinceros parabéns pela nova postura que o administrador da ANESPB está tomando à fretnte do trabalho de divulgação dos eventos espíritas no Brasil e no Mundo, e recebemos a sua resposta que abaixo transcrevemos.

REBOUÇAS, Meu Irmão Estimado,
Boa Tarde!

Não tenho como voltar atrás depois do encontro que tive com o Amigo Espiritual que me tirou do corpo para uma conversa "mais séria". A mudança está sendo radical em minha vida. Estava precisando do "puxão de orelhas".

O novo foco do nosso trabalho é esse mesmo: uma fonte de paz e entendimento, unindo e fortalecendo nosso ideal com Jesus. Minha luta agora é comigo mesmo.
 Muito obrigado pelo apoio moral e espiritual.

Sei que você não me faltaria nessa hora.

Paz, saúde e aquele abraço!

CARLOS ANTONIO DE BARROS.

Estaremos daqui, orando pelo bom encaminhamento que o nosso Carlos Barros há de dar doravante aos objetivos da ANESPB de representar uma fonte da informações e um espaço de união e concórdia para todos nós que temos como orientação as fontes limpas e puras da doutrina dos espíritos.
 
Boa sorte caro amigo, estamos confiantes!
 
Grande abraço,
Francisco Rebouças

Palestra sobre Chico Xavier

Caros amigos, o Centro Espírita Uberabense, promoverá palestra em homenagem ao centenário de Chico Xavier.

Título: O Apostolado de Chico Xavier;
Palestrante: Luiz Corrêa da Silveira Filho - de Mato Grosso do Sul;
Data: 24/04/2010;
Local: UMEU - União da Mocidade Espírita de Uberaba
Endereço: Rua barão de Ituberaba, nº 449 - Estados Unidos;
Horário: 19:30h.

Obs.: Além da palestrra haverá Apresentações musicais, sorteio de livros e confraternização.



O Espiritista

terça-feira, 13 de abril de 2010

Programa Transição!

Caros Amigos, neste próximo domingo 18/04/2010, no Programa Transição, o entrevistado será Suely Caldas Schubert, com o Tema “Reencarnação”.
O Programa Transição será apresentado por, Guiomar Sant’Anna pela REDE TV na Capital e Grande São Paulo, domingo às 15:15 horas.

Visite nosso site e fique atualizado: http://www.programatransicao.tv.br/

Cobertura das emissoras da Rede TV

Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco.

Todas as Parabólicas, TV a Cabo e SKY.

Outras localidades com horário diferenciado:

Santos: 10:30 horas

Campinas: 10:30 horas

Grande Goiânia: 14:30 horas

Para os amigos do Grande ABC (SP) o Programa Transição será apresentado também aos Domingos às 10:30hs, pela ECO TV Canal 96 da Vivax e Canal 9 da NET.

Visite nosso site para acessar todos os Programas anteriores.

Programa Transição - A Visão Espírita para um Novo Tempo.

O Espiritista

terça-feira, 6 de abril de 2010

IX EREU - 2010

Caros amigos,em aí o IX EREU, a realizar-se em 15/05/2010, conforme instruções abaixo.
 
O que é o EREU ?

O Encontro Regional Espírita de Unificação - EREU - é o encontro de todos os segmentos do movimento espírita de uma Área denominada REUNIR, com o propósito de confraternizar e tratar de assuntos de interesse das Instituições Espíritas Adesas (IEA), dos Conselhos Espíritas de Unificação (CEU) e do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ), relativos ao trabalho de Unificação na área do REUNIR.

EREU 2010 (Itaboraí/RJ)

Dando continuidade à construção da unificação do movimento espírita do estado do Rio de Janeiro, o REUNIR IX, grupo que congrega os representantes dos 37º, 38º, 42º e 43º Conselhos Espíritas Unificados – CEU estará realizando o IX EREU – Encontro Regional Espírita para Unificação a ser realizado em 16 de maio de 2010, a partir das 8:30 h.

Este ano o município que sediará o evento será Itaboraí, CIEP 130 – Dr. Elias de Miranda Saraiva na Avenida 22 de Maio – Rio Várzea – Itaboraí (ao lado da Casa de Saúde São Judas Thadeu). Com o objetivo de retornarmos à base da Doutrina, as obras de Allan Kardec, o tema para trabalho nos centros de interesse será: “Fidelidade Doutrinária”.

Mais informações: http://www.ceusg.org.br/ereu2010.shtml ou: André Cantarelli (acantareli@hotmail.com)

Compareça, divulgue!

Francisco Rebouças

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Jornal Correio Espírita

Caros amigos, já está nas bancas a nova edição do Correio Espírita, peça ao seu jornaleiro.

O Jornal está presente em 7 capitais e mais de uma centena de cidades brasileiras.

Leia entre outras matérias: Revelações de Chico Xavier, Origem da Religião, o Jovem e seus Desafios, A Arte de Envelhecer, etc.

Faça sua assinatura e receba mensalmente e confortavelmente em seu endereço.



Francisco Rebouças

sábado, 3 de abril de 2010

Palavras de Josepha!

Chico Xavier, um trabalhador de Jesus!

Meus irmãos, nos dias do presente, em que a sociedade terrena vive momentos de ansiedade e angústia, diante dos trágicos acontecimentos diariamente noticiados pela mídia em todas as partes do planeta, precisamos todos unir nossos modestos, mas imprescindíveis recursos individuais com muita disposição e boa vontade, seguindo os ensinos dos Celestes Mensageiros da Boa Nova, entre eles o querido e incomparável Embaixador do amor Chico Xavier, para juntos revertermos o caos moral que ora campeia em nossa sociedade onde os valores mais importantes para o progresso e crescimento da criatura humana como Ser inteligente da criação, à caminho da felicidade e pureza de espírito, estão sendo tão negligenciados ou até mesmo esquecidos por uma grande e significativa fração da população encarnada na Terra.

Precisamos com urgência recordar e procurar vivenciar em nossas ações diárias, os verdadeiros exemplos e ensinos deixados pelos vários emissários da Divindade, em particular por Jesus, nosso único caminho pelo qual poderemos chegar a Deus nosso Pai e Criador.

E nesse particular, muito poucos irmãos entenderam e vivenciaram a mensagem de Jesus, como o "Homem Chamado Amor", que seguindo a mensagem contida no evangelho de seu Mestre e Guia, entesourando no coração os ensinos ali contidos, se fez portador da paz e da caridade para com todos os que cruzaram seu caminho, consolando, esclarecendo e amando como só os verdadeiros Apóstolos souberam fazer.

Se realmente desejamos reverenciá-lo nesse momento de comemorações com justas e merecidas homenagens, revivamos suas atitudes diante do nosso próximo, oferecendo o melhor de nossas possibilidades no trabalho de espalhar o bem através da caridade e do amor pelo nosso irmão em humanidade, como Chico Xavier fez com atitudes de cristão espírita, exercendo a verdadeira caridade para com os que se encontram à nossa retaguarda, com o intuito de reverter o mais urgente possível a situação que hoje presenciamos de desrespeito aos valores sagrados do espírito imortal que todos somos.

Não podemos mais esperar que as coisas se modifiquem como que por encanto, sem que precisemos agir; preciso se faz movimentarmos as mãos no sagrado dever de aliviar as dores e sofrimentos dos que se movimentam por entre os prejuízos causados pela perturbação, pela desordem, pelo desequilíbrio, espalhando desarmonia e sofrimento em volta de seus passos, contaminando toda a sociedade.

Sigamos o exemplo que o Chico nos deu de trabalho incessante em favor dos desvalidos e esquecidos por nossa sociedade, procurando dentro de nossas reais possibilidades ser alguém com qualidades e valores que nos proporcionem desfrutar dos benefícios da paz de espírito que só o dever retamente cumprido, nos poderá propiciar.

Josepha
Por: Francisco Rebouças

O Espiritista

sexta-feira, 2 de abril de 2010

1o EMENF

Caros Jovens e trabalhadores do POLO I e XVII

No dia 18/04/2010, será realizado o primeiro encontro de Mocidades Espíritas do Norte & Noroeste Fluminense.

O evento será realizado no Sítio Cantinho do Céu em Conselheiro Josino em Campos.

As inscrições estarão liberadas através do Site: www.commejpolo1.com.br a partir do dia 15/03/10.

Participe, venha rever os companheiros de Mocidade de outras cidades.

Mais informações: www.comeerjpolo1.com.br & http://www.ceunoroeste.org.br/.

O Espiritista

Feira do Livro Espírita em Magé


Dias 16 e 17 de abril de 2010 (sábado e domingo)


Das 08h às 18h.


Local: Praça da Prefeitura - Magé - RJ


Promovido pelas Casas Espíritas do 1o Distrito - Magé - RJ

 
 
 
O Espiritismo

Curso - Criação de Sites interativos com Banco de Dados

MÓDULO BÁSICO

25 de abril (domingo) de 2010

MÓDULO AVANÇADO

13 de junho (domingo) de 2010

Horário: de 8h30 às 17h30

Local: CEERJ – Rua dos Inválidos, 182, Centro – RJ


Inscrição: Portal CEERJ - de 24/03 a 20/04

Vagas: 30

INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Objetivo:

Capacitar o trabalhador espírita em um Sistema de Gestão de Conteúdos, contribuindo com as atividades de divulgação do movimento espírita.

Módulo básico - 25/04

Programação:

08h30 - 09h00 - Recepção

09h00 - 09h30 - Boas vindas, música, página e prece

09h30 - 10h00 - O que é a Tecnologia da Informação

10h00 - 10h10 - Sistema Gerenciador de Conteúdo e uma Introdução ao JOOMLA

10h10 - 10h45 - Instalando o Joomla

10h45 - 11h00 - Coffee-break

11h00 - 11h30 - Administração básica do joomla

11h30 - 12h00 - Organizando o conteúdo

12h00 - 12h30 - Extendendo o Joomla

12h30 - 14h00 - almoço

14h00 - 15h45 - Definindo a arquitetura de um site

15h45 - 16h00 - Coffee-break

16h00 - 17h15 - Construindo o seu próprio site

17h15 - 17h30 - Encerramento do primeiro módulo

Coordenação:
Área de Divulgação

Serviço de Informação e Comunicação Espírita

E-mail: icom@ceerj.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

O Espiritista

Homenagem a Chico Xavier na ALERJ

CHICO XAVIER SERÁ HOMENAGEADO NA ALERJ!


Queridos companheiros do Movimento Espírita

Estaremos, mais uma vez, com muita alegria, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ,

participando de mais uma homenagem pública ao Espiritismo, desta feita em comemoração ao Dia do Livro Espírita, em

especial homenagem ao Centenário de nascimento de nosso querido Chico Xavier.

O Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ continua se empenhando em bem ocupar, o espaço do movimento espírita junto à Sociedade, contando sempre com a dedicação sincera do Deputado Estadual Átila Nunes.

A Sessão Solene ocorrerá no dia 05 de Abril de 2010 (2ªfeira), às 18:00 horas, com um programa que espera abrilhantar tão importante data para todos nós.

Teremos o querido companheiro Gérson Simões Monteiro, Vice-presidente da Rádio Rio de Janeiro, falando-nos sobre Chico Xavier.

Moções de Reconhecimento serão entregues às Editoras Espíritas do Estado do RJ: Federação Espírita Brasileira, Sociedade Lorenz, SPLEB - Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile, CELD - Centro Espírita Leon Denis, ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil e Ed. FRATER.

Também serão entregues Moções de Reconhecimento pela atividade artística na realização do Filme sobre Chico Xavier:

•ao sr. MARCEL SOUTO MAIOR – Autor da biografia de Chico Xavier, que inspirou o filme.

•ao sr. João Carlos Daniel (Daniel Filho)- diretor do filme Chico Xavier

•a Matheus Santos da Costa - ator do filme Chico Xavier (INFÂNCIA)

•ao sr. Ângelo Antônio Carneiro Lopes - ator do filme Chico Xavier (ADULTO)

•ao sr. Nelson Agostini Xavier - ator do filme Chico Xavier (IDOSO)

Teremos ainda, momentos de arte, com a apresentação do CORAL ESPÍRITA CANTO DO SEAREIRO, do Centro Espírita Seara

Fraterna, com a Regência da Maestrina MARIA EMÍLIA DE SOUZA e DECLAMAÇÃO de poesias psicografadas por Chico

Xavier, com o companheiro Francisco Anastácio Dias da Sociedade Espírita Estrada de Damasco.

Faz-se significativo que, como espíritas, fortaleçamos com a nossa presença, ações como essa, que destacam na sociedade, o amplo trabalho espírita que repercute para o bem da própria Sociedade, como um todo.

Esperamos contar com a sua presença, que se traduz em significativo apoio, como companheiros de nosso querido Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

Por favor, divulgue e multiplique o nosso convite.

Muita Paz a todos.
Cristina Brito
Diretora da Área de Relações Externas
P/ Diretoria Executiva do CEERJ.

O Espiritista





segunda-feira, 29 de março de 2010

PRESENÇA DIVINA

Um homem, ignorante ainda das Leis de Deus, caminhava ao longo de enorme pomar, conduzindo um pequeno de seis anos.

Eram Antoninho e seu tio, em passeio na vizinhança da casa em que residiam.

Contemplavam, com água na boca, as laranjas maduras, e respiravam, a bom respirar, o ar leve e puro da manhã.

A certa altura da estrada, o velho depôs uma sacola sobre a grama verde e macia e começou a enchê-la com os frutos que descansavam em grandes caixas abertas, ao mesmo tempo que lançava olhares medrosos, em todas as direções.

Preocupado com o que via, Antoninho dirigiu-se ao companheiro e indagou:

— Que fazes, titio?

Colocando o indicador da mão direita nos lábios entreabertos, o velho respondeu:

- Psiu!... psiu!...

Em seguida, acrescen¬tou em voz baixa:

- Aproveitemos agora, enquanto ninguém nos vê, e apanhemos algumas laranjas, às escondidas.

O menino, contudo, mui¬to admirado, apontou com um dos pequenos dedos para o céu e exclamou:

— Mas, o senhor não sabe que Deus nos está vendo?

Muito espantado, o velho empalideceu e voltou a recolocar os frutos na caixa, de onde os havia retirado, murmurando:

— Obrigado, meu Deus, por haveres despertado a minha consciência, pelos lábios de uma criança.

E, desde esse momento, o tio de Antoninho passou a ser realmente outro homem.

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei

Francisco Rebouças

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ante o futuro


Não adianta indagar do futuro, ociosamente, para satisfazer a curiosidade irriquieta ou inútil.

Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente à visão.

Não desconhecemos que nosso amanhã será a invariável resposta do mundo ao nosso hoje.

E aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida a pensar.

O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem.

A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha.

A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroem a estrutura.

O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo.

A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano.

A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo.

A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa.

E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto preço.

Sabemos, assim, que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons de amor e vida.

Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender, infatigavelmente e, com os braços no serviço incessante caminharás desde hoje, sob a luz da vitória, ao encontro de glorioso porvir.

Livro: Taça de Luz - LAKE
Emmanuel e Chico Xavier

Francisco Rebouças

quinta-feira, 11 de março de 2010

Estudando o espiritismo - ESE

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos

Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, cap. IX, vv. 59 e 60.)

Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida.
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, itens 7 e 8.

O Espiritista

domingo, 7 de março de 2010

Petições


Muito perto da esfera humana, levantam-se grandes institutos para o exame das petições do mundo...

Um homem conseguiu desligar-se do corpo físico e entregou uma petição, em forma de prece, a favor dele próprio.

O encarregado da instituição anotou-lhe a identidade, consultou grande arquivo e indagou em seguida:

O irmão possui aqui a reserva de serviço aos outros que o habilata à concessão?

- Infelizmente, não tenho reserva alguma, respondeu o recém chegado.

- Então, meu amigo, volte à sua casa, recorde que a prestação de serviço ao próximo é o seu investimento mais importante. Para pedir algo é preciso que algo tenhamos doado aos outros. Nosso movimento de trabalho aqui, é semelhante à vida bancária na Terra. O pedido em oração, de certo modo, é igual ao cheque. Sem depósito de recursos, nesta casa, o seu talão é papel vazio e o seu cheque não tem validade.

Livro: Esperança e Luz - CEU
Emmanuel e Chico Xavier

O Espiritista

quarta-feira, 3 de março de 2010

PREGAÇÕES

“E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas para que eu ali também pregue; porque para isso vim. — (MARCOS, capítulo 1, versículo 38.)

Neste versículo de Marcos, Jesus declara ter vindo ao mundo para a pregação. Todavia, como a significação do conceito tem sido erroneamente interpretada, é razoável recordar que, com semelhante assertiva, o Mestre incluía no ato de pregar todos os gestos sacrificiais de sua vida.

Geralmente, vemos na Terra a missão de ensinar muito desmoralizada.

A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos.

Contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.

Toda dissertação moldada no bem é útil. Jesus veio ao mundo para isso, pregou a verdade em todos os lugares, fez discursos de renovação, comentou a necessidade do amor para a solução de nossos problemas. No entanto, misturou palavras e testemunhos vivos, desde a primeira manifestação de seu apostolado sublime até a cruz. Por pregação, portanto, o Mestre entendia igualmente os sacrifícios da vida. Enviando-nos divino ensinamento, nesse sentido, conta-nos o Evangelho que o Mestre vestia uma túnica sem costura na hora suprema do Calvário.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Página da semana

46 - NA CRUZ

“Ele salvou a muitos e a si mes¬mo não pôde salvar-se.” — (MATEUS, capítulo 27, versículo 42.)

Sim, ele redimira a muitos...

Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.

Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.

Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme...

Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.

Era o Salvador e não se salvava.

Era o Justo e padecia a suprema injustiça.

Jazia o Senhor flagelado e vencido.

Para o consenso humano era a extrema perda.

Caíra, todavia, na cruz.

Sangrando, mas de pé.

Supliciado, mas de braços abertos.

Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.

Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.

Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina. Pendera-lhe a fronte, empastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.

Convertia-se a derrota escura em vitória resplan¬decente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.

Assim também ocorre no círculo de nossas vidas. Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores. Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ERGUER E AJUDAR

"E ele, dando-lhe a mão, a levantou,. ," - (ATOS, 9:41.)

Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a irmã Dorcas para a vida.

Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.

Dá-lhe as mãos para que se levante.

O ensinamento é dos mais simbólicos.

Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento, para a alegria e para a virtude, banhados pela divina claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas para a Esfera Superior.

Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples. o sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.

Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância, e que hoje, por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro aos demais.

Não nos desincumbiremos, porém, da. Tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis.

É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem.

Esforço dos braços significa atividade pessoal.

Sem o empenho de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em torno das preciosidades da Boa Nova ou das necessidades da redenção humana.

Encontrando o nosso irmão, caído na estrada, façamos o possível por despertá-lo com os recursos do verbo transformador, mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva, será indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-lhe fraternalmente as nossas mãos.

Do livro FONTE VIVA

FRANCISCO CANDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

O Espiritista

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estudando o espiritismo - A Gênese

57. - Uma das questões mais importantes, entre as propostas no começo deste capítulo, é a seguinte Que autoridade tem a revelação espírita, uma vez que emana de seres de limitadas luzes e não infalíveis?

A objeção seria ponderosa, se essa revelação consistisse apenas no ensino dos Espíritos, se deles exclusivamente a devêssemos receber e houvéssemos de aceitá-la de olhos fechados. Perde, porém, todo valor, desde que o homem concorra para a revelação com o seu raciocínio e o seu critério; desde que os Espíritos se limitam a pô-lo no caminho das deduções que ele pode tirar da observação dos fatos. Ora, as manifestações, nas suas inumeráveis modalidades, são fatos que o homem estuda para lhes deduzir a lei, auxiliado nesse trabalho por Espíritos de todas as categorias, que, de tal modo, são mais colaboradores seus do que reveladores, no sentido usual do termo. Ele lhes submete os dizeres ao cadinho da lógica e do bomsenso:

desta maneira se beneficia dos conhecimentos especiais de que os Espíritos dispõem pela posição em que se acham, sem abdicar o uso da própria razão.

Sendo os Espíritos unicamente as almas dos homens, comunicando-nos com eles não saímos fora da Humanidade, circunstância capital a considerar-se.

Os homens de gênio, que foram fachos da Humanidade, vieram do mundo dos Espíritos e para lá voltaram, ao deixarem a Terra. Dado que os Espíritos podem comunicar-se com os homens, esses mesmos gênios podem dar-lhes instruções sob a forma espiritual, como o fizeram sob a forma corpórea. Podem instruirnos, depois de terem morrido, tal qual faziam quando vivos; apenas, são invisíveis, em vez de serem visíveis; essa a única diferença. Não devem ser menores do que eram a experiência e o saber que possuem e, se a palavra deles, como homens, tinha autoridade, não na pode ter menos, somente por estarem no mundo dos Espíritos.
 
Fonte: A Gênese - CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 57.
 
O Espiritista

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prêmio ao sacrifício


Três irmãos dedicados a Jesus leram no Evangelho que cada homem receberá sempre, de acordo com as próprias obras, e prometeram cumprir as lições do Mestre.

O primeiro colocou-se na indústria do fio de algodão e, de tal modo se aplicou ao serviço que, em breve, passou à condição de interessado nos lucros administrativos. Dentro de vinte e cinco anos, era o chefe da organização e adquiriu títulos de verdadeiro benfeitor do povo. Ganhava dinheiro com imensa facilidade e socorria infortunados e sofredores. Dividia o trabalho equitativamente e distribuía os lucros com justiça e bondade.

O segundo estudou muito tempo e tornou-se juiz famoso. Embora gozasse do respeito e da estima dos contemporâneos, jamais olvidou os compromissos que assumira à frente do Evangelho. Defendeu os humildes, auxiliou os pobres e libertou muitos prisioneiros perseguidos pela maldade. De juiz tornou-se legislador e cooperou na confecção de leis benéficas e edificantes. Viveu sempre honrado, rico, feliz, correto e digno.

O terceiro, porém, era paralítico. Não podia usar a inteligência com facilidade. Não poderia comandar uma fábrica, nem dominar um tribunal. Tinha as pernas mirradas. O leito era a sua residência. Lembrou, contudo, que poderia fazer um serviço de oração e começou a tarefa pela humilde mulher que lhe fazia a limpeza doméstica.

Viu-a triste e lacrimosa e procurou conhecer-lhe as mágoas com discrição e fraternidade. Confortou-a com ternura de irmão. Convidou-a a orar e pediu para ela as bénçãos divinas.

Bastou isto e, em breve, trazidos pela servidora reconhecida, outros sofredores vinham rogar-lhe o concurso da prece. O aposento singelo encheu-se de necessitados. Orava em companhia de todos, oferecia-lhes o sorriso de confiança na bondade celeste. Comentava os benefícios da dor, expunha suas esperanças no Reino Divino. Dava de si mesmo, gastando emoções e energias no santo serviço do bem. Escrevia cartas inúmeras, consolando viúvas e órfãos, doentes e infortunados, insuflando-lhes paz e coragem. Comia pouco e repousava menos. Tanto sofreu com as dores alheias que chegou a esquecer-se de si mesmo e tanto trabalhou que perdeu o dom da vista. Cego, contudo, não ficou sozinho. Prosseguiu colaborando com os sofredores, através da oração, ajudando-os, cada vez mais.

Morreram os três irmãos, em idade avançada, com pequenas diferenças de tempo.

Quando se reuniram, na vida espiritual, veio um Anjo examinar-lhes as obras com uma balança.

O industrial e o juiz traziam grande bagagem, que se constituía de várias bolsas, recheadas com o dinheiro e com as sentenças que haviam distribuído em benefício de muitos. O servidor da prece trazia apenas pequeno livro, onde costumava escrever suas rogativas.

O primeiro foi abençoado pelo conforto que espalhou com os necessitados e o segundo foi tam¬bém louvado pela justiça que semeara sabiamente. Quando o Anjo, porém, abriu o livro do ex-paralí¬tico, dele saiu uma grande luz, que tudo envolveu numa coroa resplandecente. A balança foi incapaz de medir-lhe a grandeza.

Então, o Mensageiro falou-lhe, feliz:

— Teus irmãos são benditos na Casa do Pai pelos recursos que distribuíram, em favor do próximo, mas, em verdade, não é muito difícil ajudar com o dinheiro e com a faina que se multiplicam facilmente no mundo. Sê, porém, bem-aventurado, porque deste de ti mesmo, no amor santificante. Gastaste as mãos, os olhos, o coração, as forças, os sentimentos e o tempo a benefício dos semelhantes e a Lei do Sacrifício determina que a tua moradia seja mais alta. Não transmitiste apenas os bens da vida: irradiaste os dons de Deus.

E o servidor humilde do povo foi conduzido a um céu mais elevado, de onde passou a exercer autoridade sobre muita gente.

Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio

O Espiritista

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Evento espírita na Flórida

Café da Manhã - 13 e 14 de Fevereiro - Seminário
"Unificação e Organização para a Difusão da Doutrina Espírita" com Nestor Masotti.

13 de Fevereiro: 4:00PM -8:00PM
14 de Fevereiro: 2:00pm - 6:00PM

Local: KSSF - Kardecian Study Society of Florida está localizado nos Estados Unidos (EUA), South Florida há uma hora de Miami.

Nosso Endereço:
254 SW 12th Avenue
Deerfield Beach, FL 33442-3104
Telefones: 954-825-5578
Mais informações: E-Mail: info@kardecian.org

A Federação Espírita da Flórida convida a todos os trabalhadores, dirigentes, coordenadores e frequentadores no movimento espírita para um Seminário informativo, conduzido por Nestor Masotti, atual Presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e secretário-geral do Conselho Espírita Internacional (CEI).

Este seminário será voltado aos dirigentes e trabalhadores dentro da Doutrina Espírita, e abordará a importância da Unificação e Organização dentro desta. O seminário consiste de dois dias: Sabado, 13 de Fevereiro (apresentação inicial) e no domingo, dia 14 (perguntas e respostas).

Café da Manhã - 14 de Fevereiro

Palestra: "Companheirismo" com Gilberto Rustice.

Delicioso Café da Manhaã à brasileira! Traga toda a família e prestigiem mais esse evento no nosso Centro.

Doação sugerida: $10.00

Crianças menores de 13 anos não pagam.

Jovens maiores de 13 que estão matriculados no KSSF Youth Study Group não pagam.

SUA PARTICIPAÇÃO NOS EVENTOS DA CASA AJUDA A MANTER O CENTRO ESPIRITA.

PARTICIPE!


Francisco Rebouças

Parábola dos talentos

O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. — Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. — Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. — O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. — Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. — Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. — Respondeu-lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. — O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; — por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. — O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, — devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. — Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; — porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 14 a 30.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, item 6.

O Espiritista

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Página da semana

45 - SOMENTE ASSIM

"Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos." - Jesus. (JOÃO, 15:8.)

Em nossas aflições, o Pai é invocado.

Nas alegrias, é adorado.

Na noite tempestuosa, é sempre esperado com ânsia.

No dia festivo, é reverenciado solenemente.

Louvado pelos filhos reconhecidos e olvidado pelos ingratos, o Pai dá sempre, espalhando as bênçãos de sua bondade infinita entre bons e maus, justos e injustos.

Ensina o verme a rastejar, o arbusto a desenvolver-se e o homem a raciocinar.

Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do Supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-Lo, para que, um dia, nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-Lo.

Nunca chegaremos, contudo, a semelhante condição, simplesmente através dos mil modos de coloração brilhante dos nossos sentimentos e raciocínios.

Nossos ideais superiores são imprescindíveis, e no fundo assemelham-se às flores mais belas e perfumosas da árvore. Nossa cultura é, sem dúvida, indispensável, e, em essência, constitui a robustez do tronco respeitável. Nossas aspirações elevadas são preciosas e necessárias, e representam as folhas vivas e promissoras.

Todos esses requisitos são imperativos da colheita.

Assim também ocorre nos domínios da alma.

Somente é possível glorificar o Pai quando nos abrimos aos seus decretos de amor universal, produzindo para o bem eterno.

Por isso mesmo, o Mestre foi claro em sua afirmação.

Que nossa atividade, dentro da vida, produza muito fruto de paz e sabedoria, amor e esperança, fé e alegria, justiça e misericórdia, em trabalho pessoal digno e constante, porquanto, somente assim o Pai será por nós glorificado e só nessa condição seremos discípulos do Mestre Crucificado e Redivivo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Curso - Estudo e Educação da Mediunidade

Caros amigos, a UMEN- União da Mocidade Espírita de Niterói,  estará realizando em sua sede, na Rua Princesa Isabel, nº 45, Bairro de Fátima, Niterói/RJ, no per´riodo do dia 3 de março a 29 de setembro de 2010, das 19:30 às 21:30, sempre às quartas-feiras, um estudo sobre a educação da mediunidade. O estudo está baseado nas apostilas da FEB (Curso de Estudo e Educação da Mediunidade - Programa I e II) e está aberto a todos os interessados em estudar a Doutrina Espírita.

Programa do curso
03/03 - Espírito, matéria e fluidos

10/03 - Perispírito e principio vital

17/03 - A fluidoterapia espírita - O passe

24/03 - A prece e sua ação fluídica

31/03 - A faculdade mediúnica : conceito e classificação

07/04 - Fenômenos anímicos : diferenciar fenômenos mediúnicos e anímicos

14/04 - O papel da mente e do perispírito e nas comunicações mediúnicas

21/04 - Transes psíquicos e concentração

28/04 - A influência moral do médium e do meio ambiente nas comunicações

05/05 - Manifestações mediúnicas : efeitos físicos, intelectuais e visuais

12/05 - Obsessão : o obsessor, o obsidiado e o processo

19/05 - Obsessão : tipos e graus, mediunidade e loucura

26/05 - Desobsessão

02/06 - Terapia espírita das obsessões

09/06 - O método de comprovação mediúnica utilizado por Allan Kardec -

análise das comunicações (estudo em grupo)

16/06 - O papel dos participantes encarnados e desencarnados

23/06 - O transe mediúnico : conceito, graus e etapas

30/06 - Mecanismo do intercâmbio mediúnico

07/07 - A manifestação do fenômeno mediúnico

14/07 - Mediunidade de psicofonia

21/07 - Mediunidade de psicografia

28/07 - Mediunidade de vidência e audiente

04/08 - Mediunidade de intuição, de inspiração e de pressentimento

11/08 - Faculdades mediúnicas : artísticas, xenoglossia, profecia, transporte

18/08 - Fenômenos de ectoplasmia

25/08 - O diálogo com os Espíritos comunicantes

01/09 - Atendimento (etapas) aos espíritos necessitados

08/09 - Manifestação mediúnica de espíritos protetores, amigos e familiares

15/09 - O Evangelho de Jesus - estudo do Evangelho em grupo

22/09 - Apostila Reunião Mediunica - antes, durante e depois

29/09 - Apostila Reunião Mediunica - antes, durante e depois

Inscrições
Para solicitar sua inscrição, preencha o formulário na biblioteca da UMEN, ou ainda através do endereço eletrônico:

Importante: Formulários com erro de preenchimento (endereço, telefone e e-mail inválidos) não serão considerados, pois não teremos como confirmar a inscrição.

Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XII, itens 7 e 8.

O Espiritista