Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Seguimos para o melhor!

 Agenda Espírita Brasil!!!

Em todo e qualquer projeto que desejarmos empreender no sentido de construir um porvir melhor, terá como em tudo, entre o começo e a finalização do mesmo uma trajetória de trabalho e sacrifícios que precisarão ser observados com disciplina e perseverança. Assim também no exercício da reforma íntima. 

Foi, por esse motivo, que Jesus nos prometeu que enviaria o Consolador que é a Doutrina Espírita para nos explicar de maneira simples e clara as sublimes Leis Divinas, para que melhor pudéssemos compreendê-las e vivenciá-las em nossas vidas para superarmos os desafios com que a vida nos testa os conhecimentos adquiridos nas experiências da reencarnação conforme segue. 

“O Espiritismo é a nova Ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrefutáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, ao contrário, como uma das forças vivas e ininterruptamente atuantes da Natureza, como a fonte de uma inumerável quantidade de fenômenos incompreendidos até agora, e por essa mesma razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. Foi a isto que o Cristo se referiu em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que Ele disse permaneceram incompreendidas ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave com a ajuda da qual tudo se explica com facilidade.” (1)  

Mais à frente no mesmo capítulo, os Espíritos nos fazem ver que o problema existente entre a Ciência e a Religião, não passa de uma queda de braços entre cientistas e religiosos que “puxam a brasa para suas sardinhas”, conforme podemos constatar em seguida. 

“Chegou-se o tempo no qual os ensinamentos de Jesus Cristo devem receber o seu complemento; o véu colocado propositalmente sobre algumas partes deste ensinamento deve ser levantado; a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; e finalmente a Religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis da matéria, as duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando no mesmo passo, servirão uma de apoio para a outra. Assim, a Religião, não mais desmentida pela Ciência, conquistará um poder inabalável, pois estará de acordo com a razão e não se lhe poderá opor à irresistível lógica dos fatos. A Ciência e a Religião não puderam entender-se até hoje, porque cada uma entrevê as coisas por seu exclusivo ponto de vista, repelindo-se mutuamente.” (2) 

A fé cega não pode mais ter espaço na mente do Cristão que segue os ensinamentos de Jesus Cristo pela ótica da fé raciocinada da doutrina espírita, que leva em consideração as descobertas da moderna ciência da atualidade. 

Precisamos acatar os ensinamentos do Espírito de Verdade quando nos alerta: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: “Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)  (3) 

Diante dos dolorosos acontecimentos que o mundo todo vivencia, é necessário que cada um de nós que nos intitulamos Cristãos, procuremos nos ensinamentos da Doutrina Espírita as diretrizes seguras para enfrentar esse difícil e acelerado processo de transição, buscando em Jesus Cristo as providências seguras para a nossa reconstrução espiritual diante da Vida Eterna. 

Tudo na vida é passageiro, só Deus e suas Leis são imutáveis, façamos o melhor que estiver ao nosso alcance na construção de uma sociedade feliz e pacificada do porvir, vencendo os desafios presentes com fé e confiança na bondade infinita do Pai Celestial, que ama e não esquece nenhum dos seus filhos. 

Muita paz. 

Francisco Rebouças 

Referências: 

(1) Kardec, Allan – Evangelho Segundo o Espiritismo – F.E.B. 112ª edição – cap. I, item 5; 

(2) Kardec, Allan – Evangelho Segundo o Espiritismo – F.E.B. 112ª edição – cap. I, item 8; e 

(3) Kardec, Allan – Evangelho Segundo o Espiritismo – F.E.B. 112ª edição – cap. VI, item 5. 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Aprender a Cooperar!

 

O dicionário da língua portuguesa nos define a palavra cooperar como sendo: Operar juntamente com alguém; contribuir ajudando, auxiliando outras pessoas.

É muito importante saber que não somos autossuficientes em tudo, e dessa forma, precisamos dos outros tanto quanto os outros precisam de nós, porque verdadeiramente somos todos interdependentes, por isso mesmo, a cooperação é fator essencial para a harmonia e o bem estar de todos nós.

Quando falamos em cooperação, estamos nos referindo ao cuidado e interesse que precisamos desenvolver pela pessoa do outro, por suas dificuldades e necessidades, procurando, ao nível de nossas possibilidades, prestar-lhe auxílio, estendendo mãos amigas, contribuindo de forma positiva na resolução das questões que o afligem, exercitando a cordialidade e a alegria de ser útil.

Urge compreender que fazemos parte de uma só família perante as Soberanas Leis que regem nossos destinos na Terra, com deveres mútuos de assistência, o que nos proporciona angariar amizades e demonstrações de carinho e respeito daqueles a quem ofertamos nossa solidariedade. Porque querendo ou não, o intercâmbio de experiências e conhecimentos é essenciais para o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais e espirituais.

Dessa forma, tenhamos a certeza de que melhorando o ambiente nos relacionamentos entre aqueles na qual a Providência Divina nos situou, estaremos desenvolvendo à nossa volta um clima de fraternidade, de união e confiança, eliminando os conflitos e divergências que aos poucos diminuirão ou até mesmo deixarão de existir.

Na página abaixo, temos uma linda lição a respeito da colaboração.

“Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

— Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar de perfume, e a Flor lhe contou:

— Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma
que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d’água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

– Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:

— Estas rãs são boas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

– Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.” (1)

É bom pensar nisso!

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Meimei, Livro: Pai Nosso – cap. 13.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Desencarnação de Paulo Sergio Manhães Peixoto

Estimados amigos, informamos que o confrade Paulo Sergio Manhães Peixoto, deixou-nos hoje, para se integrar à equipe dos servidores de Jesus no mundo espiritual.

Sabemos o quanto Paulo Sergio trabalhou pela divulgação da mensagem de Jesus através da doutrina espírita, que serviu com entusiasmo e fidelidade.

Desejamos a Ele que seja bem amparado e que prossiga na Pátria Verdadeira com sua disposição de servir na causa do bem, como sempre o fez com alegria e coragem.

Rogamos a Jesus ampare e conforte seus entes queridos, para que eles sintam a sua paz em seus corações e possam seguir levando adiante as obras do GEPAR, que Paulo Sergio se dedicou de todas as formas para beneficiar toda a comunidade vizinha à instituição.

Enviamos aos familiares nossos sentimentos, e nossas melhores vibrações, rogando a Jesus os abençoe.

Francisco Rebouças

REUNIÃO PÚBLICA - A ERA DO AMOR

quinta-feira, 23 de julho de 2020

FRUTOS DO BEM

Cada criatura é percebida no plano da verdade e apreciada, de perto, pelas forças que a representam no mundo.

Não olvides que a nota de nossa influência na Terra é amplamente reconhecida nas esferas superiores.

Não pelas palavras brilhantes que, em muitas circunstâncias, podem ocultar delituosos e obscuros pensamentos.

Não pelos modos gentis que, em muitas ocasiões, constituem maneias que a disciplina nos impõe à impulsividade agressiva, através da contenção compreensivelmente louvável.

Não pela cultura intelectual que, muitas vezes, se faz porta de acesso à perturbação.

Não pela idade longa que tenhamos alcançado no corpo físico, de vez que, em muitos lances da experiência, o tempo foi menosprezado ante a responsabilidade que as horas significam.

Não pela fé religiosa no culto externo, porquanto a rotulagem convencional nem sempre define o caráter elevado e as qualidades edificantes.

O verbo, a atitude, o tempo, a inteligência e a convicção representarão expressivos valores em nossa romagem na Terra, mas apenas quando com eles formamos o fruto do bem – o único patrimônio pelo qual pode o espírito merecer a bênção do Senhor e incorporá-la ao campo dos próprios dias.

Seja qual for a nossa situação no quadro terrestre, mantenhamos a planta da existência sobre as raízes do Cristo, o Divino Mestre, porque, em verdade, somente em Jesus, encontraremos a seiva da imortalidade, capaz de auxiliar-nos na produção dos frutos do Bem, talentos imperecíveis que sustentam a paz e a alegria na Terra por serem os verdadeiros tesouros dos Céus.

Livro: Reconforto
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 21 de julho de 2020

Segue com Deus

Não temas o caminho;
Onde o bem permanece, Deus está.
Trabalha e serve sempre;
Deus te inspira e resguarda.
Não receies perigos;
Deus te garante a paz.
Sangram-te os pés na marcha;
Deus te trará descanso.
Companheiros se foram;
Deus jamais te abandona.
Por nada te amedrontes;
Segue e confia em Deus.

Livro: Pronto Socorro
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

RACIOCÍNIO ESPÍRITA

Servir onde estivermos e tanto quanto pudermos será sempre o programa para qualquer de nós - os tarefeiros encarnados e desencarnados do Evangelho -, na faixa de trabalho em que nos situamos.
A Lei do Senhor compreende perfeitamente que disponhas de casa confortável, tão confortável quanto queiras, mas sem relegar á nudez os irmãos esfarrapados que te cruzam a porta; que te banqueteis, tanto quanto desejes e com quem desejes, mas sem largar o vizinho morrendo á fome por falta de pão; que te movimentes de carro, tanto quanto te proponhas, mas sem fugir de auxiliar os companheiros do caminho para que não vivam descalços; que ajuntes o dinheiro,por meios justos, no tamanho de teus ideais para o sustento de tuas realizações, mas sem negar aos irmãos em penúria a sobra de tuas obras; que uses os perfumes de tua predileção na esfera da apresentação pessoal, segundo o teu gosto, mas sem deixar o próximo em aflitivas necessidades materiais, desprevenido de sabão para a própria limpeza; que frequentes as diversões dignas, conforme a permissão de tua consciência, tanto quanto puderes, mas sem esquecer de levar, sempre que possível, algumas horas de alegria aos lares em sofrimento.
Em verdade, não consegues os problemas e provações que vergastam a Terra mas podes e deves cooperar com a Lei do Senhor, na extensão da bondade e do socorro, na área de tua própria existência.
Deus nos dá o máximo de bênçãos.
Saibamos dar, pelo menos, o mínimo de nossas possibilidades.
Deus nos dá tudo.
Aprendamos a dar, pelo menos um pouco.
Albino Teixeira

Livro: Paz e Renovação
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 28 de junho de 2020

Estudando o espiritismo

O Espiritismo tem conseqüências tão graves, e toca questões de uma tão grande importância, dá a chave de tantos problemas, nele haurimos, enfim, um tão profundo ensinamento filosófico, que ao lado disso, uma mesa girante é uma verdadeira infantilidade.

A observação dos fatos sem o raciocínio é insuficiente, dizemos, para conduzir a uma convicção completa, e é de preferência àquele que se declarasse convencido por um fato que não compreende, que se poderia taxar de leviandade; mas essa maneira de proceder tem um outro inconveniente, que é bom mencionar, e cada um de nós pôde testemunhar, é a mania da experimentação, que lhe é a conseqüência natural. Aquele vê um fato espírita sem dele ter estudado todas as circunstâncias, geralmente, não vê senão o fato material, e desde então o julga sob o ponto de vista de suas próprias idéias, sem pensar que fora das leis conhecidas pode, e deve, haver leis desconhecidas.

Fonte: Revista Espírita – Julho/1859.

O Espiritista.

domingo, 21 de junho de 2020

Na presença do amor

“Aquele que ama a seu irmão está na luz e nele não há escândalo.” João. (1ª Epístola de João, 2:10.)
Quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, ao invés de acusar ou desservir.
É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai.
Enquanto nos demoramos na escura fase do apego exclusivo a nós mesmos, encarceramo-nos no egoísmo e exigimos que os outros nos amem. Nesse passo infeliz, não sabemos querer senão a nós próprios, tomando os semelhantes por instrumentos de nossa satisfação.
Mas se realmente amamos o companheiro de caminho, a paisagem de vida se modifica, de vez que a claridade do amor nos banhará a visão.
Ama, pois, e assim como a lama jamais ofende a luz, a ofensa não mais te alcançará. 
Saberás que a miséria é fruto da ignorância e auxiliarás a vítima do mal, nela encontrando o próprio irmão necessitado de apoio e entendimento.
Aprenderás a ouvir sem revolta, ainda mesmo que o crime te procure os ouvidos, e cultivarás a ajuda ao adversário, ainda mesmo quando te vejas dilacerado, porque o perdão com esquecimento absoluto dos golpes recebidos surgirá espontâneo em teu espírito, assim como a tolerância aparece natural na fonte que acolhe no próprio seio as pedras que lhe atiram.
Ama e compreenderás.
Compreende e servirás sempre mais cada dia, porque então permanecerás sob a glória da luz, inacessível a qualquer incursão das trevas.

Livro: Fonte viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 16 de junho de 2020

Pedir ajuda, e esperar com paciência!

São inúmeras as dúvidas que nos assaltam em diversas oportunidades, em que precisamos decidir sobre assuntos importantes que certamente trarão mudanças significativas em nossas vidas.   

Então, nos lembramos imediatamente de recorrer aos Amigos do Mundo Maior, com a velha mania de pressa e com a conhecida certeza de que somos merecedores de toda atenção. Mas quando constatamos que as respostas da Providência Divina, não nos chegam com a velocidade que esperamos, ficamos simplesmente decepcionados ou até mesmo revoltados. 

Chegamos muitas vezes a pensar que estamos esquecidos e desprezados pelos Espíritos Superiores, não parando para pensar que somos nós que precisamos iniciar a resolução do problema sem jogar a responsabilidade nos ombros dos outros.  

É preciso saber que absolutamente nenhuma de nossas rogativas, endereçadas às forças superiores da vida ficam sem resposta, nenhuma prece feita com o coração deixa de apresentar seus resultados, nenhum pedido que formulemos ao Alto deixa de ser apreciado pelos prepostos do Mestre de Nazaré que farão o que for permitido pela Lei Superior no momento exato.  

O que nos falta em situações como estas, é ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, pois, envoltos por uma profunda cegueira das coisas da alma, pensamos que o melhor para nós é o que queremos que aconteça naquele justo momento, e, se assim não acontecer passamos a agir como verdadeiras crianças aborrecidas, desequilibradas maldizendo e blasfemando contra tudo e contra todos.  

“As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete, sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem”. (1) 

Urge entender que não temos o direito de exigir dos emissários Divinos, que nos obedeçam às ordens, como cobramos de um serviçal o cumprimento de nossos caprichos para os quais estamos pagando. Não somos ainda suficientemente capazes de entender que, na grande maioria das vezes, os acontecimentos que tanto nos infelicitam a vida são obras do nosso modo de viver, são frutos de nossas más escolhas que privilegiam quase sempre os prazeres fugidios e ilusórios da matéria. 

“O homem deve ser educado para conviver consigo próprio, com a sua solidão, com os seus momentâneos limites e ansiedades, administrando-os em proveito pessoal, de modo a poder compartir emoções e reparti-las, distribuir conquistas, ceder espaços, quando convidado à participação em outras vidas, ou pessoas outras vierem envolver-se na sua área emocional”. (2)   

Necessário se faz desenvolver as virtudes do Espírito Imortal, deixando surgir o homem novo que dormita no imo de nosso Ser, e trabalhar sem esmorecimento no bem, entendendo que os obstáculos que não fizemos por merecer nesta ocasião, como sendo a parte que constitui o nosso ajustamento com a Lei de Causa e Efeito que rege o destino das criaturas no mundo, com seus mecanismos naturais em nome da Justiça Maior que determina “que a cada um seja concedido segundo as suas obras”.  

Aprendamos definitivamente a interpretar com sabedoria as respostas divinas, que em tudo nos atenderá de conformidade com nossas necessidades reais em consonância com os necessários merecimentos, e não segundo os nossos caprichos.   

Pensemos nisso com toda atenção! 

Referências:

(1) Xavier, Francisco Cândido, Livro Pão Nosso, Cap. 14, pelo Espírito Emmanuel; e 

(2) Idem, Idem. 

Francisco Rebouças 

UMEN, nosso refúgio de Paz!

AH! Se soubesses companheiro amigo,

O que significa esse templo bendito

Estarias radiante e convencido,

Das finalidades superiores desse nosso Abrigo.

 

A espiritualidade amiga, há muito planejava

Realizar esse grandioso projeto,

Trazer para as necessidades de nossa Terra

Um local para atendimento direto.


Assim, inspirou aqueles alegres jovens

Que logo entenderam o recado

E eis que surge a UMEN.

Para realizar esse sonho, bastante aguardado.


Em nossa casa espírita, de muita realização,

Ontem hoje e amanhã, o trabalho seguirá

Atendendo nosso compromisso diante da Lei de Amor

Fundamentado no exemplo do nosso Mestre e Senhor.


Sabedores de que somos discípulos de Jesus

Ergamos nossos melhores recursos,

Intelectual, moral e espiritual

Fazendo brilhar casa vez mais, a chama dessa pujante Luz.


Tarefeiros de ontem, hoje amanhã e sempre

Tenhamos a convicção, da responsabilidade que temos

De zelar por essa oficina de aprimoramento,

Porque os benefícios são muito superiores ao que vemos.


Que Deus, Jesus e os seus prepostos,

Ao nosso lado estejam por toda a vida,

Orientando aprimorando e abençoando

Cada irmão a executar com amor, esmero e alegria sua lida!


Francisco Rebouças.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O QUE MAIS SOFREMOS

O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Espírito: ALBINO TEIXEIRA
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Passos da Vida" - EDIÇÃO IDE

terça-feira, 2 de junho de 2020

COM O EVANGELHO

João De Deus
São Paulo, 29-3-37.

Sobre o mundo de dor e de agonia,
Toda a ciência de paz, de amor e luz,
Somente encontrará a sabedoria,
No sublime Evangelho de Jesus!

A existência terrestre é como a cruz
Que a alma leva na estrada erma e sombria,
Estrada dolorosa que a conduz
Ao reino da verdade e da harmonia.

Sem o labor divino do Evangelho
Toda a ciência do mundo é a do homem velho
Preso aos grilhões das sombras do mal;

Somente com Jesus, com o Seu exemplo,
Pode-se edificar o eterno templo
Da infinita ciência universal.

Livro:Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

O VALOR DA ORAÇÃO

A madrinha do Chico, por vezes, passava tempos entregue a obsessão.
Assim é que, nessas fases, a exasperação dela era mais forte.
Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome.
Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum.
À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.
— Então, a senhora não sabe — explicou o Chico — tenho passado muita fome.
— Ora, você está reclamando muito, meu filho! — disse Dona Maria João de Deus — menino guloso tem sempre indigestão.
— Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...
A mãezinha abraçou-o e recomendou:
— Continue na oração e espere um pouco.
O   menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal.
Aproximou-se dele e deixou cair da bocarra um objeto escuro.
Era um jatobá saboroso...
Chico recolheu, alegre, O pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha ao seu lado, acrescentando.
—  Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.
E, despedindo-se da criança, acentuou:
—        Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome de Jesus.

Livro: LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER
RAMIRO GAMA.