Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Homenagem a Chico Xavier na ALERJ

CHICO XAVIER SERÁ HOMENAGEADO NA ALERJ!


Queridos companheiros do Movimento Espírita

Estaremos, mais uma vez, com muita alegria, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ,

participando de mais uma homenagem pública ao Espiritismo, desta feita em comemoração ao Dia do Livro Espírita, em

especial homenagem ao Centenário de nascimento de nosso querido Chico Xavier.

O Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ continua se empenhando em bem ocupar, o espaço do movimento espírita junto à Sociedade, contando sempre com a dedicação sincera do Deputado Estadual Átila Nunes.

A Sessão Solene ocorrerá no dia 05 de Abril de 2010 (2ªfeira), às 18:00 horas, com um programa que espera abrilhantar tão importante data para todos nós.

Teremos o querido companheiro Gérson Simões Monteiro, Vice-presidente da Rádio Rio de Janeiro, falando-nos sobre Chico Xavier.

Moções de Reconhecimento serão entregues às Editoras Espíritas do Estado do RJ: Federação Espírita Brasileira, Sociedade Lorenz, SPLEB - Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile, CELD - Centro Espírita Leon Denis, ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil e Ed. FRATER.

Também serão entregues Moções de Reconhecimento pela atividade artística na realização do Filme sobre Chico Xavier:

•ao sr. MARCEL SOUTO MAIOR – Autor da biografia de Chico Xavier, que inspirou o filme.

•ao sr. João Carlos Daniel (Daniel Filho)- diretor do filme Chico Xavier

•a Matheus Santos da Costa - ator do filme Chico Xavier (INFÂNCIA)

•ao sr. Ângelo Antônio Carneiro Lopes - ator do filme Chico Xavier (ADULTO)

•ao sr. Nelson Agostini Xavier - ator do filme Chico Xavier (IDOSO)

Teremos ainda, momentos de arte, com a apresentação do CORAL ESPÍRITA CANTO DO SEAREIRO, do Centro Espírita Seara

Fraterna, com a Regência da Maestrina MARIA EMÍLIA DE SOUZA e DECLAMAÇÃO de poesias psicografadas por Chico

Xavier, com o companheiro Francisco Anastácio Dias da Sociedade Espírita Estrada de Damasco.

Faz-se significativo que, como espíritas, fortaleçamos com a nossa presença, ações como essa, que destacam na sociedade, o amplo trabalho espírita que repercute para o bem da própria Sociedade, como um todo.

Esperamos contar com a sua presença, que se traduz em significativo apoio, como companheiros de nosso querido Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

Por favor, divulgue e multiplique o nosso convite.

Muita Paz a todos.
Cristina Brito
Diretora da Área de Relações Externas
P/ Diretoria Executiva do CEERJ.

O Espiritista





segunda-feira, 29 de março de 2010

PRESENÇA DIVINA

Um homem, ignorante ainda das Leis de Deus, caminhava ao longo de enorme pomar, conduzindo um pequeno de seis anos.

Eram Antoninho e seu tio, em passeio na vizinhança da casa em que residiam.

Contemplavam, com água na boca, as laranjas maduras, e respiravam, a bom respirar, o ar leve e puro da manhã.

A certa altura da estrada, o velho depôs uma sacola sobre a grama verde e macia e começou a enchê-la com os frutos que descansavam em grandes caixas abertas, ao mesmo tempo que lançava olhares medrosos, em todas as direções.

Preocupado com o que via, Antoninho dirigiu-se ao companheiro e indagou:

— Que fazes, titio?

Colocando o indicador da mão direita nos lábios entreabertos, o velho respondeu:

- Psiu!... psiu!...

Em seguida, acrescen¬tou em voz baixa:

- Aproveitemos agora, enquanto ninguém nos vê, e apanhemos algumas laranjas, às escondidas.

O menino, contudo, mui¬to admirado, apontou com um dos pequenos dedos para o céu e exclamou:

— Mas, o senhor não sabe que Deus nos está vendo?

Muito espantado, o velho empalideceu e voltou a recolocar os frutos na caixa, de onde os havia retirado, murmurando:

— Obrigado, meu Deus, por haveres despertado a minha consciência, pelos lábios de uma criança.

E, desde esse momento, o tio de Antoninho passou a ser realmente outro homem.

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei

Francisco Rebouças

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ante o futuro


Não adianta indagar do futuro, ociosamente, para satisfazer a curiosidade irriquieta ou inútil.

Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente à visão.

Não desconhecemos que nosso amanhã será a invariável resposta do mundo ao nosso hoje.

E aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida a pensar.

O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem.

A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha.

A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroem a estrutura.

O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo.

A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano.

A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo.

A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa.

E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto preço.

Sabemos, assim, que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons de amor e vida.

Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender, infatigavelmente e, com os braços no serviço incessante caminharás desde hoje, sob a luz da vitória, ao encontro de glorioso porvir.

Livro: Taça de Luz - LAKE
Emmanuel e Chico Xavier

Francisco Rebouças

quinta-feira, 11 de março de 2010

Estudando o espiritismo - ESE

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos

Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, cap. IX, vv. 59 e 60.)

Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida.
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, itens 7 e 8.

O Espiritista

domingo, 7 de março de 2010

Petições


Muito perto da esfera humana, levantam-se grandes institutos para o exame das petições do mundo...

Um homem conseguiu desligar-se do corpo físico e entregou uma petição, em forma de prece, a favor dele próprio.

O encarregado da instituição anotou-lhe a identidade, consultou grande arquivo e indagou em seguida:

O irmão possui aqui a reserva de serviço aos outros que o habilata à concessão?

- Infelizmente, não tenho reserva alguma, respondeu o recém chegado.

- Então, meu amigo, volte à sua casa, recorde que a prestação de serviço ao próximo é o seu investimento mais importante. Para pedir algo é preciso que algo tenhamos doado aos outros. Nosso movimento de trabalho aqui, é semelhante à vida bancária na Terra. O pedido em oração, de certo modo, é igual ao cheque. Sem depósito de recursos, nesta casa, o seu talão é papel vazio e o seu cheque não tem validade.

Livro: Esperança e Luz - CEU
Emmanuel e Chico Xavier

O Espiritista

quarta-feira, 3 de março de 2010

PREGAÇÕES

“E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas para que eu ali também pregue; porque para isso vim. — (MARCOS, capítulo 1, versículo 38.)

Neste versículo de Marcos, Jesus declara ter vindo ao mundo para a pregação. Todavia, como a significação do conceito tem sido erroneamente interpretada, é razoável recordar que, com semelhante assertiva, o Mestre incluía no ato de pregar todos os gestos sacrificiais de sua vida.

Geralmente, vemos na Terra a missão de ensinar muito desmoralizada.

A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos.

Contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.

Toda dissertação moldada no bem é útil. Jesus veio ao mundo para isso, pregou a verdade em todos os lugares, fez discursos de renovação, comentou a necessidade do amor para a solução de nossos problemas. No entanto, misturou palavras e testemunhos vivos, desde a primeira manifestação de seu apostolado sublime até a cruz. Por pregação, portanto, o Mestre entendia igualmente os sacrifícios da vida. Enviando-nos divino ensinamento, nesse sentido, conta-nos o Evangelho que o Mestre vestia uma túnica sem costura na hora suprema do Calvário.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Página da semana

46 - NA CRUZ

“Ele salvou a muitos e a si mes¬mo não pôde salvar-se.” — (MATEUS, capítulo 27, versículo 42.)

Sim, ele redimira a muitos...

Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.

Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.

Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme...

Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.

Era o Salvador e não se salvava.

Era o Justo e padecia a suprema injustiça.

Jazia o Senhor flagelado e vencido.

Para o consenso humano era a extrema perda.

Caíra, todavia, na cruz.

Sangrando, mas de pé.

Supliciado, mas de braços abertos.

Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.

Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.

Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina. Pendera-lhe a fronte, empastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.

Convertia-se a derrota escura em vitória resplan¬decente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.

Assim também ocorre no círculo de nossas vidas. Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores. Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ERGUER E AJUDAR

"E ele, dando-lhe a mão, a levantou,. ," - (ATOS, 9:41.)

Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a irmã Dorcas para a vida.

Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.

Dá-lhe as mãos para que se levante.

O ensinamento é dos mais simbólicos.

Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento, para a alegria e para a virtude, banhados pela divina claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas para a Esfera Superior.

Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples. o sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.

Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância, e que hoje, por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro aos demais.

Não nos desincumbiremos, porém, da. Tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis.

É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem.

Esforço dos braços significa atividade pessoal.

Sem o empenho de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em torno das preciosidades da Boa Nova ou das necessidades da redenção humana.

Encontrando o nosso irmão, caído na estrada, façamos o possível por despertá-lo com os recursos do verbo transformador, mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva, será indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-lhe fraternalmente as nossas mãos.

Do livro FONTE VIVA

FRANCISCO CANDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

O Espiritista

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estudando o espiritismo - A Gênese

57. - Uma das questões mais importantes, entre as propostas no começo deste capítulo, é a seguinte Que autoridade tem a revelação espírita, uma vez que emana de seres de limitadas luzes e não infalíveis?

A objeção seria ponderosa, se essa revelação consistisse apenas no ensino dos Espíritos, se deles exclusivamente a devêssemos receber e houvéssemos de aceitá-la de olhos fechados. Perde, porém, todo valor, desde que o homem concorra para a revelação com o seu raciocínio e o seu critério; desde que os Espíritos se limitam a pô-lo no caminho das deduções que ele pode tirar da observação dos fatos. Ora, as manifestações, nas suas inumeráveis modalidades, são fatos que o homem estuda para lhes deduzir a lei, auxiliado nesse trabalho por Espíritos de todas as categorias, que, de tal modo, são mais colaboradores seus do que reveladores, no sentido usual do termo. Ele lhes submete os dizeres ao cadinho da lógica e do bomsenso:

desta maneira se beneficia dos conhecimentos especiais de que os Espíritos dispõem pela posição em que se acham, sem abdicar o uso da própria razão.

Sendo os Espíritos unicamente as almas dos homens, comunicando-nos com eles não saímos fora da Humanidade, circunstância capital a considerar-se.

Os homens de gênio, que foram fachos da Humanidade, vieram do mundo dos Espíritos e para lá voltaram, ao deixarem a Terra. Dado que os Espíritos podem comunicar-se com os homens, esses mesmos gênios podem dar-lhes instruções sob a forma espiritual, como o fizeram sob a forma corpórea. Podem instruirnos, depois de terem morrido, tal qual faziam quando vivos; apenas, são invisíveis, em vez de serem visíveis; essa a única diferença. Não devem ser menores do que eram a experiência e o saber que possuem e, se a palavra deles, como homens, tinha autoridade, não na pode ter menos, somente por estarem no mundo dos Espíritos.
 
Fonte: A Gênese - CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 57.
 
O Espiritista

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prêmio ao sacrifício


Três irmãos dedicados a Jesus leram no Evangelho que cada homem receberá sempre, de acordo com as próprias obras, e prometeram cumprir as lições do Mestre.

O primeiro colocou-se na indústria do fio de algodão e, de tal modo se aplicou ao serviço que, em breve, passou à condição de interessado nos lucros administrativos. Dentro de vinte e cinco anos, era o chefe da organização e adquiriu títulos de verdadeiro benfeitor do povo. Ganhava dinheiro com imensa facilidade e socorria infortunados e sofredores. Dividia o trabalho equitativamente e distribuía os lucros com justiça e bondade.

O segundo estudou muito tempo e tornou-se juiz famoso. Embora gozasse do respeito e da estima dos contemporâneos, jamais olvidou os compromissos que assumira à frente do Evangelho. Defendeu os humildes, auxiliou os pobres e libertou muitos prisioneiros perseguidos pela maldade. De juiz tornou-se legislador e cooperou na confecção de leis benéficas e edificantes. Viveu sempre honrado, rico, feliz, correto e digno.

O terceiro, porém, era paralítico. Não podia usar a inteligência com facilidade. Não poderia comandar uma fábrica, nem dominar um tribunal. Tinha as pernas mirradas. O leito era a sua residência. Lembrou, contudo, que poderia fazer um serviço de oração e começou a tarefa pela humilde mulher que lhe fazia a limpeza doméstica.

Viu-a triste e lacrimosa e procurou conhecer-lhe as mágoas com discrição e fraternidade. Confortou-a com ternura de irmão. Convidou-a a orar e pediu para ela as bénçãos divinas.

Bastou isto e, em breve, trazidos pela servidora reconhecida, outros sofredores vinham rogar-lhe o concurso da prece. O aposento singelo encheu-se de necessitados. Orava em companhia de todos, oferecia-lhes o sorriso de confiança na bondade celeste. Comentava os benefícios da dor, expunha suas esperanças no Reino Divino. Dava de si mesmo, gastando emoções e energias no santo serviço do bem. Escrevia cartas inúmeras, consolando viúvas e órfãos, doentes e infortunados, insuflando-lhes paz e coragem. Comia pouco e repousava menos. Tanto sofreu com as dores alheias que chegou a esquecer-se de si mesmo e tanto trabalhou que perdeu o dom da vista. Cego, contudo, não ficou sozinho. Prosseguiu colaborando com os sofredores, através da oração, ajudando-os, cada vez mais.

Morreram os três irmãos, em idade avançada, com pequenas diferenças de tempo.

Quando se reuniram, na vida espiritual, veio um Anjo examinar-lhes as obras com uma balança.

O industrial e o juiz traziam grande bagagem, que se constituía de várias bolsas, recheadas com o dinheiro e com as sentenças que haviam distribuído em benefício de muitos. O servidor da prece trazia apenas pequeno livro, onde costumava escrever suas rogativas.

O primeiro foi abençoado pelo conforto que espalhou com os necessitados e o segundo foi tam¬bém louvado pela justiça que semeara sabiamente. Quando o Anjo, porém, abriu o livro do ex-paralí¬tico, dele saiu uma grande luz, que tudo envolveu numa coroa resplandecente. A balança foi incapaz de medir-lhe a grandeza.

Então, o Mensageiro falou-lhe, feliz:

— Teus irmãos são benditos na Casa do Pai pelos recursos que distribuíram, em favor do próximo, mas, em verdade, não é muito difícil ajudar com o dinheiro e com a faina que se multiplicam facilmente no mundo. Sê, porém, bem-aventurado, porque deste de ti mesmo, no amor santificante. Gastaste as mãos, os olhos, o coração, as forças, os sentimentos e o tempo a benefício dos semelhantes e a Lei do Sacrifício determina que a tua moradia seja mais alta. Não transmitiste apenas os bens da vida: irradiaste os dons de Deus.

E o servidor humilde do povo foi conduzido a um céu mais elevado, de onde passou a exercer autoridade sobre muita gente.

Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio

O Espiritista

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Evento espírita na Flórida

Café da Manhã - 13 e 14 de Fevereiro - Seminário
"Unificação e Organização para a Difusão da Doutrina Espírita" com Nestor Masotti.

13 de Fevereiro: 4:00PM -8:00PM
14 de Fevereiro: 2:00pm - 6:00PM

Local: KSSF - Kardecian Study Society of Florida está localizado nos Estados Unidos (EUA), South Florida há uma hora de Miami.

Nosso Endereço:
254 SW 12th Avenue
Deerfield Beach, FL 33442-3104
Telefones: 954-825-5578
Mais informações: E-Mail: info@kardecian.org

A Federação Espírita da Flórida convida a todos os trabalhadores, dirigentes, coordenadores e frequentadores no movimento espírita para um Seminário informativo, conduzido por Nestor Masotti, atual Presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e secretário-geral do Conselho Espírita Internacional (CEI).

Este seminário será voltado aos dirigentes e trabalhadores dentro da Doutrina Espírita, e abordará a importância da Unificação e Organização dentro desta. O seminário consiste de dois dias: Sabado, 13 de Fevereiro (apresentação inicial) e no domingo, dia 14 (perguntas e respostas).

Café da Manhã - 14 de Fevereiro

Palestra: "Companheirismo" com Gilberto Rustice.

Delicioso Café da Manhaã à brasileira! Traga toda a família e prestigiem mais esse evento no nosso Centro.

Doação sugerida: $10.00

Crianças menores de 13 anos não pagam.

Jovens maiores de 13 que estão matriculados no KSSF Youth Study Group não pagam.

SUA PARTICIPAÇÃO NOS EVENTOS DA CASA AJUDA A MANTER O CENTRO ESPIRITA.

PARTICIPE!


Francisco Rebouças

Parábola dos talentos

O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. — Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. — Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. — O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. — Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. — Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. — Respondeu-lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. — O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. — Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; — por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. — O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, — devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. — Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; — porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 14 a 30.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, item 6.

O Espiritista

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Página da semana

45 - SOMENTE ASSIM

"Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos." - Jesus. (JOÃO, 15:8.)

Em nossas aflições, o Pai é invocado.

Nas alegrias, é adorado.

Na noite tempestuosa, é sempre esperado com ânsia.

No dia festivo, é reverenciado solenemente.

Louvado pelos filhos reconhecidos e olvidado pelos ingratos, o Pai dá sempre, espalhando as bênçãos de sua bondade infinita entre bons e maus, justos e injustos.

Ensina o verme a rastejar, o arbusto a desenvolver-se e o homem a raciocinar.

Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do Supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-Lo, para que, um dia, nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-Lo.

Nunca chegaremos, contudo, a semelhante condição, simplesmente através dos mil modos de coloração brilhante dos nossos sentimentos e raciocínios.

Nossos ideais superiores são imprescindíveis, e no fundo assemelham-se às flores mais belas e perfumosas da árvore. Nossa cultura é, sem dúvida, indispensável, e, em essência, constitui a robustez do tronco respeitável. Nossas aspirações elevadas são preciosas e necessárias, e representam as folhas vivas e promissoras.

Todos esses requisitos são imperativos da colheita.

Assim também ocorre nos domínios da alma.

Somente é possível glorificar o Pai quando nos abrimos aos seus decretos de amor universal, produzindo para o bem eterno.

Por isso mesmo, o Mestre foi claro em sua afirmação.

Que nossa atividade, dentro da vida, produza muito fruto de paz e sabedoria, amor e esperança, fé e alegria, justiça e misericórdia, em trabalho pessoal digno e constante, porquanto, somente assim o Pai será por nós glorificado e só nessa condição seremos discípulos do Mestre Crucificado e Redivivo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Curso - Estudo e Educação da Mediunidade

Caros amigos, a UMEN- União da Mocidade Espírita de Niterói,  estará realizando em sua sede, na Rua Princesa Isabel, nº 45, Bairro de Fátima, Niterói/RJ, no per´riodo do dia 3 de março a 29 de setembro de 2010, das 19:30 às 21:30, sempre às quartas-feiras, um estudo sobre a educação da mediunidade. O estudo está baseado nas apostilas da FEB (Curso de Estudo e Educação da Mediunidade - Programa I e II) e está aberto a todos os interessados em estudar a Doutrina Espírita.

Programa do curso
03/03 - Espírito, matéria e fluidos

10/03 - Perispírito e principio vital

17/03 - A fluidoterapia espírita - O passe

24/03 - A prece e sua ação fluídica

31/03 - A faculdade mediúnica : conceito e classificação

07/04 - Fenômenos anímicos : diferenciar fenômenos mediúnicos e anímicos

14/04 - O papel da mente e do perispírito e nas comunicações mediúnicas

21/04 - Transes psíquicos e concentração

28/04 - A influência moral do médium e do meio ambiente nas comunicações

05/05 - Manifestações mediúnicas : efeitos físicos, intelectuais e visuais

12/05 - Obsessão : o obsessor, o obsidiado e o processo

19/05 - Obsessão : tipos e graus, mediunidade e loucura

26/05 - Desobsessão

02/06 - Terapia espírita das obsessões

09/06 - O método de comprovação mediúnica utilizado por Allan Kardec -

análise das comunicações (estudo em grupo)

16/06 - O papel dos participantes encarnados e desencarnados

23/06 - O transe mediúnico : conceito, graus e etapas

30/06 - Mecanismo do intercâmbio mediúnico

07/07 - A manifestação do fenômeno mediúnico

14/07 - Mediunidade de psicofonia

21/07 - Mediunidade de psicografia

28/07 - Mediunidade de vidência e audiente

04/08 - Mediunidade de intuição, de inspiração e de pressentimento

11/08 - Faculdades mediúnicas : artísticas, xenoglossia, profecia, transporte

18/08 - Fenômenos de ectoplasmia

25/08 - O diálogo com os Espíritos comunicantes

01/09 - Atendimento (etapas) aos espíritos necessitados

08/09 - Manifestação mediúnica de espíritos protetores, amigos e familiares

15/09 - O Evangelho de Jesus - estudo do Evangelho em grupo

22/09 - Apostila Reunião Mediunica - antes, durante e depois

29/09 - Apostila Reunião Mediunica - antes, durante e depois

Inscrições
Para solicitar sua inscrição, preencha o formulário na biblioteca da UMEN, ou ainda através do endereço eletrônico:

Importante: Formulários com erro de preenchimento (endereço, telefone e e-mail inválidos) não serão considerados, pois não teremos como confirmar a inscrição.

Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XII, itens 7 e 8.

O Espiritista

sábado, 30 de janeiro de 2010

Página da semana

44-TENHAMOS FÉ

"...vou preparar-vos lugar." - Jesus, (JOÃO, 14:2.)

Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, "sem lugar" adequado aos sublimes ideais que entesouram.

Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido:

Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.

Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.

Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.

Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.

Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.

Se obedece quanto é justo, é considerado servil.

Se usa a tolerância, é visto por incompetente.

Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.

Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.

Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.

Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.

Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.

Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro raro "Há muitas moradas na Casa do Pai."

E o Cristo segue servindo, adiante de nós.

Tenhamos fé.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NA IMPRENSA

Escrever com simplicidade e clareza, concisão e objetividade, esforçando-se pela revisão severa e incessante, quanto ao fundo e à forma, de originais que devam ser entregues ao público.

O patrimônio inestimável dos postulados espíritas está empenhado em nossas mãos.

Empregar com parcimônia e discernimento a força da imprensa, não atacando pessoas e instituições, para que o escândalo e o estardalhaço não encontrem pasto em nossas fileiras.

O comentário desairoso desencadeia a perturbação.

Selecionar atentamente os originais recebidos para publicação, em prosa e verso, de autores encarnados ou de origem mediúnica, segundo a correção que apresentarem quanto à essência doutrinária e à nobreza da linguagem.

Sem o culto da pureza possível, não chegaremos à perfeição.

Sistematicamente, despersonalizar, ao máximo, os conceitos e as colaborações, convergindo para Jesus e para o Espiritismo o interesse dos leitores.

O personalismo estreito ensombra o serviço.

Purificar, quando não se puder abolir, o teor dos anúncios comerciais e das notícias de caráter mundano.

A imprensa espírita cristã representa um veículo de disseminação da verdade e do bem.

“Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 3:16
 
Livro: Conduta Espírita
Waldo Vieira/André Luiz
 
O Espiritista

sábado, 23 de janeiro de 2010

Diferentes Naturezas de Manifestações

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de elevação. Todos os fenômenos, dos quais teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de nossos artigos pelo quadro das formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1º Ação oculta, quando nada têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2º Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3º Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos. Essas manifestações freqüentemente não trazem nenhum sentido direto; têm por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4º Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das propriedades conhecidas da matéria.

5º Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo quando não passa de simples movimento ou ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6º As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de idéias entre o homem e os Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras, sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a tarefa de divertir os que não vêem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela regularidade e freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.

Revista Espírita – Janeiro/1858.

Francisco Rebouças

Página da semana

43-LINGUAGEM


"Linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." Paulo. (TITO, 2 :8.)

Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda.

Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça nevoado de problemas, não é aconselhável que a nossa palavra se faça turva ou desequilibrada para os outros.

Cada qual tem o seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas inquietações.

A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza vergasta, a observação do maldizente confunde...

Pela nossa manifestação mal conduzi da para com os erros dos outros, afastamos a verdade de nós.

Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repetimos a bênção do amor que nos encheria do contentamento de viver.

Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de nossos sentimentos e desejos descontrolados.

A palavra é canal do "eu".

Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas virtudes se estendem.

Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam, que solapam ou restauram, que ferem ou balsamizam.

Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz.

Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação.

Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho.

Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim "linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós".
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Necessidade da encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. — São Luís. (Paris, 1859.)

NOTA. — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. – Allan Kardec.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, itens 25 e 26.

Francisco Rebouças

domingo, 17 de janeiro de 2010

Centenário de Chico Xavier

Seminário Chico Xavier - O Homem e o Médium
A União Espírita da Região de Lisboa, comemorando o centenário do nascimento do médium Francisco Cândido Xavier, irá organizar o Seminário: Chico Xavier - O Homem e o Médium.

O evento terá lugar no dia 21 de Março de 2010, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária.

Oportunamente serão divulgadas informações pormenorizadas.

Ficha de inscrição para download e outras informações em:

O Espiritista

1º Aniversário da Rádio Fraternidade

A Rádio Fraternidade comemora um ano e quem ganha o presente ?
A sua Rádio Fraternidade comemora neste dia 30/01/2010, seu primeiro ano de atividades no ar, divulgando a doutrina espírita.



QUEM GANHA O PRESENTE É VOCÊ - VEJA O QUE PREPARAMOS

PALESTRA:


POR QUE DIVULGAR A DOUTRINA
ESPÍRITA NA ERA NOVA?
Expositor: SIMÃO PEDRO – Patrocínio - MG
Dia: 30/01/10 (Sábado) - 16 horas
Local: CENTRO ESPIRITA FÉ ESPERANÇA E CARIDADE
Rua Machado de Assis nº. 375 - Centro - Uberlândia-MG


SHOW MUSICAL


1º ENCONTRO DE ARTE ESPÍRITA DA RÁDIO FRATERNIDADE
Participação: Corais Espíritas de Uberlândia e Wanyr Caccia (São Paulo)
Dia: 30/01/10 - 19h30
Local: TEATRO RONDON PACHECO
Rua Santos Dumont, 517 - Uberlândia-MG


(ENTRADA FRANCA - quem desejar, poderá doar na entrada 01 kg de alimento não-perecível a fim de distribuirmos para entidades beneficentes).
APOIO: Aliança Municipal Espírita de Uberlândia/MG

Francisco Rebouças

sábado, 16 de janeiro de 2010

Página da semana

42 - POR UM POUCO

“Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pe¬cado.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 11, versículo 25.)

Nesta passagem refere-se Paulo à atitude de Moisés, abstendo-se de gozar por um pouco de tempo das suntuosidades da casa do Faraó, a fim de consagrar-se à libertação dos companheiros cativos, criando imagem sublime para definir a posição do espírito encarnado na Terra.

“Por um pouco”, o administrador dirige os interesses do povo.

“Por um pouco, o servidor obedece na subalternidade.

“Por um pouco”, o usurário retém o dinheiro.

“Por um pouco”, o infeliz padece privações.

Ah! se o homem reparasse a brevidade dos dias de que dispõe na Terra! se visse a exigüidade dos recursos com que pode contar no vaso de carne em que se movimenta!...

Certamente, semelhante percepção, diante da eternidade, dar-lhe-ia novo conceito da bendita oportunidade, preciosa e rápida, que lhe foi concedida no mundo.

Tudo favorece ou aflige a criatura terrestre, simplesmente por um pouco de tempo.

Muita gente, contudo, vale-se dessa pequenina fração de horas para complicar-se por muitos anos.

É indispensável fixar o cérebro e o coração no exemplo de quantos souberam glorificar a romagem apressada no caminho comum.

Moisés não se deteve a gozar, “por um pouco”, no clima faraônico, a fim de deixar-nos a legislação justiceira.

Jesus não se abalançou a disputar, nem mesmo “por um pouco”, em face da crueldade de quantos o perseguiam, de modo a ensinar-nos o segredo divino da Cruz com Ressurreição Eterna.

Paulo não se animou a descansar “por um pouco”, depois de encontrar o Mestre às portas de Damasco, de maneira a legar-nos seu exemplo de trabalho e fé viva.

Meu amigo, onde estiveres, lembra-te de que aí permaneces “por um pouco” de tempo. Modera-te na alegria e conforma-te na tristeza, trabalhando sem cessar, na extensão do bem, porque é na demons¬tração do “pouco” que caminharás para o “muito” de felicidade ou de sofrimento.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

O Espiritista

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nunca Estamos Sós

O centro Espírita Maria Amélia apresentará a Peça Teatral intitulada "NUNCA ESTAMOS SÓS".


"Um espetáculo intenso, revelador e emocionante".

Data: 26/01/2010 terça-feira,
Horário: 20:00h;
Local:  Humberto de A. C. Branco, nº 2.295 - SBC/SP.

Compareça, prestigie, divulgue!

Fonte: Rê Stort. (por e-mail.)

Francisco Rebouças

Mensagens espirituais

TEMPO DE CONFIANÇA


“E disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (LUCAS, capítulo 8, versículo 25.)

A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.

Atende-os o Mestre, mas pergunta depois:

— Onde está a vossa fé?

O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.

Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a confiança na hora adequada.

Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.

Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor. Sem isso, seria impossível aferir valores.

Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:

— Onde está a vossa fé?

E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

Livro: Caminho Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

O Espiritista

sábado, 9 de janeiro de 2010

CCEPA EMPOSSA NOVA DIRETORIA

Em sessão solene realizada em sua sede, na noite de 04 de janeiro, foram empossados como  Presidente e Vice-Presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre (CCEPA), para o biênio 2010/2011, os companheiros Rui Paulo Nazário de Oliveira e Salomão Jacob Benchaya (foto), reeleitos em dezembro de 2009. O Conselho Fiscal, também empossado na ocasião, é integrado por Milton Lino Bittencourt, Valdir Ahlert e Maria Helena Hernandes, como titulares, e Márcia Felício Rubleski e Rosane Alves Pereira, como suplentes.

O ato de posse foi dirigido pela Comissão Eleitoral representada por Walmir Gambôa Schinoff e Maria José Torres e culminou com o pronunciamento dos empossados projetando atividades para o próximo período administrativo e confirmando a manutenção da Diretoria Administrativa, assim integrada: Milton Medran Moreira, Marta Samá, Silvia Pinto Moreira, Tereza San Martins Samá e Leda Beier.

O Centro Cultural Espírita de Porto Alegre - ccepars@gmail.com - situa-se na Rua Botafogo, 678, na capital gaúcha e é filiado à CEPA-Confederação Espírita Pan-americana.
(Informação por email de Salomão J. Benchaya e lista ABRADE)

Aproveitamos para desejar aos amigos responsáveis pelos destinos desta nobre instituição espírita toda felicitade e em mais esta tarefa.

O Espiritista

Página da semana

41-NA SENDA ESCABROSA

"Nunca te deixarei, nem te desampararei." - Paulo. (HEBREUS, 13: 5.)

A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.

Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.

Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas.

As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas.

Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.

E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro

de nossas inquietações.

O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.

"Nunca te deixarei, nem te desampararei" - promete a Divina Bondade.

Nem solidão, nem abandono.

A Providência Celestial prossegue velando...

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila e de que não existe noite sem alvorecer.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanule

O Espiritista

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mediunidade

(...) - O desenvolvimento mais amplo das faculdades medianímicas exige essa providência. Ouvindo e vendo, no quadro de vibrações que transcendem o campo sensório comum, Ambrosina não pode estar à mercê de todas as solicitações da esfera espiritual, sob pena de perder o seu equilíbrio. Quando o médium se evidencia no serviço do bem, pela boa-vontade, pelo estudo e pela compreensão das responsabilidades de que se encontra investido, recebe apoio mais imediato de amigos espirituais experiente e sábio, que passa a guiar-lhe a peregrinação na Terra, governando-lhe as forças. No caso presente, Gabriel é o perfeito controlador das energias de nossa amiga, que só estabelece contacto com o plano espiritual de conformidade com a supervisão dele.

- Quer dizer que para efetuarmos uma comunicação por intermédio da senhora, sob nosso estudo, será preciso sintonizar com ela e com o orientador ao mesmo tempo?

- Justamente – respondeu Áulus, satisfeito.

- Um mandato mediúnico reclama ordem, segurança, eficiência. Uma delegação de autoridade humana envolve concessão de recursos da parte de quem a outorga. Não se pedirá cooperação sistemática do médium, sem oferecer-lhe as necessárias garantias.

Fonte: Livro Nos Domínios da Mediunidade - Cap. 16

O Espiritista

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mensagens espirituais

Agrupamentos Espiritistas


Os agrupamentos espiritistas necessitam entender que o seu aparelhamento não pode ser análogo ao das associações propriamente humanas.

Um Grêmio Espírita Cristão deve ter, mais do que tudo, a característica familiar, onde o amor e a simplicidade figurem na manifestação de todos os sentimentos.

Em uma entidade doutrinária, quando surgem as dissenções e lutas internas, revelando partidarismos e hostilidades, é sinal de ausência do Evangelho nos corações, demonstrando-se pelo excesso de material humano e pressagiando o naufrágio das intenções mais generosas.

Nesses núcleos de estudo nenhuma realização se fará sem fraternidade e humildade legítimas, sendo imprescindível que todos os companheiros, entre si, vigiem na boa vontade e na sinceridade, a fim de não transformarem a excelência de seu patrimônio espiritual numa reprodução dos conventículos católicos, inutilizados pela intriga e pelo fingimento.

Emmanuel.

Livro: Educandário de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos.

Francisco Rebouças.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Estudando o evangelho

Há muitas moradas na casa de meu pai


Não se turbe o vosso coração. — Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. — Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, itens 1 e 2.

O Espiritista