Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz. Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A imppotância da educação


Francisco Rebouças

Evangelho Segundo o Espiritismo

PREFÁCIO

Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos.
Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.
As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo.
Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor!
Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus.

O ESPÍRITO DE VERDADE
_______
NOTA - A instrução acima, transmitida por via mediúnica, resume a um tempo o verdadeiro caráter do Espiritismo e a finalidade desta obra; por isso foi colocada aqui como prefácio.

O Espiritista!

Doutrina Espírita
















O Espiritista

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PAZ E AMOR

Referimo-nos, com freqüência, às dificuldades para que a paz se estabeleça, no relacionamento entre os homens.
Sabemos que o amor ao próximo, traduzindo ação na caridade é o caminho para semelhante conquista.
Ser-nos-á preciso, porém, impregnar a própria alma no bálsamo da compreensão, a fim de alcançá-la.
Recordemos que nenhum de nós – os espíritos ainda vinculados à evolução da Terra – estará sem alguma necessidade por atender.
Quando estendas as mãos no socorro aos companheiros em penúria material, não olvides doar entendimento àqueles outros que parecem desvairados na ambição destrutiva, esquecidos de que a fortuna é um dom de Deus para que a bênção do progresso geral alcance a vida comunitária.
Amparando aos doentes do corpo, com os recursos possíveis, não sonegues simpatia para com aqueles que deliram nas idéias da posse absoluta, desfrutando levianamente as bênçãos de Deus, como se Deus não existisse.
Ensina o caminho do bem aos corações ainda incultos, entretanto, não condenes os companheiros que trazem o cérebro iluminado pelo conhecimento superior, sem coragem de trilhá-lo.
Auxilia aos irmãos que se mostram avançados na quilometragem da idade física, às vezes, amargurados pela marginalização ou pelo abandono dos entes que mais amam, entretanto, ajuda como puderes àqueles outros que se encontram, ainda, no verde da juventude, sob o risco de queda em perigosos enganos.
Ampara os fortes, para que não esmoreçam nas boas obras e escora os fracos que perderam a confiança em Deus e em si mesmos.
Ajuda aos bons para que se façam melhores e inclui no teu pronto-socorro de oração aqueles que, por enquanto, se deixam marcar pela moléstia da crueldade.
Todos somos credores do auxílio uns dos outros. O ódio, em suas múltiplas variações, é a sombra que escraviza às algemas da expiação e do sofrimento milhões de criaturas terrestres.
Imaginemos a liberação como sendo o templo do amor ao próximo.
A porta de acesso a semelhante santuário tem o nome de serviço, mas não podemos esquecer que a compreensão é a chave.
Não comentes o mal para que o mal não se estenda, não te refiras à sombra para que a sombra não envolva o caminho.

Livro: Irmão
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 9 de fevereiro de 2019

MEUS FILHOS

Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.

Livro: Cartilha do Bem
Chico Xavier/Meimei.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Natal, motivo de mudanças!

“As palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida.” (João, 6:13)
Na alegria contagiante dessa época de Natal é importante que acalentemos nossa fé em Jesus sem esquecermos que também ELE deposita sua fé em cada um nós. Isto porque cada Espírito representa um mundo onde o Cristo deve florescer.
Quando estivermos dispostos a manter nossos pensamentos mais simples e mais puros nas felizes notícias trazidas pela Boa Nova, certamente, seremos contagiados por sua claridade sublime, oriunda das Leis Superiores que nos presidem aos destinos e nos ensinam a prática da caridade e do amor ao próximo, extinguindo a incompreensão e o temor.
Cristãos Espíritas, que dizemos ser, somos sabedores de que esperar a reforma do mundo sem proceder, primeiramente, a do homem é uma insensatez inadmissível. Impossível existir povos cristãos sem a necessária edificação da alma cristã.
“Onde estiver Jesus, alma querida e boa,
Ilusão, erros, falhas apareçam embora,
Ainda mesmo que o mal em torno desarvora,
Esclarece, ilumina, ampara, aperfeiçoa.
Onde estiver Jesus, nada se diz à toa,
O engano pede luz onde a verdade mora,
A caridade reina, a esperança, hora a hora,
Alteia-se mais bela; o trabalho abençoa.
Onde estiver Jesus, humilhado ou sozinho,
Nas desfigurações ou nos aleives do caminho,
Inflama-te de amor – sol ardente e fecundo!…
Onde estiver Jesus… Eis que Jesus te espera
A bondade, o perdão, a decisão, a paz, a fé sincera.
Para glória da vida e para a redenção do mundo.” (1)
Dessa forma, o Natal do Senhor reveste-se de profunda importância para cada um de nós em particular, pois temos conosco um grandioso tesouro de bênçãos divinas e um imenso campo de sentimentos por educar, ignorância por corrigir e outros tantos hábitos infelizes por reformar, primeiramente, em nós mesmos e posteriormente em volta dos nossos passos.
Jesus trouxe consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, manteve-se fiel aos desígnios do seu Pai que o enviou desde o berço de palha até o momento de sua morte na Cruz da ignorância, quando mostrou toda sua natureza Superior solicitando ao Pai que nos perdoasse.
Jesus, o Missionário Maior da Redenção Humana, foi e será sempre o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra, tornando-se por essa razão o Mestre e Guia a quem devemos seguir.
Assim, resta-nos exercitar em nosso dia a dia as suas ações e seus exemplos recordando que em todas as ocasiões nos recomendou que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou, porque a Boa Nova significa Boa Vontade de crescer amar e servir à Deus, cada vez mais e melhor.
Ofertemos ao semelhante um olhar de simpatia e comecemos a viver, realmente, sob a inspiração do Evangelho de Jesus, iniciando uma nova forma de desfrutar da vida, em busca da harmonia e da paz que ainda não encontramos.
Urge compreender em definitivo, que o Natal não pode mais ser apenas uma promessa de fraternidade para ser vivenciada apenas nessa época do ano, mas, acima de tudo, é a receita recomendada pelo Cristo que nos convence a servir sempre, em vez de esperar ser servido, compreender sem esperar compreensão, fazendo a parte que nos está confiada pela Soberana Sabedoria do Universo, contribuindo para o progresso individual e coletivo da sociedade.
Que busquemos seguir Jesus, nosso Mestre e Guia, renovando desde já a nossa atitude pessoal com seus ensinamentos, porque ninguém vai ao Pai senão por ELE.
Referências Bibliográficas:
(1) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Espírito Maria Dolores. Antologia da Espiritualidade. Capítulo “Onde Estiver Jesus”.
Francisco Rebouças

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

É hora de tornar nossa vida melhor!

Recomendações importantíssimas sobre o tema podem ser encontradas nas respostas dadas pelos Imortais ao Codificador da Doutrina Espírita, das quais separamos alguns trechos contidos nas questões 919 e 919-a, de O Livro dos Espíritos, conforme segue:
919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
a) Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria.” (…).
“(…) Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.”
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. (…)”
Diante desse pequeno trecho que trouxemos, é possível analisar com calma o que se passa em nossa consciência, para que possamos entender quais os caminhos que estamos trilhando. O Espiritismo deve se a bússola a comandar e nortear nossas escolhas e decisões.
Pensemos nas inúmeras situações infelizes evitadas por cada um de nós, se tivéssemos escutado com a devida atenção a voz que nos chama à atenção para nossas iniciativas, alertando-nos para os perigos a que nos expomos desnecessariamente diante dos convites que as tentações do mundo nos ofertam, cheias de ilusões e fantasias.
Certamente, teríamos nos esquivados de muitos infortúnios e sofrimentos, se escutássemos os alertas que nos são transmitidos por uma voz interior, que está viva e atuante em nosso mundo íntimo, para que vigiemos e oremos nas horas de incertezas de toda ordem que acontecem com qualquer indivíduo no dia a dia das suas atividades.
Enquanto não estivermos atentos a esse chamamento da voz da consciência, estaremos sujeitos a cair em sérios embaraços, por nossa atitude de desatenção. Urge procurarmos fazer silêncio interior, para que desenvolvamos a faculdade de ouvir com toda a atenção, a voz que nos chega do imo do Ser Imortal que somos, e será fácil concluir que não há melhor conselheira do que a própria consciência.
Emmanuel através das mãos amigas de Chico Xavier nos fala as belas palavras que seguem no livro Estude e Viva, capítulo “Hoje e Nós”:
“Espíritos eternos, saibamos construir a nossa felicidade pelo atendimento às leis do amor e justiça. Esquecer o mal e fazer o bem, estudar e realizar, trabalhar e servir, renovar e aperfeiçoar sempre e infatigavelmente. Para isso, reflitamos: o ontem ter-nos-á trazido a luz da experiência e amanhã decerto nos sugere luminosa esperança. A melhor oportunidade, entretanto, não se chama ontem nem amanhã. Chama-se hoje. Hoje é o dia.”
Observemos com calma essas instruções nascidas em nosso mundo interior antes de tomar qualquer atitude diante dos fatos e acontecimentos à nossa volta e, se por acaso, descobrirmos que cometemos algum deslize para com nosso semelhante, apressemo-nos em corrigir; diante daquele que magoamos, modifiquemos a situação com um sincero pedido de desculpa e etc.; e trabalhemos com afinco para evitarmos o máximo possível de cometermos os erros de sempre.
Francisco Rebouças

domingo, 25 de novembro de 2018

Os desafios são necessários e inevitáveis!

Desde a chegada do Consolador Prometido por Jesus que é possível observar em nosso planeta o progresso dos espíritos que retornam do mundo espiritual para mais uma etapa reencarnatória em nosso planeta, comprovando que também no mundo espiritual recebemos atenção e preparo para retornarmos a este planeta bem mais preparados para cumprirmos o que escolhemos realizar na vida física em mais uma etapa do caminho evolutivo que precisamos palmilhar.
A esse respeito, a doutrina espírita, com sua mensagem esclarecedora e consoladora muito contribui dando-nos a certeza pela fé raciocinada de seus postulados, que a felicidade é questão de trabalho individual de burilamento de cada espírito, deixando assim, a cada um dos seres humanos a responsabilidade de trabalhar em seu próprio benefício, colaborando dessa forma para o progresso e aperfeiçoamento da humanidade como um todo.
No Cap. XVIII, São Chegados os Tempos, do livro A Gênese, de Allan Kardec, podemos ter explicações convincentes de como tudo isso verdadeiramente ocorre, conforme segue.
CAPÍTULO XVIII

A geração nova

  1. – Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substitui-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.
A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.
Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.
Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: «Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido.» Assim decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.
  1. – A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.
Têm ideias e pontos de vista opostos às duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.
Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anteriorNão se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.
O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos anti-fraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme; enfim, o apego a tudo o que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.
Desses vícios é que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contacto com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperem que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores. ¹
Como bem podemos ver também nós, fazemos parte desse processo de transformação da Terra, substituímos irmãos nossos que voltaram à pátria espiritual quando de nossa chegada. Reencarnamos com objetivos bem traçados de melhoramento e aperfeiçoamento das virtudes inerentes ao nosso Ser imortal, com toda a orientação haurida nos estabelecimentos de ensino e preparo do mundo espiritual, e, que por essa razão temos responsabilidades enormes para com o desenvolvimento intelectual e moral nossa sociedade.
Urge entendamos definitivamente que, não estamos aqui simplesmente para “curtir a vida” de forma desinteressada e irresponsável e sim, para realizarmos as propostas superiores de trabalho com as quais nos comprometemos em prol do progresso e da felicidade nossa e de todos os habitantes do nosso abençoado planeta.
Não nos esqueçamos da responsabilidade que nos está destinada nesse momento tão importante de nossas vidas, agindo acima de qualquer capricho pessoal, com a convicção de que podemos fazer a diferença, sedimentados na fé raciocinada que desfrutamos e na certeza de que Deus está no comando de tudo e amando incondicionalmente cada um dos seus filhos.
Referência:(1) Kardec, Allan – A Gênese, FEB 36ª edição. Cap. XVIII – itens, 27 e 28.
Nota do autor: 
Grifos nossos.
Francisco Rebouças

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sem soberba!

A humildade deve ser uma meta a ser alcançada por todo o seguidor da filosofia espírita. Deve fazer parte constante da busca do indivíduo pelo desenvolvimento das virtudes ínsitas em seu mundo íntimo.
Em todas as atividades que tomar parte, na família, no trabalho, na sociedade, e até mesmo nas atividades de cunho religioso, também deve o discípulo de Jesus evitar alarde, sensacionalismo, demonstrações públicas pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranquilidade alheia, agindo de forma respeitosa, simples e ordeira.
Nas atividades espíritas doutrinárias, usar de compreensão e temperança diante daqueles que não conseguem compreender a mensagem esclarecedora e libertadora contida nos postulados espíritas, respeitando a todos sem depreciar crenças ou sentimentos.  Os ignorantes da verdade são os que mais precisam de nossa compreensão e ajuda.
Promover e incentivar o relacionamento fraterno entre as pessoas independentemente de suas opções religiosas, nas reuniões sociais, com a promoção de eventos para essa finalidade, colaborando para a pacificação e o bom relacionamento entre os irmãos de crenças diferentes da nossa, contribuindo para a permuta de experiências positivas e trabalhando para o progresso de toda a comunidade.
Evitar discussão sobre temas polêmicos e sem proveito para o bom convívio, buscando transmitir sempre e com fidelidade as lições hauridas do Consolador, de maneira clara, simples e objetiva, para que seja facilmente absorvida por todos aqueles que ainda não tenham maiores conhecimento dos princípios espíritas, através das atitudes exemplares de equilíbrio e dignidade.
“O sorriso espontâneo é uma bênção atraindo outras bênçãos.
Servir, além do próprio dever, não é bajular e sim ganhar segurança.
Cada pessoa a quem você preste auxílio, é mais uma chave na solução de seus problemas.
É natural que você faça invejosos, mas não inimigos.
Cada boa ação que você pratica é uma luz que você acende em torno dos próprios passos.
Quem fala menos ouve melhor e quem ouve melhor aprende mais.”  (1)
Falar menos e agir mais, evitando sempre desviar das finalidades primordiais das propostas contidas no Evangelho de Jesus sobre o progresso moral espiritual do Ser imortal que somos, alertando ao aprendiz que as coisas materiais embora essenciais em nosso atual estágio não podem ter mais importância para nós que as relacionadas à nossa finalidade de pureza e felicidade às quais estamos destinados.
Usar de prudência quando utilizar expressões verbais que indiquem hábitos, práticas, ideias políticas, sociais ou religiosas contrárias ao pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, agindo em qualquer circunstância, com calma e compreensão esclarecendo a todos com paciência e seriedade sobre o entendimento da doutrina espírita em relação aos assuntos citados.
Atentar para o fato de que não podemos ter pressa, nem demonstrar qualquer atitude de ansiedade ou intolerância no tocante à modificação imediata do ponto de vista dos companheiros, isto porque, nem todos estão no mesmo nível de compreensão e entendimento e, por isso mesmo, é necessário nos mantermos calmos e convictos de que o desenvolvimento da fé em qualquer indivíduo é fruto de trabalho de paciência.
Urge trabalhemos incansavelmente na divulgação da mensagem cristã, mas não nos é lícito esquecer que a principal propaganda do nosso trabalho é exatamente aquela que demonstramos em nossos atos, comprovando, dessa forma, que falamos de algo que já nos preocupamos em praticar, a nossa urgente e inadiável reforma íntima, fundamentada nos ensinos e exemplos daquele que representa para nós o Modelo e Guia a ser seguido.
Referência:(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito André Luiz – Livro: Sinal Verde, cap. 39.
Francisco Rebouças

sexta-feira, 16 de março de 2018

Aprendamos com Jesus

“Suportando-vos  uns  aos  outros  e  perdoando-vos  uns aos outros, se algum tiver queixa; assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” – Paulo. (Colossenses, 3:13.) 

É impossível qualquer ação de conjunto, sem base natolerância. 
Aprendamos com o Cristo. 
O  Homem  identifica  no  próprio  corpo  a  lei  da  cooperação, sem a qual não permaneceria na Terra. 
Se o estômago não suportasse as extravagâncias da boca, se as mãos não obedecessem aos impulsos da mente, se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de todo impraticável. 
A queixa desfigura a dignidade do trabalho, retardando-lhe a execução. 
Indispensável  cultivar  a  renúncia  aos  pequenos  desejos  que nos  são  peculiares,  a fim  de  conquistarmos  a  capacidade  de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais altos níveis. 
Para que o trabalho nos eleve, precisamos elevá-lo.
Para  que  a  tarefa  nos  ajude,  é  imprescindível  nos  disponhamos a ajudá-la. 
Recordemos que o supremo orientador das equipes de serviço cristão  é  sempre  Jesus.  Dentro  delas,  a  nossa  oportunidade  de algo fazer constitui só por si valioso prêmio. 
Esqueçamo-nos, assim, de todo o mal, para construirmos todo o bem ao nosso alcance. 
E, para que possamos agir nessas normas, é imperioso suportar-nos  como  irmãos, aprendendo  com  o  Senhor,  que  nos  tem tolerado infinitamente.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Fugindo da realidade


A sociedade dos nossos dias, composta de homens e mulheres instruídos pela lei da sociedade consumista para ter em detrimento de ser, segue seduzida pelas facilidades desmedidas da riqueza e do poder que rendem luxo, popularidade e os demais gozos efêmeros da matéria perecível, esquecidos de que temos compromissos a realizar em nossa curta passagem reencarnatória por este abençoado planeta de provas e expiações.
“…São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos…” (1)
A maioria de nossa sociedade não se preocupa com o depois da vida física, entendendo que o assunto é de secundária importância, mantendo seus pensamentos no exclusivo intuito de adquirir e acumular valores externos, esperando, dessa forma, resolverem seus problemas íntimos de temor, insegurança, insatisfação, comprovando mais tarde, que as desarmonias internas continuam existindo mesmo depois da conquista de seus sonhos de possuir.
Ocupados pelo desejo de evidência pessoal, não se dão conta de que não estão imunes ao sofrimento e aos acontecimentos desagradáveis da vida de qualquer ser humano, como os naturais fenômenos biológicos a que também estão submetidos e, também pelas ocorrências de fundo moral que nos visitam, inesperadamente, quando menos esperamos.
Gastam o tempo com as futilidades do prazer carnal desmensurado, esquecidos de qualquer compromisso de ordem moral mais elevada para com a vida que, pacientemente, os espera inflexível para convocá-los no momento certo à realidade inevitável do encontro para a prestação de contas.
Embriagados pela passageira alegria que desfrutam, chegam a pensar que jamais perderão as vantagens adquiridas, esquecidos dos excessos impostos à organização fisiológica que estará, sem dúvida, muito mais debilitada em razão do repouso não respeitado, da alimentação inadequada, do consumo de álcool e fumo que lhes mostrarão a visão equivocada da vida.
A Doutrina Espírita solicita-nos o estudo e a vivência dos ensinamentos de Jesus no atual momento da nossa sociedade, para que sua mensagem e seus exemplos não sejam confundidos ou adulterados na sua forma primitiva com fórmulas esdrúxulas ou pelo verbalismo vazio de significado e conteúdo espiritual.
“É necessário aliar os conhecimentos teóricos ao espírito de investigação e de elevação moral, para estar verdadeiramente apto a discernir no Espiritismo o bem do mal, o verdadeiro do falso, a realidade da ilusão. E preciso compenetrar-se do verdadeiro caráter da mediunidade, das responsabilidades que acarreta, dos fins para que nos é concedida.
O Espiritismo não é somente a demonstração, pelos fatos, da sobrevivência; é também o veículo por que descem sobre a Humanidade as inspirações do mundo superior. A esse título é mais que uma ciência, é o ensino que o Céu transmite da Terra, reconstituição engrandecida e vulgarizada das tradições secretas do passado, o renascimento dessa escola profética que foi a mais célebre escola de médiuns do Oriente. Com o Espiritismo, as faculdades, que foram outrora o privilégio de alguns, se difundem por um grande número. A mediunidade se propaga; mas de par com as vantagens que proporciona, é necessário estar advertido dos seus escolhos e perigos”. (2)
A nobre mensagem contida na Boa Nova é uma lição de amor, única capaz de proporcionar a verdadeira felicidade, e quando for largamente divulgada em palavras atos e gestos, será capaz de alterar a conduta moral dos homens, produzindo felicidades.
“Estudando a humildade, vejamos como se comportava Jesus no exercício da sublime virtude. 
Decerto, no tempo em que ao mundo deveria surgir a mensagem da Boa-Nova, poderia permanecer na glória celeste e fazer-se representar entre os homens pela pessoa de mensageiros angélicos, mas preferiu descer, Ele mesmo, ao chão da Terra e experimentar-lhe as vicissitudes”. (3)
Jesus, nosso Modelo e Guia, enviou-nos, no momento mais grave da sociedade humana, o Consolador prometido por Ele, para que através do seu enviado, especialmente, preparado para tão grande evento, Allan Kardec o codificador do Espiritismo como providência divina do Pai generoso à Terra aflita, oferecendo ao mundo as diretrizes seguras para a construção da paz e da felicidade.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição cap. 1 item 8;
(2) DENIS, LÉON. No Invisível – Introdução;
(3) XAVIER, FRANCISCO CÂNDICO, pelo Espírito Emmanuel. Religião dos Espíritos – Cap. 17.
Francisco Rebouças

Vida Feliz

 LIV
Sê gentil e bondoso, sem te tornares servil.
A humildade é uma virtude nobre que não convive com as situações vis.
Íntegra, enriquece o homem de valores espirituais, que o tornam forte, na sua aparente fraqueza e poderoso na sua pobreza.
Sócrates, Cristo e Gandhi são os exemplos máximos da humildade e os expoentes mais belos da evolução.
A batidos por homicidas loucos, preferiram morrer a ceder, permanecendo imortais na sua grande vitória.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Aprendamos a agradecer

“Em tudo dai graças.” – Paulo, (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:18.)
Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:
- a largueza da vida;
- o ar abundante;
- a graça da locomoção;
- a faculdade do raciocínio,
- a fulguração da ideia;
- a alegria de ver;
- o prazer de ouvir;
- o tesouro da palavra;
- o privilégio do trabalho;
- o dom de aprender;
- a mesa que nos serve;
- o pão que nos alimenta;
- o pano que nos veste;
- as mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o agasalho;
- os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;
- a conversação do amigo;
- o aconchego do lar;
- o doce dever da família;
- o contentamento de construir para o futuro;
- a renovação das próprias forças...
Muita gente está esperando lances espetaculares da “boa sorte mundana”, a fim de exprimir gratidão ao Céu.
O cristão, contudo, sabe que as bênçãos da Providência Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.
Nada existe insignificante na estrada que percorremos.
Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.
Utilizando, pois, o patrimônio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem, aprendamos a agradecer.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças