Em se tratando de reforma íntima:

“Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz. Precisamos fazer mais e dizer menos.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

SIMPLES IMPOSIÇÃO DAS MÃOS, PORQUÊ?

SIMPLES IMPOSIÇÃO DAS MÃOS, PORQUÊ?
Assunto:  PASSE
Procedimento dos médiuns na mediunidade de CURA.
Movimentar ou não as mãos no exercício do passe.
Fontes de consulta:
A Codificação do Espiritismo, incluindo a Revista Espírita, e obras complementares de reconhecido conteúdo doutrinário.
Pesquisa elaborada por:
Francisco Rebouças
Janeiro/2008
Simples imposição das mãos, por quê?
Primeira Parte:
Introdução: Motivado, pelas constantes perguntas que nos são dirigidas, sobre a postura dos médiuns passistas no trabalho do passe nas nossas casas espíritas, e, diante da dúvida que muita gente confessa ter, de como se comportar em relação ao paciente postado à sua frente, visto que, não são os mesmos os procedimentos levados a efeito em todas as nossas instituições, devido às diferentes interpretações existentes no movimento espírita, estamos trazendo nossa pequena mais honesta contribuição, haurida nos postulados da codificação e nas obras auxiliares que muito nos ajudarão na compreensão e execução de nossas tarefas de caridade na mediunidade de Cura.
Não pretendemos ter a audácia de nos apresentar como os donos da verdade, nem o disparate de pensar que estamos dizendo a última palavra sobre o tema aqui exposto, simplesmente não somos de fugir dos desafios, que encaramos com o objetivo único de contribuir de forma positiva para uma melhor compreensão das atividades da mediunidade, pela simples satisfação de ver as tarefas espíritas cada vez mais esclarecidas, para um perfeito entendimento de todos nós, visando produzir os melhores resultados, na tarefa de ajuda ao nosso próximo.
Começamos por afirmar, que essa preocupação pela melhor e mais correta forma de procedimento do médium em favor do doente, é bastante antiga, pois, no tempo de Allan Kardec, ela já causava dúvidas aos passistas na prática de transmissão dos fluidos para o enfermo necessitado, conforme pergunta enviada ao codificador, constante da Revista Espírita que transcrevemos abaixo. Da sua resposta, selecionamos alguns trechos para nossa compreensão e esclarecimento, sobre o assunto aqui enfocado.
Mediunidade Curadora : Volume VIII da Revista Espírita de setembro de 1865. pág. 257 a 262.
DA MEDIUNIDADE CURADORA.
Escrevem-nos de Lyon, 12 de julho de 1865: "Caro Senhor Kardec. "Venho, na qualidade de Espírita, recorrer à vossa cortesia, e vos rogar consentir em dar-me alguns conselhos relativamente à prática da mediunidade curadora pela imposição das mãos. Um simples artigo a este respeito na Revista Espírita, contendo alguns desenvolvimentos, seria acolhido, disto estou seguro, com um grande interesse, não só por aqueles que, como eu, se ocupam desta questão com ardor, mas ainda por muitos outros a quem essa leitura poderia inspirar o desejo de dela se ocupar também. Lembro-me sempre dessas palavras de uma sonâmbula que eu havia formado. Eu a enviei, durante seu sono magnético, para visitar uma doente à distância, e a meu pedido como se poderia curá-la, ela disse: "Há alguém em sua aldeia que o poderia, é um tal; é "médium curador, mas sobre isto nada sabe."
"Não sei até que ponto essa faculdade é especial, cabe-vos mais do que a qualquer outro apreciá-la, mas se ela o é realmente, como seria de desejar, que atraísseis sobre este ponto a atenção dos Espíritas. Mesmo todos aqueles que, fora de nossas opiniões, vos lessem, não poderiam ter nenhuma repugnância em tentar uma faculdade que não pede senão a fé em Deus e a prece. Que de mais geral, de mais universal? Não é mais questão de Espiritismo, e cada um, nesse terreno, pode conservar suas convicções.
Quantas irmãs de caridade, quantos bons curas do campo, quantos milhares de pessoas piedosas, ardentes pela caridade, poderiam ser médiuns curadores? É o que sonho em todas as religiões, em todas as seitas. Aceita por toda a parte, essa faculdade, esse presente divino da bondade do Criador, em lugar de ficar como apanágio de alguns, cairia, se assim posso me expressar, no domínio público. Este seria um belo dia para aqueles que sofrem, e há tantos deles!
"Mas, para exercer essa faculdade, independentemente de uma fé viva e da prece, podem existir condições a reunir, procedimento a seguir para agir o mais eficazmente possível. Qual é a parte do médium na imposição das mãos? Qual é a dos Espíritos? É preciso empregar a vontade, como nas operações magnéticas, ou se limitar a pedir, deixando agir à sua vontade a influência oculta? Essa faculdade é realmente especial ou acessível a todos? O organismo nela desempenha um papel, e que papel? Essa faculdade pode ser desenvolvida, e em que sentido?
"Eis aqui onde vossa longa experiência, vossos estudos sobre as influências fluídicas, o ensino dos Espíritos elevados que vos assistem, e, enfim, os documentos que recolheis de todos os cantos do globo, podem vos permitir nos esclarecer e nos instruir; ninguém, como vós, está colocado nessa situação única. Todos aqueles que se ocupam da questão desejam vossos conselhos tanto quanto eu, disto estou seguro, e creio me fazer o intérprete de todos. Que mina fecunda é a mediunidade curadora! Aliviar-se-á ou se curará o corpo, e pelo alívio ou pela cura encontrar-se-á o caminho do coração, lá onde freqüentemente a lógica havia fracassado. Quantos recursos possui o Espiritismo!
Quanto é rico dos meios dos quais é chamado a se servir! Não deixando nenhum deles improdutivo; quanto tudo concorre a elevá-lo e a difundi-lo. Nisto nada poupais, caro senhor Kardec, e depois de Deus e dos bons Espíritos, o Espiritismo vos deve o que é. Já tendes uma recompensa disto neste mundo pela simpatia e afeição de milhões de corações que oram por vós, sem contar a verdadeira recompensa que vos espera num mundo melhor. ‘Tenho a honra, etc. "A. D.”
Vejam abaixo, a resposta de Allan Kardec, sobre o tema não definindo absolutamente este ou aquele método ‘como fazem alguns confrades’ mas, explicando a pergunta feita sobre a simples imposição das mãos. Sabedor que o espiritismo teria no futuro outras muitas respostas do mundo espiritual “vide: André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Leon Denis, Vianna de Carvalho, entre vários outros”, usou do seu conhecido bom senso, na elucidação da questão proposta acima. 
Kardec:
“O que nos pede nosso honorável correspondente não é nada menos do que um tratado sobre a matéria. A questão foi esboçada em O Livro dos Médiuns e em muitos artigos da Revista, a propósito de fatos de curas e de obsessões; ela está resumida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a propósito das preces para os doentes e os médiuns curadores. Se um tratado regular e completo não pode ainda ser feito, isto se prende a duas causas: a primeira que, apesar de toda a atividade que desdobramos em nossos trabalhos, nos é impossível fazer tudo ao mesmo tempo; a segunda, que é mais grave, está na insuficiência das noções que se possuem ainda a esse respeito. O conhecimento da mediunidade curadora é uma das conquistas que devemos ao Espiritismo; mas o Espiritismo, que começa, não pode ainda haver dito tudo; não pode, de um só golpe, nos mostrar todos os fatos que ele abarca; cada dia deles desenvolve novos, de onde decorre novos princípios que vêm corroborar ou completar aqueles que já se conheciam, mas é preciso o tempo material para tudo; qualquer parte integrante do Espiritismo é, por si mesma, toda uma ciência, porque se liga ao magnetismo, e abarca não só as doenças propriamente ditas, mas todas as variedades, tão numerosas e tão complicadas de obsessões que, elas mesmas, influem sobre o organismo. Não é, pois, em algumas palavras que se pode desenvolver um assunto tão vasto. Nele trabalhamos, como em todas as outras partes do Espiritismo, mas como não queremos nele nada pôr de nossa autoridade e que seja hipotético, não procedemos senão pelo caminho da experiência e da observação. Os limites deste artigo não nos permitindo dar-lhe os desenvolvimentos que comporta, resumimos alguns dos princípios fundamentais que a experiência consagrou (…).”
Em seu longo e detalhado enfoque sobre o assunto, Kardec nos dá inúmeras razões para crer que o médium deve se preparar não só para ser uma simples máquina transmissora de fluidos, ‘como se fosse um mero robô’, mas, um agente de cura conforme contido na matéria que segue:
(…) A mediunidade curadora se exerce pela ação direta do médium sobre o doente, com a ajuda de uma espécie de magnetização de fato ou de pensamento.
(…) Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre.
A propósito, sobre o assunto, vejamos o que nos fala André Luiz, no livro: Mecanismos da Mediunidade, através da psicofrafia de Chico Xavier, FEB 12ª edição página 160.
MÉDIUM PASSISTA — “(…) Referimo-nos, sim, aos intérpretes da Espiri­tualidade Superior, consagrados à assistência provi­dencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação.
Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se reco­menda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudi­mentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista ne­cessitará vigilância no seu campo de ação, porqüanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a sustentação de hábitos nobres e atividades limpas, com a simplicidade e a humil­dade por alicerces no serviço de socorro aos doen­tes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tungstênio na lâmpada elétrica, susce­tível de irradiar a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra.
O investimento cultural ampliar-lhe-á os recur­sos psicológicos, facilitando-lhe a recepção das or­dens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influên­cia, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação”.
Assim sendo, perguntamos: Como deixar de atender às sugestões e inspirações dos Mensageiros do Além na hora do passe, pois, justamente para isso nos preparamos?
Voltemos à revista Espírita:
*7. O médium curador recebe o influxo fluídico do Espírito, ao passo que o magnetizador haure tudo em si mesmo. Mas os médiuns curadores, na estrita acepção da palavra, quer dizer, aqueles cuja personalidade se apaga completamente diante da ação espiritual, são extremamente raros, porque esta faculdade, elevada ao seu mais alto grau, requer um conjunto de qualidades morais que raramente se encontra sobre a Terra; somente eles podem obter, pela imposição das mãos, essas curas instantâneas que nos parecem prodigiosas; muito poucas pessoas podem pretender este favor. O orgulho e o egoísmo sendo as principais fontes das imperfeições humanas, disso resulta que aqueles que se gabam de possuir esse dom, que vão por toda a parte enaltecendo as curas maravilhosas que fizeram, ou que dizem ter feito, que procuram a glória, a reputação ou o proveito, estão nas piores condições para obtê-la, porque esta faculdade é o privilégio exclusivo da modéstia, da humildade, do devotamento e do desinteresse. Jesus dizia àqueles que tinha curado: Ide dar graças a Deus, e não o digais a ninguém.
8. A mediunidade curadora pura sendo, pois, uma exceção neste mundo, disso resulta que há quase sempre ação simultânea do fluido espiritual e do fluido humano; quer dizer, que os médiuns curadores são todos mais ou menos magnetizadores, é por isso que agem segundo os procedimentos magnéticos; a diferença está na predominância de um ou de outro fluido, e na maior ou na menor rapidez da cura. Todo magnetizador pode se tornar médium curador, se sabe se fazer assistir pelos bons Espíritos; neste caso os Espíritos lhe vêm em ajuda, derramando sobre ele seu próprio fluido que pode decuplicar ou centuplicar a ação do fluido puramente humano.
10. Mas se a vontade é ineficaz quanto ao concurso dos Espíritos, ela é onipotente para imprimir ao fluido, espiritual ou humano, uma boa direção, e uma energia maior. No homem débil e distraído, a corrente é débil, a emissão fraca; o fluido espiritual se detém nele, mas sem proveito para ele; no homem de uma vontade enérgica, a corrente produz o efeito de uma ducha. Não é preciso confundir a vontade enérgica com a teimosia, porque a teimosia é sempre uma conseqüência do orgulho e do egoísmo, ao passo que o mais humilde pode ter a vontade do devotamento.
A vontade é ainda onipotente para dar aos fluidos as qualidades especiais apropriadas à natureza do mal. Este ponto, que é capital, se prende a um princípio ainda pouco conhecido, mas que está em estudo, o das criações fluídicas, e das modificações que o pensamento pode fazer a matéria suportar. O pensamento, que provoca uma emissão fluídica, pode operar certas transformações moleculares e atômicas, como se vê isto se produzir sob a influência da eletricidade, da luz ou do calor”.
*No item 7 (sete) acima, nas suas claras e sábias explicações, o codificador nos alerta para os caracteres da elevação moral-espiritual imprescindíveis de que carece o médium, para se utilizar da simples imposição das mãos sobre o enfermo, afirmando-nos taxativamente: “muito poucas pessoas podem pretender este favor”.
E nós acrescentamos: Quem se achar dotado de tais virtudes que as utilize, penso que infelizmente sem qualquer intenção de falsa modéstia, não me acho entre esses.
Segunda Parte
Nossas pesquisas na literatura Espírita sobre o tema
Sobre o papel exercido pelo médium no serviço de magnetização pelos passes, vejamos o contido no mesmo volume VIII, da Revista Espírita de l865, página 267, ainda no mês de setembro, que abaixo transcrevemos:
“Como procede um magnetizador comum? Suponhamos que queira agir sobre um braço, por exemplo: concentra sua ação sobre esse membro, e por um simples movimento de seus dedos, executado à distância e em todos os sentidos, agindo absolutamente como se o contato da mão fosse real, ele dirige uma corrente fluídica sobre o ponto desejado (…)”.
Seguimos nosso estudo, enfocando um exemplo de cura realizada pelos passistas, com a movimentação das mãos, em determinadas partes do corpo da enferma conforme segue:
Cura na Revista Espírita: Volume VII, Janeiro 1864 – Página 6
"Madame P… estava afetada, há vinte e oito anos, de uma hiperestesia aguda ou sensibilidade exagerada da pele, enfermidade que a retinha em seu quarto há quinze anos.
Ela mora numa pequena cidade vizinha, e, tendo ouvido falar de nosso grupo, veio procurar alívio junto a nós. Ao cabo de trinta e cinco dias, voltou completamente curada.
Durante esse tempo, recebeu cada dia um quarto de hora de emissão fluídica, com o concurso de nossos guias espirituais.
"Dávamos, ao mesmo tempo, nossos cuidados a um epiléptico, atingido por essa terrível enfermidade há vinte e sete anos. As crises se renovavam quase cada noite, e cada vez sua mãe passava longas horas à sua cabeceira. Trinta e cinco dias bastaram para essa cura importante, e que estava feliz, essa mãe, acompanhando seu filho radicalmente curado! Nós revezávamos, todos os três, de oito dias em oito dias, para a emissão fluídica, colocávamos a mão, ora sobre a cavidade do estômago do enfermo, ora sobre a nuca, no início do pescoço. Cada dia o enfermo podia constatar uma melhora; nós mesmos, depois da evocação e durante o recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós, e escapar-se de nossos dedos alongados e de nosso braço estendido para o corpo do sujeito que tratávamos.
"Dávamos nesse momento nossos cuidados a um segundo epiléptico; desta vez, a enfermidade seria talvez mais rebelde, uma vez que é hereditária. O pai deixou, aos seus quatro filhos, o germe dessa afecção; enfim, com a ajuda de Deus e dos bons Espíritos, esperamos reduzi-la em todos os quatro.
"Caro mestre, reclamamos o socorro de vossas preces e as de nossos irmãos de Paris. Esse socorro será para nós um encorajamento e um estímulo aos nossos esforços.”
Obs.: Na narrativa acima, a cura foi obtida pala colocação das mãos dos médiuns nos prováveis locais da enfermidade, e não pela simples imposição das mãos dos passistas sobre a cabeça do enfermo.
Nas Obras auxiliares
1) “Conrado, impondo a destra sobre a fronte da médium, comunicou-lhe radiosa corrente de forças e inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a cabeça até o fígado enfermo.
Notamos que o córtex encefálico se revestiu de substância luminosa que, descendo em fios tenuíssimos, alcançou o campo visceral.
A senhora exibiu inequívoca expressão de alí­vio, na expressão fisionômica, retirando-se visível­mente satisfeita, depois de prometer que voltaria ao tratamento.”
Livro:Domínios da Mediunidade, Cap. 17 serviços de Passes, Pag. 169. Chico Xavier/ André luiz.
2) “(…) O Coronel Sobreira, inspirado pelo Mentor, acercou-se do médium e acudiu Matias incorporado com o recurso da aplicação de passes magnéticos de longo curso com a função calmante….”
Livro: Grilhões Partidos – Livraria Espírita Alvorada - Editora, 11ª edição. Cap. 19, pag. 167. Divaldo Pereira Franco/ Manoel Philomeno de Miranda.
3) “Logo após, entre Cláudio e Salomão, orou, emocionado. Suplicou a bênção do Cristo para a menina atropelada, qual se expusesse, diante de Jesus invisível, uma filha profundamente cara, e, em seguida, ministrou-lhe passes de longo curso com o devotamento de quem lhe transferia as próprias forças.
Cooperamos com ele, sob o olhar penetrante de Moreira, que tudo anotava como que sequioso de aprender.
A operação, saturada de agentes reconstituin­tes do plano físico, infundiu grande bem à moça, melhorando-lhe a condição geral. Relaxou-se-lhe mais intensamente o esfíncter da micção, a respiração desoprimiu-se e conseguiu entrar em sono calmo.”
Livro: Sexo e Destino, Chico Xavier e Waldo Vierra/ André Luiz – FEB 18ª edição – II Parte, Cap.II, pag.192.
4)´“A vontade de aliviar, de curar - dissemos - comunica ao fluido magnético propriedades curativas. O remédio para os nossos males está em nós. Um homem bom e sadio pode atuar sobre os seres débeis e enfermiços, regenerá-los por meio de sopro, pela imposição das mãos e mesmo mediante objetos impregnados da sua energia. Opera-se mais freqüentemente por meio de gestos, denominados passes, rápidos ou lentos, longitudinais ou transversais, conforme o efeito, calmante ou excitante, que se quer produzir nos doentes. Esse tratamento deve ser seguido com regularidade, e as sessões renovadas todos os dias até à cura completa”.
Livro: No Invisível, Léon Denis, Cap. XV.

5) Saía das reflexões, quando foi convidado pela Benfritora à aplicação do socorro fluídico, em que se transferiram energias mais esprcíficas a Argos.
O auxílio de Bernardo, valioso, criara a predisposição para que o doente assimilasse, dessa vez, outro tipo de fluidos procedentes do corpo físico sadio do sensitivo.
Foi proferida uma oração de alto significado emocional, de que todos participamos e, ato contínuo, o médium, seguramente conduzido pela Irmã Angélica, deu início à operação socorrista.
A princípio com movimentos rítimicos e em direção longitudinal, desembaraçou o enfermo das energias absorvidas e dos miasmas venenosos que lhe empestavam o organismo, como a desentoxicar as células, facilitando-lhes a renovação.
Foram mais cuidadosamente atendidos os centros coronário, cardíaco e gástrico, que exteriorizavam coloração escura e fluido pastoso, letal. Em seguida passou a transferir-lhe as forças restauradoras, mediante a imposição das mãos nas referidas áreas que, lentamente foram absorvendo a energia salutar e mudando de cor, irradiando para todo o corpo as vibrações de reequilíbrio. Logo após, foi magnetizada a água, que lhe foi oferecida em pequena dose e se encerrou o labor da caridade fraternal. 
Livro: Painés da Obsessão – Divaldo Pereira Franco/Manoel Philomeno de Miranda . Livraria Espírita Alvorada Editora – 8ª edição, Cap. 27, Pag.253. 

6) “A simples “imposição das mãos” com o consequente apelo às Potências Sublimes, não quer significar condição preponderante.

Para o exercício equilibrado da mediunidade curadora, através do serviço do passe, são exigidos vários requisitos que não podem ser amesquinhados.

Inalterável confiança no Senhor e conduta compatível com a fé esposada.

Serenidade íntima e passividade completa à inspiração superior.

Sintonia com as Esferas Mais Altas e hábito da prece.

Capacidade de amor ao próximo e abnegação na extensão do serviço de auxílio.

Espírito de humildade e tirocínio de discernimento.

Saúde física e mental e meditação nos objetivos superiores da vida.
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Após as malogradas tentativas feitas pelos discípulos, de expulsão do “espírito imundo” que se apossara de um jovem lunático, o Mestre sem delongas, repreendeu o desencarnado e libertou o enfermo.

E como os companheiros lhe indagassem o porquê do próprio fracasso, o Senhor, após falar-lhes da falta de fé, afirmou sereno: “esta casta de espíritos não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”.

Tal oração, consideremos a comunhão constante com Deus, da qual decorre o jejum aos atos que degradam o espírito e envilecem o caráter.

Assim fazendo, não padecem dúvidas: os resultados na aplicação dos passes serão salutares e imediatos.

Livro: Dimensões da Verdade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
Dos Confrades da Doutrina:
7) DIVALDO PEREIRA FRANCO
Trazemos, a seguir, questão formulado sobre o assunto pelo Jornal do CEPEAK, ao conhecido Tribuno espírita Divaldo Pereira Franco, em entrevista concedida ao citado órgão de divulgação do espiritismo em sua edição de março/abril de 2003, conforme segue:
J. Cepeak – No livro “Nos Domínios da Mediunidade” – Cap. 17, André Luiz nos diz que “Conrado impondo as mãos sobre a fronte da médium, inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a cabeça até o fígado enfermo”. Kardec diz que os olhos e as mãos são órgãos de emissão e direção de fluidos. (Obras Póstumas – Fotografia e Telegrafia do Pensamento). Existe uma corrente dentro do movimento espírita afirmando que ao médium incumbe apenas impor as mãos sobre a cabeça do paciente, como fazia Jesus e que o restante cabe aos espíritos superiores em servico.
Perguntamos:
a) Para que André Luiz nos ensinaria sobre as funções dos centros de forças (chacaras)?
b) Para que os técnicos do plano espiritual precisariam do fluido animalizado do médium que eles podem extrair de toda parte?
c)   Se não temos a superioridade de Jesus, que curava até com saliva e lodo e mesmo à distância (o centurião romano e o servo etc), por que o médium deve ser dispensado da movimentação discreta e consciente das mãos? Em resumo: o médium, atendidos os requisitos básicos, deve se limitar a impor as mãos sobre o paciente no momento do passe?
Divaldo – Confesso aceitar, sem qualquer restrição, a orientação do Espírito André Luiz, através da mediunidade do apóstolo Chico Xavier, perfeitamente centrada no pensamento Kardequiano, direcionando as mãos do passista no rumo do órgão enfermo. Jesus pela exelência de que se encontrava revestido, penetrava no âmago do ser e, conhecendo a problemática da saúde que o atormentava, bastava impor-lhe as mãos, tocá-lo ser tocado na fímbria dos Seus vestidos, desejar apenas e a recuperação de imediato se dava. Como há uma distância abissal entre ELE e nós, prefiro agir nos chakras correspondentes ao distúrbio orgânico, emocional ou psíquico, embora sem tocar no paciente, evitando imcompreensões, e conclusões injustificáveis.
Extraindo do fluido universal as energias que necessitam para operarem o socorro aos necessitados, os Mentores igualmente utilizam do fluido animal do médium, perfeitamente compatível com o do paciente, ainda mais quando ocorre a cooperação espontânea e enriquecedora do doador ou passista.
As correntes de opinião, quando sinceras e fundamentadas na Doutrina, são todas respeitáveis. No entanto, a experiência de cada pessoa permite-lhe agir conforme os resultados que vem colhendo, sem preocupar-se com as diferenças de métodos, modelos e fórmulas.
Sempre haverá opinião discordante em todo mister de natureza humana, considerando-se os diferentes níveis de consciência, de conhecimento, de comportamento pessoal.  
Terceira Parte
Passo agora, para a análise das curas efetuadas por Jesus, constantes das obras espíritas, para tentar entender onde é que estão situados os fundamentos dos quais muitos dos nossos confrades dizem ter por base a tal prática da simples imposição das mãos. 
As Curas de Jesus
A Gênese, FEB 36ª Edição, Cap. XV.
1) Perda de sangue
10. - Então, uma mulher, que havia doze anos sofria de uma hemorragia; - que sofrera muito nas mãos dos médicos e que, tendo gasto todos os seus haveres, nenhum alívio conseguira, - como ouvisse falar de Jesus, veio com a multidão atrás dele e lhe tocou as vestes, porquanto, dizia: Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas vestes, ficarei curada. - No mesmo instante o fluxo sangüíneo lhe cessou e ela sentiu em seu corpo que estava curada daquela enfermidade.
Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes? - Seus discípulos lhe disseram: Vês que a multidão te aperta de todos os lados e perguntas quem te tocou? – Ele olhava em torno de si à procura daquela que o tocara.
A mulher, que sabia o que se passara em si, tomada de medo e pavor, veio lançar-se-lhe aos pés e lhe declarou toda a verdade. - Disse-lhe Jesus: Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade. (S. Marcos, cap. V, vv. 25 a 34.)
2) Cego de Betsaida
12. - Tendo chegado a Betsaida, trouxeram-lhe um cego e lhe pediam que o tocasse. Tomando o cego pela mão, ele o levou para fora do burgo, passou-lhe saliva nos olhos e, havendo-lhe imposto as mãos, lhe perguntou se via alguma coisa. – O homem, olhando; disse: Vejo a andar homens que me parecem árvores. - Jesus lhe colocou de novo as mãos sobre os olhos e ele começou a ver melhor. Afinal, ficou tão perfeitamente curado, que via distintamente todas as coisas. - Ele o mandou para casa, dizendo-lhe: Vai para tua casa; se entrares no burgo, a ninguém digas o que se deu contigo. (S. Marcos, cap. VIII, vv. 22 a 26.)
3) Paralítico
14. - Tendo subido para uma barca, Jesus atravessou o lago e veio à sua cidade (Cafarnaum). - Como lhe apresentassem um paralítico deitado em seu leito, Jesus, notando-lhe a fé, disse ao paralítico: Meu filho, tem confiança; perdoados te são os teus pecados.
Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. - Jesus, tendo percebido o que eles pensavam, perguntou-lhes: Por que alimentais maus pensamentos em vossos corações? - Pois, que é mais fácil dizer: - Teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na Terra o poder de remitir os
pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito e vai para tua casa.
O paralítico se levantou imediatamente e foi para sua casa. Vendo aquele milagre, o povo se encheu de temor e rendeu graças a Deus, por haver concedido tal poder aos homens. (S. Mateus, cap. IX, vv. 1 a 8.)
4) Os dez leprosos
16. - Um dia, indo ele para Jerusalém, passava pelos confins da Samaria e da Galiléia - e, estando prestes a entrar numa aldeia, dez leprosos vieram ao seu encontro e, conservando-se afastados, clamaram em altas vozes: Jesus, Senhor nosso, tem piedade de nós. - Dando com eles, disse-lhes Jesus: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Quando iam a caminho, ficaram curados.
Um deles, vendo-se curado, voltou sobre seus passos, glorificando a Deus em altas vozes; - e foi lançar-se aos pés de Jesus, com o rosto em terra, a lhe render graças. Esse era samaritano.
Disse então Jesus: Não foram curados todos dez? Onde estão os outros nove?
Nenhum deles houve que voltasse e glorificasse a Deus, a não ser este estrangeiro? - E disse a esse: Levanta-te; vai; tua fé te salvou. (S. Lucas, capítulo XVII, vv. 11 a 19.)
5) Mão seca
18. - Doutra vez entrou Jesus no templo e aí encontrou um homem que tinha seca uma das mãos. - E eles o observavam para ver se ele o curaria em dia de sábado, para terem um motivo de o acusar. - Então, disse ele ao homem que tinha a mão seca: Levanta-te e coloca-te ali no meio. - Depois, disse-lhes: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou mal, salvar a vida ou tirá-la? Eles permaneceram em silêncio. - Ele, porém, encarando-os com indignação, tanto o afligia a dureza de seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele a estendeu e ela se tornou sã.
Logo os fariseus saíram e se reuniram contra ele em conciliábulo com os herodianos, sobre o meio de o perderem. - Mas, Jesus se retirou com seus discípulos para o mar, acompanhando-o grande multidão de povo da Galiléia e da Judéia – de Jerusalém, da Iduméia e de além Jordão; e os das cercanias de Tiro e de Sídon, tendo ouvido falar das coisas que ele fazia, vieram em grande número ao seu encontro. (S. Marcos, cap. III, vv. 1 a 8.)
6) A mulher curada
19. - Todos os dias de sábado Jesus ensinava numa sinagoga. - Um dia, viu ali uma mulher possuída de um Espírito que a punha doente, havia dezoito anos; era tão curvada, que não podia olhar para cima. - Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade. - Impôs-lhe ao mesmo tempo as mãos e ela, endireitando-se, rendeu graças a Deus.
Mas, o chefe da sinagoga, indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado, disse ao povo: Há seis dias destinados ao trabalho; vinde nesses dias para serdes curados e não nos dias de sábado.
O Senhor, tomando a palavra, disse-lhe: Hipócrita, qual de vós não solta da carga o seu boi ou seu jumento em dia de sábado e não o leva a beber? - Por que então não se deveria libertar, em dia de sábado, dos laços que a prendiam, esta filha de Abraão, que Satanás conservara atada durante dezoito anos?
A estas palavras, todos os seus adversários ficaram confusos e todo o povo encantado de vê-lo praticar tantas ações gloriosas. (S. Lucas, cap. XIII, vv. 10 a 17.)
7) O paralítico da piscina
21. - Depois disso, tendo chegado a festa dos judeus, Jesus foi a Jerusalém. Ora, havia em Jerusalém a piscina das ovelhas, que se chama em hebreu Betesda, a qual tinha cinco galerias - onde, em grande número, se achavam deitados doentes, cegos, coxos e os que tinham ressecados os membros, todos à espera de que as águas fossem agitadas - Porque, o anjo do Senhor, em certa época, descia àquela piscina e lhe movimentava a água e aquele que fosse o primeiro a entrar nela, depois de ter sido movimentada a água, ficava curado, qualquer que fosse a sua doença.
Ora, estava lá um homem que se achava doente havia trinta e oito anos. - Jesus, tendo-o visto deitado e sabendo-o doente desde longo tempo, perguntou-lhe: Queres ficar curado? - O doente respondeu: Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina depois que a água for movimentada; e, durante o tempo que levo para chegar lá, outro desce antes de mim. - Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e vai-te. - No mesmo instante o homem se achou curado e, tomando de seu leito, pôs-se a andar. Ora, aquele dia era um sábado.
Disseram então os judeus ao que fora curado: Não te é permitido levares o teu
leito. - Respondeu o homem: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. - Perguntaram-lhe eles então: Quem foi esse que te disse: Toma o teu leito e anda? - Mas, nem mesmo o que fora curado sabia quem o curara, porquanto Jesus se retirara do meio da multidão que lá estava.
Depois, encontrando aquele homem no templo, Jesus lhe disse: Vês que foste curado; não tornes de futuro a pecar, para que te não aconteça coisa pior.
O homem foi ter com os judeus e lhes disse que fora Jesus quem o curara. – Era por isso que os judeus perseguiam a Jesus, porque ele fazia essas coisas em dia de sábado. - Então, Jesus lhes disse: Meu Pai não cessa de obrar até ao presente e eu também obro incessantemente. (S. João, cap. V, vv. 1 a 17.)
8) Cego de nascença
24. - Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera; - e seus discípulos lhe fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado desse homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego? - Jesus lhes respondeu: Não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas, para que nele se patenteiem as obras do poder de Deus. É preciso que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem depois a noite, na qual ninguém pode fazer obras. – Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Tendo dito isso, cuspiu no chão e, havendo feito lama com a sua saliva, ungiu com essa lama os olhos do cego - e lhe disse: Vai lavar-te na piscina de Siloé, que significa Enviado. Ele foi, lavou-se e voltou vendo claro.
Seus vizinhos e os que o viam antes a pedir esmolas diziam: Não é este o que estava assentado e pedia esmola? Uns respondiam: É ele; outros diziam: Não, é um que se parece com ele. O homem, porém, lhes dizia: Sou eu mesmo. - Perguntaram-lhe então: Como se te abriram os olhos? - Ele respondeu: Aquele homem que se chama Jesus fez um pouco de lama e passou nos meus olhos, dizendo: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. - Disseram–lhe: Onde está ele? Respondeu o homem: Não sei.
Levaram então aos fariseus o homem que estivera cego. - Ora, fora num dia de
sábado que Jesus fizera aquela lama e lhe abrira os olhos.
Também os fariseus o interrogaram para saber como recobrara a vista. Ele lhes disse: Ele me pôs lama nos olhos, eu me lavei e vejo. - Ao que alguns fariseus retrucaram: Esse homem não é enviado de Deus, pois que não guarda o sábado. Outros, porém, diziam: Como poderia um homem mau fazer prodígios tais? Havia, a propósito, dissensão entre eles.
Disseram de novo ao que fora cego: E tu, que dizes desse homem que te abriu
os olhos? Ele respondeu: Digo que é um profeta. - Mas, os judeus não acreditaram que aquele homem houvesse estado cego e que houvesse recobrado a vista, enquanto não fizeram vir o pai e a mãe dele - e os interrogaram assim: É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora vê? - O pai e a mãe responderam: Sabemos que esse é nosso filho e que nasceu cego; - não sabemos, porém, como agora vê e tampouco sabemos quem lhe abriu os olhos. Interrogai-o; ele já tem idade, que responda por si mesmo.
Seu pai e sua mãe falavam desse modo, porque temiam os judeus, visto que estes já haviam resolvido em comum que quem quer que reconhecesse a Jesus como sendo o Cristo seria expulso da sinagoga. - Foi o que obrigou o pai e a mãe do rapaz a responderem: Ele já tem idade; interrogai-o.
Chamaram segunda vez o homem que estivera cego e lhe disseram: Glorifica a
Deus; sabemos que esse homem é um pecador. Ele lhes respondeu: Se é um pecador, não sei, tudo o que sei é que estava cego e agora vejo. - Tornaram a perguntar-lhe: Que te fez ele e como te abriu os olhos? - Respondeu o homem: Já vo-lo disse e bem o ouvistes; por que quereis ouvi-lo segunda vez? Será que queirais tornar-vos seus discípulos? - Ao que eles o carregaram de injúrias e lhe disseram: Sê tu seu discípulo; quanto a nós, somos discípulos de Moisés. - Sabemos que Deus falou a Moisés, ao passo que este não sabemos donde saiu.
O homem lhes respondeu: É de espantar que não saibais donde ele é e que ele me tenha aberto os olhos. - Ora, sabemos que Deus não exalça os pecadores; mas, àquele que o honre e faça a sua vontade, a esse Deus exalça. - Desde que o mundo existe, jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. - Se esse homem não fosse um enviado de Deus, nada poderia fazer de tudo o que tem feito.
Disseram-lhe os fariseus: Tu és todo pecado, desde o ventre de tua mãe, e queres ensinar-nos a nós? E o expulsaram. (S. João, cap. IX, vv. 1 a 34.)
9) Possessos
29. - Vieram em seguida a Cafarnaum e Jesus, entrando primeiramente, em dia
de sábado, na sinagoga, os instruía. - Admiravam-se da sua doutrina, porque ele os instruía como tendo autoridade e não como os escribas.
Ora, achava-se na sinagoga um homem possesso de um Espírito impuro, que exclamou: - Que há entre ti e nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. - Jesus, porém, falando-lhe ameaçadoramente, disse: Cala-te e sai desse homem. - Então, o Espírito impuro, agitando o homem em violentas convulsões, saiu dele.
Ficaram todos tão surpreendidos que uns aos outros perguntavam: Que é isto?
Que nova doutrina é esta? Ele dá ordem com império, até aos Espíritos impuros, e estes lhe obedecem. (S. Marcos, cap. I, vv. 21 a 27.)
10) Possessos
30. - Tendo eles saído, apresentaram-lhe um homem mudo, possesso do demônio. - Expulso o demônio o mudo falou e o povo, tomado de admiração, dizia: Jamais se viu coisa semelhante em Israel.
Mas os fariseus, ao contrário, diziam: É pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios. (S. Mateus, capítulo IX, vv. 32 a 34.)
11) Possessos
31. - Quando ele foi vindo ao lugar onde estavam os outros discípulos, viu emtorno destes uma grande multidão de pessoas e muitos escribas que com eles disputavam. - Logo que deu com Jesus, todo o povo se tomou de espanto e temor e correram todos a saudá-lo.
Perguntou ele então: Sobre que disputáveis em assembléia? - Um homem, do meio do povo, tomando a palavra, disse: Mestre, trouxe-te meu filho, que está possesso de um Espírito mudo; - em todo lugar onde dele se apossa, atira-o por terra e o menino espuma, rilha os dentes e se torna todo seco. Pedi a teus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.
Disse-lhes Jesus: Oh! gente incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-mo. - Trouxeram-lho e ainda não havia ele posto os olhos em Jesus, e o Espírito entrou a agitá-lo violentamente; ele caiu no chão e se pôs a rolar espumando.
Jesus perguntou ao pai do menino: Desde quando isto lhe sucede? – Desde pequenino, diz o pai. - E o Espírito o tem lançado, muitas vezes, ora à água, ora ao fogo, para fazê-lo perecer; se alguma coisa puderes, tem compaixão de nós e socorrenos.
Respondeu-lhe Jesus: Se puderes crer, tudo é possível àquele que crê. – Logo exclamou o pai do menino, banhado em lágrimas: Senhor, creio, ajuda-me na minha incredulidade.
Jesus, vendo que o povo acorria em multidão, falou em tom de ameaça ao Espírito impuro, dizendo-lhe: Espírito surdo e mudo sai desse menino e não entres mais nele. - Então, o Espírito, soltando grande grito e agitando o menino em violentas convulsões, saiu, ficando como morto o menino, de sorte que muitos diziam que ele morrera. – Mas Jesus, tomando-lhe as mãos e amparando-o, fê-lo levantar-se.
Quando Jesus voltou para casa, seus discípulos lhe perguntaram, em particular: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? - Ele respondeu: Os demônios desta espécie não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. (S. Marcos, cap. IX, vv. 13 a 28.).
12) Possessos
32. - Apresentaram-lhe então um possesso cego e mudo e ele o curou, de modo que o possesso começou a falar e a ver: - Todo o povo ficou presa de admiração e dizia: Não é esse o filho de David?
Mas os fariseus, isso ouvindo, diziam: Este homem expulsa os demônios com o auxílio de Belzebu, príncipe dos demônios.
Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino que se dividir contra si mesmo será arruinado e toda cidade ou casa que se divide contra si mesma não pode subsistir. - Se Satanás expulsa a Satanás, ele está dividido contra si mesmo, como, pois, o seu reino poderá subsistir? - E, se é por Belzebu que eu expulso os demônios, por quem os expulsarão vossos filhos? Por isso, eles próprios serão os vossos juizes. - Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é que o reino de Deus veio até vós. (S. Mateus, cap. XII, 22 a 28.)
13) Ressurreições
A filha de Jairo
37. - Tendo Jesus passado novamente, de barca, para a outra margem, logo que desembarcou, grande multidão se lhe apinhou ao derredor. Então, um chefe de sinagoga, chamado Jairo, veio ao seu encontro e, ao aproximar-se dele, se lhe lançou aos pés, - a suplicar com grande instância, dizendo: Tenho urna filha que está no momento extremo; vem impor-lhe as mãos para a curar e lhe salvar a vida.
Jesus foi com ele, acompanhado de grande multidão, que o comprimia.
Quando Jairo ainda falava, vieram pessoas que lhe eram subordinadas e lhe disseram: Tua filha está morta; por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? - Jesus, porém, ouvindo isso, disse ao chefe da sinagoga: Não te aflijas, crê apenas. - E a ninguém permitiu que o acompanhasse, senão a Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Chegando a casa do chefe da sinagoga, viu ele uma aglomeração confusa de pessoas que choravam e soltavam grandes gritos. - Entrando, disse-lhes ele: Por que fazeis tanto alarido e por que chorais? Esta menina não está morta, está apenas adormecida. - Zombavam dele. Tendo feito que toda a gente saísse, chamou o pai e mãe da menina e os que tinham vindo em sua companhia e entrou no lugar onde a menina se achava deitada. - Tomou-lhe a mão e disse: Talitha cumi, isto é: Minha filha, levanta-te, eu to ordeno. - No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a andar, pois contava doze anos, e ficaram todos maravilhados e espantados. (S. Marcos, cap. V, vv. 21 a 43.)
14) Ressurreições
Filho da viúva de Naim
38. - No dia seguinte, dirigiu-se Jesus para uma cidade chamada Naim; acompanhavam-no seus discípulos e grande multidão de povo. - Quando estava perto da porta da cidade, aconteceu que levavam a sepultar um morto, que era filho único de sua mãe e essa mulher era viúva; estava com ela grande número de pessoas da cidade. - Tendo-a visto, o Senhor se tomou de compaixão para com ela e lhe disse: Não chores. - Depois, aproximando-se, tocou o esquife e os que o conduziam pararam. Então, disse ele: Mancebo, levanta-te, eu o ordeno. - Imediatamente, o moço se sentou e começou a falar. E Jesus o restituiu à sua mãe.
Todos os que estavam presentes ficaram tomados de espanto e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. O rumor desse milagre que ele fizera se espalhou por toda a Judéia e por todas as regiões circunvizinhas. (S. Lucas, cap. VII, vv. 11 a 17.)
15) Jesus caminha sobre a água
41. - Logo, fez Jesus que seus discípulos tomassem a barca e passassem para
a outra margem antes dele, que ficava a despedir o povo. - Depois de o ter despedido, subiu a um monte para orar e, tendo caído a noite, achou-se ele sozinho naquele lugar.
Entrementes, a barca era fortemente açoitada pelas ondas, em meio do mar, por ser contrário o vento. - Mas, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando por sobre o mar.
- Quando eles o viram andando sobre o mar, turbaram-se e diziam: É um fantasma e se puseram a gritar amedrontados. Jesus então lhes falou dizendo:
Tranqüilizai-vos, sou eu, não tenhais medo.
Pedro lhe respondeu: Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro, caminhando sobre as águas. Disse-lhe Jesus: Vem. Pedro, descendo da barca, caminhava sobre a água, ao encontro de Jesus. Mas, vindo um grande vento, ele teve medo; e como começasse a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Logo, Jesus, estendendo-lhe a mão, disse: Homem de pouca fé! por que duvidaste? - E, tendo subido para a barca, cessou o vento. - Então, os que estavam na barca, aproximando-se dele o adoraram, dizendo: És verdadeiramente filho de Deus, (S. Mateus, cap. XIV, vv. 22 a 33.)
16)Transfiguração
43. - Seis dias depois, tendo chamado de parte a Pedro, Tiago e João, Jesus os levou consigo a um alto monte afastado e se transfigurou diante deles. – Enquanto orava, seu rosto pareceu inteiramente outro; suas vestes se tornaram brilhantemente luminosas e brancas qual a neve, como não há pisoeiro na Terra que possa fazer alguma tão alva. - E eles viram aparecer Elias e Moisés, a entreter palestra com Jesus.
Então, disse Pedro a Jesus: Mestre, estamos bem aqui; façamos três tendas: uma para ti, outra para Moisés, outra para Elias. - É que ele não sabia o que dizia, tão espantado estava.
Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu; e, dessa nuvem, uma voz partiu, fazendo ouvir estas palavras: Este é meu Filho bem-amado; escutai-o.
Logo, olhando para todos os lados, a ninguém mais viram, senão a Jesus, que ficara a sós com eles.
Quando desciam do monte, ordenou-lhes ele que a ninguém falassem do que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. - E eles conservaram em segredo o fato, inquirindo uns dos outros o que teria ele querido dizer com estas palavras: Até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dentre os mortos. (S. Marcos, cap. IX, vv. 1 a 9.)
17) Tempestade aplacada
45. - Certo dia, tendo tomado uma barca com seus discípulos, disse-lhes ele: Passemos à outra margem do lago. Partiram então. Durante a travessia, ele adormeceu. - Então, um grande turbilhão de vento se abateu de súbito sobre o lago, de sorte que, enchendo-se dágua a barca, eles se viam em perigo. Aproximaram-se, pois, dele e o despertaram, dizendo-lhe: Mestre, perecemos. Jesus, levantando-se, falou, ameaçador, aos ventos e às ondas agitadas e uns e outras se aplacaram, sobrevindo grande calma. Ele então lhes disse: Onde esta a vossa fé? Eles, porém, cheios de temor e admiração, perguntavam uns aos outros: Quem é este que assim dá ordens ao vento e às ondas, e eles lhe obedecem? (São Lucas, cap. VIII, vv. 22 a 25.)
18) Bodas de Cana
47. - Este milagre, referido unicamente no Evangelho de S. João, é apresentado como o primeiro que Jesus operou e nessas condições, devera ter sido um dos mais notados.
Entretanto, bem fraca impressão parece haver produzido, pois que nenhum outro evangelista dele trata. Fato não extraordinário era para deixar espantados, no mais alto grau, os convivas e, sobretudo, o dono da casa, os quais, todavia, parece que não o perceberam.
Considerado em si mesmo, pouca importância tem o fato, em comparação com os que, verdadeiramente, atestam as qualidades espirituais de Jesus. Admitido que as coisas hajam ocorrido, conforme foram narradas, e de notar-se seja esse, de tal gênero, o único fenômeno que se tenha produzido.
Jesus era de natureza extremamente elevada, para se ater a efeitos puramente materiais, próprios apenas a aguçar a curiosidade da multidão que, então, o teria nivelado a um mágico. Ele sabia que as coisas úteis lhe conquistariam mais simpatias e lhe granjeariam mais adeptos, do que as que facilmente passariam por fruto de grande habilidade e destreza (nº 27).
Se bem que, a rigor, o fato se possa explicar, até certo ponto, por uma ação fluídica que houvesse, como o magnetismo oferece muitos exemplos, mudado as propriedades da água, dando-lhe o sabor do vinho, pouco provável é se tenha verificado semelhante hipótese, dado que, em tal caso, a água, tendo do vinho unicamente o sabor, houvera conservado a sua coloração, o que não deixaria de ser notado. Mais racional é se reconheça aí unia daquelas parábolas tão freqüentes nos ensinos de Jesus, como a do filho pródigo, a do festim de bodas, do mau rico, da figueira que secou e tantas outras que, todavia, se apresentam com caráter de fatos ocorridos. Provavelmente, durante o repasto, terá ele aludido ao vinho e à água, tirando de ambos um ensinamento.
Justificam esta opinião as palavras que a respeito lhe dirige o mordomo: «Toda gente serve em primeiro lugar o vinho bom e, depois que todos o têm bebido muito, serve o menos fino; tu, porém, guardas até agora o bom vinho.»
Entre duas hipóteses, deve-se preferir a mais racional e os espíritas não são tão crédulos que por toda parte vejam manifestações, nem tão absolutos em suas opiniões, que pretendam explicar tudo por meio dos fluidos.
19) Multiplicação dos pães
48. - A multiplicação dos pães é um dos milagres que mais têm intrigado os comentadores e alimentado, ao mesmo tempo, as zombarias dos incrédulos. Sem se darem ao trabalho de lhe perscrutar o sentido alegórico, para estes últimos ele não passa de um conto pueril. Entretanto, a maioria das pessoas sérias há visto na narrativa desse fato, embora sob forma diferente da ordinária, uma parábola, em que se compara o alimento espiritual da alma ao alimento do corpo.
Pode-se, todavia, perceber nela mais do que uma simples figura e admitir, de certo ponto de vista, a realidade de um fato material, sem que, para isso, seja preciso se recorra ao prodígio. É sabido que uma grande preocupação de espírito, bem como a atenção fortemente presa a uma coisa fazem esquecer a fome. Ora, os que acompanhavam a Jesus eram criaturas ávidas de ouvi-lo; nada há, pois, de espantar em que, fascinadas pela sua palavra e também, talvez, pela poderosa ação magnética que ele exercia sobre os que o cercavam, elas não tenham experimentado a necessidade material de comer.
Prevendo esse resultado, Jesus nenhuma dificuldade teve para tranqüilizar os discípulos, dizendo-lhes, na linguagem figurada que lhe era habitual e admitido que realmente houvessem trazido alguns pães, que estes bastariam para matar a fome à multidão. Simultaneamente, ministrava aos referidos discípulos um ensinamento, com o lhes dizer: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Ensinava-lhes assim que também eles podiam alimentar por meio da palavra.
Desse modo, a par do sentido moral alegórico, produziu-se um efeito fisiológico, natural e muito conhecido. O prodígio, no caso, está no ascendente da palavra de Jesus, poderosa bastante para cativar a atenção de uma multidão imensa, ao ponto de fazê-la esquecer-se de comer. Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material da multiplicação dos pães, que tem de ser considerada como alegoria.
Esta explicação, aliás, o próprio Jesus a confirmou nas duas passagens seguintes.
20) O fermento dos fariseus
49. - Ora, tendo seus discípulos passado para o outro lado do mar, esqueceram-se de levar pães. - Jesus lhes disse: Tende o cuidado de precatar-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. - Eles, porém, pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães.
Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Homens de pouca fé, por que haveis de estar cogitando de não terdes trazido pães? Ainda não compreendeis e não vos lembrais quantos cestos levastes? - Como não compreendereis que não é do pão que eu vos falava, quando disse que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?
Eles então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento que se põe no pão, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus. (S. Mateus, cap. XVI, vv. 5 a 12.)
21) O pão do céu
50. - No dia seguinte, o povo, que permanecera do outro lado do mar, notou que lá não chegara outra barca e que Jesus não entrara na que seus discípulos tomaram, que os discípulos haviam partido sós - e como tinham chegado depois outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde o Senhor, após render graças, os alimentara com cinco pães; - e como verificassem por fim que Jesus não estava lá, tampouco seus discípulos, entraram naquelas barcas e foram para Cafarnaum, em busca de Jesus. - E, tendo-o encontrado além do mar, disseram-lhe: Mestre, quando vieste para cá?
Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que me procurais, não por causa dos milagres que vistes, mas por que eu vos dei pão a comer e ficastes saciados. -Trabalhai por ter, não o alimento que perece, mas o que dura para a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará, porque foi nele que Deus, o Pai, imprimiu seu selo e seu caráter.
Perguntaram-lhe eles: Que devemos fazer para produzir obras de Deus? - Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é que creiais no que ele enviou.
Perguntaram-lhe então: Que milagre operarás que nos faça crer, vendo-o? Que farás de extraordinário? - Nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele lhes deu de comer o pão do céu.
Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do céu; meu Pai é quem dá o verdadeiro pão do céu, - porquanto o pão de Deus é aquele que desceu do céu e que dá vida ao mundo.
Disseram eles então: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
Jesus lhes respondeu: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome e aquele que em mim crê não terá sede. - Mas, eu já vos disse: vós me tendes visto e não credes.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim tem a vida eterna. - Eu sou o pão da vida. - Vossos pais comeram o maná do deserto e morreram. – Aqui está o pão que desceu do céu, a fim de que quem dele comer não morra. (S. João, cap. VI, vv. 22-36 e 47-50.).
Como bem podemos verificar, na matéria aqui exposta, em apenas duas oportunidades: (“Cego de Betsaida - Tomando o cego pela mão, ele o levou para fora do burgo, passou-lhe saliva nos olhos e, havendo-lhe imposto as mãos, lhe perguntou se via alguma coisa; e, A mulher curada - Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade. - Impôs-lhe ao mesmo tempo as mãos e ela, endireitando-se, rendeu graças a Deus”), das 21 ações de Jesus aqui descritas, somente em 2 (duas) oportunidades, podemos constatar a narrativa de que Jesus se utilizou dessa forma de efetuar suas curas, mesmo assim, o que eles não dão destaque é que Jesus, passa a saliva diretamente nos olhos do cego, ou seja, no órgão causador da dificuldade do irmão curado, Mc 8,23 e Jo 9,6. Nas duas vezes em que impôs as mãos, Ele se utilizou de outros procedimentos, ou seja, numa passou antes saliva nos olhos do cego e na outra, falou antes para a mulher que ela estava curada, em todas as outras, não temos esse tipo de procedimento pelo Mestre de Nazaré, que como bem nos diz Allan Kardec, em “A Gênese”, não precisava de qualquer outro subterfúgio senão o de ordenar ao espírito que seguisse seu caminho, e não voltasse a transgredir as Leis de Deus.
Quarta Parte
Vamos agora, buscar na codificação, as instruções dos Espíritos Superiores para que entendamos definitivamente, a incomensurável distância que nos separa desse que é o exemplo a ser seguido por todos nós, sem que pretendamos fazer o que ELE fez e agir como ele agiu, para realizar suas proezas, pois, Jesus pertence à categoria dos Espíritos Puros.
Superioridade da natureza de Jesus
Olivro dos Espíritos – pergunta 625.
Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.”
A Gênese, FEB 36ª Edição, Cap. XV.
1. – “Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constituí o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da Natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como conseqüência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.
2. - Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, nº 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.
Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.
Conforme relato acima, não dá para comparar os feito de Jesus com os de qualquer ser humano, por mais adiantado que este possa ser, Jesus é único, “Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir.”, se é possível se admitir que ELE, poderia receber algum “influxo” de Deus, conforme narrativa acima, como é possível a nós ignorarmos a inspiração para nossa orientação que nos são passadas pelos abnegados trabalhadores da Seara do Mestre de Nazaré, na prática do bem e da caridade?.
Quinta Parte
Conclusão: Respeitando as opiniões em contrário, de quantos não concordarem conosco, temos o dever de dizer que nossos argumentos estão fundamentados na doutrina espírita, e que por essa razão, optamos por ficar com Kardec, e com os Espíritos Superiores, nas matérias aqui expostas, contidas na Codificação e nas obras auxiliares de reconhecido conteúdo doutrinário, em razão disso, não podemos aceitar simples opiniões pessoais de quem quer que seja, como tendo o mesmo peso dos ensinos dos prepostos de Jesus.
Para finalizar, solicitamos atenção para nossas observações seguintes:
a) Em primeiro lugar, precisamos dedicar todo esforço possível na necessária preparação para o exercício da nobre tarefa da mediunidade em todos os sentidos, pelo estudo sério e constante do espiritismo, como sendo o compromisso maior que assumimos com a doutrina que dizemos professar.
b) Que no caso específico da Cura pelo Passe, conforme esclarecimentos aqui expostos, retirados dos ensinos ministrados pelos Espíritos Superiores na doutrina espírita, devemos sim, movimentar as mãos, em direção aos órgãos em desequilíbrio do irmão à nossa frente, sintonizados com a equipe Espiritual Superior, responsável pelas tarefas em desenvolvimento, que nos assistirão, inspirando-nos a fazer este ou aquele movimento visando o restabelecimento da normalidade do órgão em desequilíbrio no irmão assistido.
Que Jesus nos sustente nas obras do bem com sua doce e sublime Paz, hoje e sempre.
Francisco Rebouças

domingo, 27 de julho de 2014

PERANTE DEUS

Emmanuel

Se houve alguém na terra com autoridade suficiente para definir o Supremo Criador do Universo, esse alguém foi Jesus, que O representava, sublime, à frente da humanidade.

Entretanto, para desincumbir-se da divina missão de revelá-Lo a nós outros, não se perde em cogitações da inteligência, de vez que a inteligência é fatalmente constrangida a renovar-se, todos os dias.

Nem presunção.

Nem retórica.

Nem violência.

Nem fantasia.

O Mestre Inolvidável serviu apenas, elegendo o amor puro e irrestrito, a força de sua mensagem inesquecível.

De todas as criaturas busca a melhor parte para exalçá-las à gloria excelsa.

Doutrinando os doutores do Templo, não lhes menospreza a cultura. Apenas esclarece-os.

Em contato com Zaqueu, não lhe amaldiçoa os haveres. Auxilia-o a usá-los.

Junto a Madalena, não lhe vergasta a condição de mulher sofredora. Soergue-lhe o bom ânimo.

Ao pé dos enfermos de todos os matizes, não lhes destaca os erros e compromissos.

Ajuda-os, simplesmente.

Sofrendo a negação de Pedro, não lhe condena a atitude. Espera a hora justa de ampará-lo com segurança.

Perseguido por Saulo, não lhe arroja a alma ardente aos pântanos infernais.

Procura-o com bondade e transforma-o no bem.

É que somente através do amor realizado e vivido conseguiremos, de alguma sorte, sentir a grandeza do Autor de Nossos Dias.

E é ainda por essa razão que o próprio Jesus, convidado pelos discípulos a estabelecer uma norma de oração, no campo da Boa Nova, Ele que trazia das Esferas Resplandecentes a luz da eterna sabedoria, limitou-se à reverência e ao amor, ao respeito e á confiança, definindo Deus, a Causa de Toda Vida, como sendo Nosso Pai.


Livro: Cura
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças



sábado, 26 de julho de 2014

Reuniões públicas em Winterthur - Suíça

Reuniões públicas
Salão de palestras

O CEEAK
realiza suas reuniões abertas ao público nos seguintes dias:

- às terças-feiras, das 19h às 20:30h.
(palestra e passe) e
- aos domingos, com palestras das 10:30h às 11:30h.
e passes após as palestras.
 
 
 
O Espiritista

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CRISTO E NÓS

E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: -Eis –me aqui, Senhor!" - (ATOS, 9:10).
 
Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.

O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida; uma assembleia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração planetária.
 
E, desde o primeiro dia da Boa Nova, convida, insiste e apela, Junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a colaboração ativa dos corações de boa-vontade.
 
Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo.
 
Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recém convertido, assistindo-o em pessoa? É que, se a Humanidade não pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo.
 
"Ide e pregai".
"Eis que vos mando".
"Resplandeça a vossa luz diante dos homens".
"A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros".
Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por ele atribuída à contribuição humana.
 
Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre.
Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem.
 
Cristianismo significa Cristo e nós. 
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Renascimento Espiritual

                                                                                Luiz Antonio Corrêa de Lacerda 
Meus amigos, meus irmãos, Jesus nos abençoe e ilumine.
Congregados à luz da Clemência divina, vivemos confortador período de luz renovadora, nesta casa de fé vibrante e pura, consagrada ao espiritualismo com o Divino Mestre.
Refiro-me, em nome de vários companheiros, às novas edificações que os aprendizes do evangelho em Leopoldina vão concretizando com a inteligência associada ao coração.
 
As sementes do cristianismo, jamais perecem. Muita vez, atravessam ciclos seculares no caminho dos povos, parecendo estagnadas e mortas.
Demoram, em muitas circunstancias, aparentemente raquíticas e anônimas, na senda evolutiva das coletividades, tanto quanto, por vezes, na esfera dos indivíduos. Surge, porém, o instante sublime do renascimento espiritual e a planta celeste germina e cresce na Terra, espalhando flores de esperança e produzindo fruto de paz e amor santificantes.
 
Este – o nosso caso.
Quem viveu o entusiasmo dos primeiros dias continua convosco no trabalho reconstrutivo em bases mais sólidas, pugnando pela materialização mais extensa de nossos ideais.
 
Em outro tempo, seduzia-nos o fenômeno que imperava em nossos círculos de crença e discussão filosófica. Pretendíamos talvez atingir objetivos superiores, mergulhados nos ângulos inferiores do serviço.
Nossas investigações visitavam o campo externo e, à frente do idealismo regenerador que o Espiritismo nos impunha, gastávamos o tempo nas ilações de ordem doutrinária e a hora passou, surpreendendo-nos distraídos.
 
O Plano Espiritual aguardou-nos com a verdade imutável. A vida real não se modificava para favorecer-nos com a graça a cuja obtenção não fizéramos jus.
Entendemos, então, que a fé abraçada não se constituirá de ornamentos verbalísticos ou de meros títulos pessoais, garantindo-nos ingresso nas assembleias da espiritualidade elevada.
A Doutrina – reconhecemos – é acima de tudo campo de trabalho e escola dos sentimentos.
 
Multiplicamos esforços e dilatamos ações no sentido de acordar os amigos que permaneciam a distancia.
Como aconteceu ao Rico da Parábola, nós que fôramos abastados senhores do intelectualismo, suplicamos, em vão, a oportunidade de voltar imediatamente à nossa família no ideal, de modo a despertar-vos.
 
Outros companheiros de experiência humana classificados entre nós em dias recuados, à conta de mendigos da inteligência, banqueteavam-se à plena luz,mas, embora nosso desejo de voltar precipitadamente à instituição domestica, a fim de anunciar-vos diferentes novas, foi necessário construir recursos e merecer a ocasião de falar-vos mais diretamente.
De alguns poucos anos a esta parte, nossa foi meta foi abraçada.
O centro abençoado de nossos estudos retornou ao caminho de verdadeiro amor ao próximo com o Mestre dos Mestres.
 
Despertos e compreensivos, nossos companheiros abriram a consciência ao influxo da luz divina.
Reabilitamos o nosso roteiro de espiritualidade e aqui estamos, meus irmãos, para reafirmar-vos que Espiritismo sem Evangelho sentido e vivido, no santuário íntimo de cada um, pode apresentar admirável movimento de ideias, todavia, sem alicerces de renovação do espírito para as realidades da vida.
 
Mais que nunca, é indispensável atender à nossa fé, através de prismas diferentes.
Cessem as indagações despropositadas, sejam atenuados os conflitos da interpretação, diminuam-se as manifestações puramente intelectualistas sem obras sérias da crença consoladora em nós mesmos e incentive-se, acima de tudo, a iluminação de cada um de nós ao sol imperecível da Revelação Divina.
 
Com isto, não pretendemos extinguir o manancial da inteligência.
Sabedoria e amor são as duas asas da alma para o voo supremo às Esferas Supremas da Divindade.
 
Decretar menosprezo à ciência fora imperdoável loucura.
Entretanto, urge reconhecer que o nosso campo é tão profundamente rico de dádivas espirituais que o perigo da fascinação e da cegueira assedia a todos aqueles que empreendem a jornada para a Humanidade Redimida.
 
Convenhamos, assim, que temos agora nossos passos acertados.
Caminhai, meus amigos, sob o estandarte de fraternidade, convictos de que Jesus lança sobre nós a sua bênção edificante.
Não vos descentralizeis, em face da nossa necessidade de concentração em Cristo Jesus.
Provavelmente, na atualidade, é impossível conhecerdes tudo...
Sois, como acontece a nós, caminheiros da Vida Eterna, trabalhadores do Verbo, Infinito em Amor e Sabedoria, no campo finito de nossas limitações.
 
Dia virá, porém, meus irmãos, em que penetrareis o passado e os imperativos que nos congregam agora, e juntos, marcharemos para o Senhor, entoando novos cânticos de esperança.
Até lá, meus amigos, prossigamos unidos na fé e na solidariedade, amando-nos uns aos outros e estendendo nossa dedicação à extensa família humana que o Pai nos conferiu.
 
        Não vos firam espinhos e pedras da estrada.
Mais iluminados, sereis mais fortes que os predecessores na senda.
Um dia, lançamos a boa semente e esquecendo as linhas fundamentais da obra eterna, não reparamos que o cipoal da ilusão nos asfixiava o trabalho...
 
       Vós, no entanto, sustentados pela luz do Verbo Celestial, recomeçastes a construção do templo de nossa fé e, amparados uns aos outros, consagrá-lo-emos à glória do eterno no recanto planetário em que tivemos o júbilo de acordar para Deus.
Que Ele nos ampare a todos, auxiliando-nos a servir em seu nome até a vitória final.
 
(mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, dirigida a um grupo de amigos, no Centro Espírita “Amor ao Próximo”, em sessão pública de 1º de julho de 1947, em Leopoldina, Minas)
 
Livro: Abençoa Sempre
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 10 de julho de 2014

BRASIL HOJE

Castro Alves  

Foge o século da Luz.
Escoam-se dois milênios
de santos, heróis e gênios
com Cristo ensinando o Amor;
Mas o ódio continua
e agarra-se ao chão da guerra
por monstro devorador.
 
A Inteligência remoça
a ideia da Liberdade,
sem que o poder a degrade,
também mitos, caem reis.
No entanto, quando se esboça
a união de povo a povo,
explode a guerra de novo,
de novo quebrando as leis.
 
Desde Atenas se promove
um mundo claro e perfeito;
Roma estatui o Direito,
mas varrendo a floração
da França de Oitenta e Nove,
rugem na grande chacina
o terror, a guilhotina

e as batalhas da opressão. 
 


Aos clarões da Nova Era,
milhões de cérebros agem;
A Ciência quer passagem
para acender o Porvir;
O tempo ávido espera,
o atrito vibra no ar,
o mundo roga: "Avançar!..."
Clama a guerra: "Destruir!".
 
Tanto progresso se espalha,
agiganta-se a Cultura,
a Terra sofre, insegura,
no temor do próprio fim.
Contudo, sobre a metralha,
Cristo, na luz que ele encerra,
repete às nações da Terra:
"Amai-vos e vinde a mim!...",
 
Espíritos Benfeitores
no Brasil, perante o mundo,
tocados de amor profundo,
retornam do Grande Além
e, entre ocultos resplendores,
dissolvem taras primevas,
rompendo os grilhões das trevas

na forja viva do Bem!


Por isto, agora, ante a luta
que em fogo se reinicia,
sonhando nova harmonia
na fé que se nos refaz,
de pólo a pólo se escuta,
onde o futuro da Esperança
pertence ao Brasil da Paz!...

(Mensagem recebida em reunião pública do Centro Espírita União, na noite de 15 de outubro de 1980, na capital de São Paulo, estado de São Paulo).
 
Livro: União em Jesus
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças
 


COMPAIXÃO

Emmanuel
Quando te ergueres em prece ao coração augusto e misericordioso do Pai Celestial, não olvides que ao redor de teus passos, ecoam as súplicas de milhões de seres implorando-te compaixão. 
Anota-lhes o tom de expectativa e de angústia e não desdenhes auxiliar. 
Aprende a guardar na acústica da própria alma a essência divina do amor infatigável para que a paciência e o sorriso te ensinem a recolher, sem alarde e sem queixa, todos os impactos do alheio sofrimento. 
Veste, cada dia, a túnica do entendimento e encontrarás, por toda parte, a ignorância e a penúria rogando-te amparo e compreensão. 
Observarás a dor de mil faces, estendendo-te as mãos, à procura da migalha de fraternidade e carinho. 
Aqui, mascara-se na forma de delinquência naqueles que não tiveram as tuas oportunidades de educação; adiante, surge na roupa espinhosa do desespero a que se acolhem os companheiros em provas amargas.
Ali, aparece-te com a fantasia da ilusão em todos os que não se apercebem da sua condição de usufrutuários da Terra, e, mais além destaca-se nas chagas de aflição dos que despertam sob as responsabilidades do ouro e do poder. 
Seja com quem for e seja onde for, compadece-te e ampara sempre. 
Observa que a própria Natureza, em todos os lugares, é um apelo vivo à tua misericórdia para que a vida alcance os fins a que se destina. 
A terra seca roga-te a bênção da água refrescante para que te possa doar os talentos do pão e da alegria; a árvore clama por teu devotamento a fim de produzir quanto deve em teu próprio benefício e o fruto verde espera por teu carinho, para não perecer em sua expectativa de maturação. 
Age e caminha, trabalha e serve, inspirando-te na compaixão que deves a todas as criaturas. 
Perdoa mil vezes antes de reprovar uma só e penetrarás os altos segredos do bem. 
Recordemos em quantas ocasiões necessitamos da compaixão do próximo para sanar os nossos erros e fazendo pelo bem dos outros aquilo que desejamos dos outros na preservação de nossa própria felicidade, avançaremos para a vanguarda de luz sob o amparo de Deus, cuja Infinita Bondade, encerra em nosso favor todas as bênçãos da compaixão imperecível . 
Livro: Viajor
Chico Xavier/Emmanuel 
Francisco Rebouças


sábado, 28 de junho de 2014

PENSE positivamente!

PENSE positivamente!
Nossos pensamentos emitem ondas reais que se irradiam de nosso cérebro, formando uma atmosfera mental que é peculiar a cada pessoa.
De acordo com o tipo de vibração do pensamento, atrairemos a nós todas as ondas semelhantes.
Se você pensar negativamente, atrairá todos os pensamentos negativos, piorando seu estado.
Pense positivamente, para atrair apenas pensamentos positivos de paz e prosperidade.
 
 
Livros: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
 
Francisco Rebouças 

domingo, 22 de junho de 2014

Além da vida física

O espiritismo nos fez saber através de provas incontestáveis, que a vida continua para todos nós Seres imortais, depois da morte do corpo físico, e mais, que nossa vida no corpo é valiosa oportunidade de trabalho que precisamos realizar com vistas ao nosso progresso intelectual, moral e espiritual, atendendo a uma Lei Natural à qual estamos subordinados.  
Dessa forma, toda boa semente que plantarmos no campo de nossa atuação, seja em família, no trabalho, na corrente religiosa que seguimos, ou na sociedade em geral, se revestirá de grande importância para o nosso porvir.
A palavra amiga que houvermos proferido de estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade.
A opinião caridosa e respeitosa que formulamos acerca dos outros, converter-se-á em recurso bendito perante a Justiça Divina, quando do exame dos nossos erros.
O pensamento de fraternidade e compreensão que dedicarmos ao próximo transformar-se-á em fator de nosso próprio equilíbrio.
A atitude de auxiliar os irmãos que cruzarem o nosso caminho, oferecer-nos-á o sublime sabor da alegria interior.
Mas, da mesma forma, as nossas más atitudes diante da vida e do nosso próximo, igualmente terá grande reflexo em nossa vida além túmulo.
A maledicência dos nossos pensamentos e da nossa palavra será tremendo espinheiro a provocar-nos dilacerações e feridas.
A nossa indiferença para com as dores e desditas do próximo, aparecerá por desolada geleira em nossos caminhos.
A nossa preguiça tornar-se-á terrível gerador de miséria a provocar desgastes e sofrimentos em nossa jornada futura.
A nossa crueldade exibirá, na tela de nossas consciências a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais.
Assim, concluímos sem medo de errar, que a morte é o retrato da vida.
A nossa construção em vida física, revelar-se-á, como vivas imagens que encontraremos na volta ao mundo espiritual, nos mostrando o resultado feliz ou infeliz de tudo que estamos criando, sustentando e movimentando, no campo da existência nos dias presentes.
Se desejamos realmente a ventura e a tranquilidade para além das fronteiras de cinzas do sepulcro, busquemos semear enquanto é tempo, a luz da sabedoria de quem pretende recolher nas sendas da ascensão as dádivas espirituais com vistas à felicidade eterna que nos está reservada pela Soberana Bondade.
Hoje temos a oportunidade de plantar segundo nossa vontade, mas amanhã seremos constrangidos à colheita da safra abundante de bênçãos ou desesperos.
A Lei é de justiça e ninguém está isento do acerto com suas determinações Superiores.
Se hoje preferimos cultivar a sombra, decerto, encontraremos, depois a resposta das trevas.
Se, no entanto, semearmos o amor e a simpatia, onde nos encontramos, indiscutivelmente, mais tarde, desfrutaremos ditosos, da beleza divina da Imortalidade Vitoriosa.
 
Francisco Rebouças


sábado, 5 de abril de 2014

III - Escolha social e profissional



1 - Podemos avaliar as nossas existências passadas, somente através de lutas e provações?

- Não nos fala o pretérito exclusivamente através das provas que nos aguilhoam a vida.

2 - A profissão nos concede oportunidades de reajuste?

- Observamos as oportunidades de reajuste e aperfeiçoamento que o mundo nos concede na esfera da profissão. A criatura renasce, gravitando para o campo de serviço em que se lhe afinam disposições e tendências.

3 - A que critério obedece à colocação da inteligência no campo profissional?

- Cada inteligência é situada no lugar em que possa produzir mais e melhor.

4 - É a fatalidade que faz a pessoa escolher determinada profissão?

- Certamente que a situação da personalidade em determinada carreira não obedece à fatalidade. Livre-arbítrio no mundo interior comanda sentimentos e ideias, palavras e atos do Espírito, constantemente.

5 - Quando podemos renovar o destino?

- Todo dia é tempo de renovar o destino.

6 - Podemos, sem dificuldade, renovar o destino, hoje mesmo?

- Sim. Na esfera dos deveres comuns, o Espírito granjeia, através de abnegações e serviço espontâneo; valiosos recursos de ação, de modo a refundir, facilmente, os próprios caminhos.

7 - A Lei Divina apresenta meios especiais de proporcionar-nos corrigenda e libertação?

- Somos defrontados nas atividades profissionais de hoje como antigos devedores da Lei, chamados a funcionar no trabalho ou nas obras em que eles próprios faliram ontem, com dilatadas possibilidades de obtenção do próprio resgate; quase sempre aqueles mesmos junto dos quais se verificaram nossos próprios delitos ou deserções em existências passadas. Em nosso benefício, a Lei nos faculta empreendimentos e obrigações junto deles, a fim de que possamos antipatias e inibições, respirando-lhes o clima e renteando-lhes a presença.

8 - O que fazem frequentemente, hoje, os pensadores que ontem intoxicaram a mente popular?

- Pensadores que antigamente corrompiam a mente popular com as depravações de espírito já em via de auto burilamento, formam agora os professores laboriosos, aprendendo a ministrar disciplinas, à custa do próprio exemplo.

9 - E os antigos conquistadores militares que praticaram excessos?

- Tiranos que não vacilaram em forjar a miséria física e moral dos semelhantes, na exaltação dos princípios subalternos em que se envileciam, voltam, depois das medidas iniciais da própria corrigenda, na condição de administradores capacitados à distribuição de valores e tarefas edificantes.

10 - E os dominadores políticos que dilapidaram a confiança do povo?

- Políticos que dilapidaram a confiança do povo, quando já situados nas linhas do reajuste, retornam, no comércio ou na agricultura, com valiosa oportunidade de transpirar no auxílio àquelas mesmas comunidades que deprimiram.

11 - E os guerreiros e soldados?

- Guerreiros e soldados que se valiam das armas para assegurarem imunidade aos instintos destruidores quando internados na regeneração começante, transfiguram-se em mecânicos e operários modeladores, dignificando o metal e a madeira que eles próprios perverteram em outras épocas.

12 - E os carrascos rurais?

- Verdugos rurais, agiotas desnaturados, defraudadores da economia pública e mordomos do solo, convertidos em agentes do futuro, modificados ao toque do bem, volvem na posição de servidores limitados da gleba, quando de sol a sol, no pagamento das dívidas, a que se empenharam, imprevidentes.

13 - E as mulheres que se ocuparam da maledicência e da intriga?

- Mulheres distintas que se ocuparam da maledicência e da intriga, prejudicando a liberdade e progresso, após reconhecerem os próprios erros, tornaram, em regime de transitório cativeiro, ao recinto doméstico, aprisionadas em singelas obrigações, junto às caçarolas e tanques de lavar.

14 - O que significa, enfim, para nós, o trabalho que a Terra nos dá?

- Refletimos na situação em que o presente nos coloca e encontraremos dentro dela os sinais do passado e usando-a, na apenas em nosso favor, mas em favor de todos aqueles que se aproximarem de nós, reconheceremos, no trabalho que a vida nos oferece, iluminada porta libertadora para o grande futuro. 

Livro: Leis de Amor
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 31 de março de 2014

Repercussão do aborto

Levando-se em conta que cada caso é um caso, e que por isso mesmo as nuanças é que vão determinar as variadas situações absolutamente individuais no que se refere às repercussões sofridas pelo espírito eliminado do processo natural de desenvolvimento de seu corpo em vias de estruturação, procuraremos expor nosso ponto de vista, embasados pelos conhecimentos que a nobre doutrina dos espíritos nos oferece nas obras da codificação do consolador.
Em o Livro dos Espíritos, encontramos os esclarecimentos de como esse desenvolvimento do feto se processa no útero materno, em resposta dada pelos Imortais da Vida Maior, aos questionamentos, do codificador sobre o assunto nas questões abaixo:
353. Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de
alma?
“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de   operar-se.
Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”
354. Como se explica a vida intra-uterina?
“É a da planta que vegeta. A criança vive vida animal. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”
358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”
Sabemos que existe uma regra fundamental que rege a Lei de Causa e Efeito, que poderíamos explicá-la como sendo mais ou menos assim: A nossa ação boa ou má, sempre desencadeará uma reação proporcional à intencionalidade da ação praticada; visto que não se pode admitir que uma ação má, exercida por alguém que ignora seus efeitos maléficos, possa ter a mesma repercussão em contrário para seu praticante, quanto possa ter para o que praticou a mesma ação com conhecimento de causa, em sendo pesado pela Soberana Justiça Divina os prós e contras de ambos os infratores da mesma Lei.
Exemplificamos, dizendo que uma ação má, praticada por uma criança, não pode ser punida com o mesmo rigor que a mesma ação praticada por um adulto, pois isso seria uma tremenda injustiça para com alguém que desconhece os efeitos perniciosos que sua ação poderia causar, no caso da criança, o que não pode ser admitido em relação ao adulto infrator.
Do livro Ave, Cristo extraímos pequeno trecho do alerta dado a uma futura mãe, que tinha a intenção de abortar o feto que se desenvolvia em seu útero: “(...) Senhora, não recuseis a maternidade!... Ninguém foge, impunemente, aos desígnios de do Céu!...
A criança ser-lhe-á proteção e consolo, reajuste e arrimo... Mas, se for consumado o seu propósito de desvencilhar-se dela...”
Por isso mesmo, a responsabilidade maior na decisão de praticar ou não o ato criminoso do aborto, cabe aos encarnados, pai e ou mãe, pois os espíritos desencarnados nada podem fazer a não ser esclarecer, através dos diversos encontros promovidos com os envolvidos no processo do aborto no plano espiritual, mais diretamente na hora do descanso do corpo físico quando os Pais do futuro abortado serão levados às benditas Estâncias Superiores para o devido esclarecimento sobre os males que por certo advirão desse ato desumano e inaceitável. Mas, o livre arbítrio dos Pais, terá que ser respeitado na hora da decisão final, arcando eles com as consequências dolorosas da decisão equivocada que tomarem.
O espírito, em véspera de voltar ao mundo carnal, quando de nível evolutivo mais expressivo, pode ter reações mais moderadas e tolerantes, para com a decisão tomada por seus futuros pais, que não o desejam. Poderia ser ele, em muitas das vezes, até alguém destinado a aproximar o casal, restabelecer e fazer prosperar a união, ou, servir de amparo social e afetivo aos demais membros da família. Lamentará a perda da oportunidade de auxílio para aqueles a quem ama, e que teria prometido aos dirigentes maiores da espiritualidade dessa forma agir quando aqui estivesse.
Mesmo depois de ter sido rejeitado, por decisão de seus pais, não se deixará dominar pelos sentimentos do ódio ou do ressentimento, mesmo que o ato do aborto o tenha feito sofrer física e psiquicamente. Refeito da situação dolorosa que participou, em muitos casos, seguirá ele, mesmo desencarnado, tanto quanto possível, o seu trabalho de indução mental positiva sobre os cônjuges, no aguardo de que possam se modificar e se conscientizarem da benção que representa a Maternidade e a Paternidade na vida do ser encarnado.
Nos casos, em que o espírito que reencarnaria se encontra nos degraus inferiores da escada evolutiva, suas reações se farão de forma mais descontrolada, desequilibrada e, sobretudo, mais agressiva, começando daí em diante em muitos casos uma obsessão, por vingança, que poderá ter capítulos de sérias tragédias, com consequências desastrosas de repercussão secular, conforme nos mostra a literatura espírita em várias de suas obras.
São Espíritos, que se destinariam ao reencontro com aqueles a quem no passado foram ligados por liames desarmônicos, com os quais precisa se reencontrar para os devidos reajustes perante a Lei de Amor e Caridade, e que ao se sentirem rejeitados, devolvem na mesma moeda o amargo fel do ressentimento, do ódio e da sede incontrolável de vingança, pois ao receberem o choque das vibrações do desamor e da indiferença, daqueles de quem esperava receber justamente os eflúvios nobres e salutares do amor,  desesperam-se e revoltam-se.
São no dizer dos Espíritos Superiores, espíritos infantis na cronologia do desenvolvimento espiritual, e por essa contingência, empenham-se na perseguição aos cônjuges ou outros envolvidos na consecução do ato abortivo, ligando-se de tal forma aos personagens da triste história que na maioria dos casos, permanecem ligados ao Centro de Força ou chakra (como algumas escolas espiritualistas costumam chamar) genésico materno, induzindo consciente ou inconscientemente a profundos distúrbios ginecológicos daquela que desistira o receber como filho.
Em outras tantas situações, empenham-se na vampirização energética, tornam-se verdadeiros endoparasitas do organismo perispiritual, aderindo ao Centro de Força ou chakra esplênico, sugando o fluido vital materno, e não menos odiento em relação ao seu irresponsável e covarde pai, perseguindo-o da mesma maneira, com todas as forças de suas paixões odientas e doentias.
Sugere na maioria dos casos, em seus infelizes pais, a ideia contínua do sentimento de culpa, que deságua no remorso destruidor, impondo-lhes sérias sequelas psíquicas, que são causas de uma série de doenças aparentemente sem explicações pela medicina humana; são doenças de sérias consequências, que determinam o estado psicológico depressivo, de muitas criaturas, abrindo o seu campo mental ao desequilíbrio emocional que poderá levar em muitos casos até mesmo às raias da loucura e do suicídio.
Somente a terapêutica espiritual, desenvolvida através do esclarecimento contido no evangelho de Jesus; da mudança de postura mental; do respeito ao direito dos outros; da reforma moral; das boas ações no trabalho do bem; das nobres atitudes em seu próprio benefício, do seu próximo e da humanidade; da consciência e responsabilidade de todos como co-criadores; além dos recursos oferecidos pela medicina oficial, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora, frequentemente, essa recuperação e harmonização sejam longas e trabalhosas.
A observação e o respeito aos ensinamentos trazido pelo Mestre de Nazaré, resumindo a Lei e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, nos trará se assim procedermos, a paz que tanto precisamos e nos fará evitar os males advindo da não observância da Lei de amor e caridade que nos unirá um dia no paraíso prometido por ELE.

Bibliografia: Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos- FEB, 76ª Edição.
                    Xavier, Francisco Cândido – pelo Espírito Emmanuel, FEB – 15ª Edição – Cap. IV – pág.88 
Francisco Rebouças.

domingo, 30 de março de 2014

CAMINHEMOS AMANDO


Emmanuel
Descerrarás novos horizontes da eminência a que chegaste, na grande peregrinação para os cimos do conhecimento, mas, a fim de que a verdade de tua experiência frutifique em talentos de paz e progresso, a benefícios daqueles que te seguem na retaguarda, não prescindirás do amor que sabe penetrar os enigmas do caminho, de modo a resolvê-los com segurança.
Para isso para que a tua vitória não sofra egoísmo e isolamento, não bastará comentar a beleza da messe que te carreia frutos opimos; é necessário te disponhas ao socorro da planta nascente, amparando a colheita futura na extensão da própria alegria.
A verdade, brilhante como o Sol e sólida como a força, garantindo o bem comum, necessita diluir-se infinitamente para não cegar as criaturas irmãs com o seu poder e esplendor.
Não desdenhes compreender e auxiliar, a fim de que a luz, em tuas mãos, não se faça estéril ou destrutiva.
A ciência de curar usa o remédio em doses justas para extinguir a enfermidade, o professor maneja símbolos para acordar o cérebro da criança no conhecimento mais alto e o artista golpeia o mármore com cuidado e carinho dele arrancando a revelação da obra-prima.
Guarda a lâmpada viva da verdade e ilumina com ela a trilha que te assegurará a desejada ascensão, mas, lembra-te de que Jesus desceu para auxiliar e servir, sem contaminar-se com as nossas sombra, afastando-nos da treva para o campo ilimitado da Luz. 
Livro: VIAJOR
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças